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Bloqueador de sinal tem potência para derrubar avião é adquirido na fronteira com o Paraguai por

Josimar Gomes Amado, 30 anos, conhecido como “Formiga”, preso na madrugada desta segunda-feira (05), no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, poderia ter causado uma tragédia a&e...

Tecnologia

POR Paulo Portaljipa EM 06/06/2017 ÀS 17:48:40

 Bloqueador de sinal tem potência para derrubar avião é adquirido na fronteira com o Paraguai por

Josimar Gomes Amado, 30 anos, conhecido como “Formiga”, preso na madrugada desta segunda-feira (05), no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, poderia ter causado uma tragédia aérea em Mato Grosso. Isso porque ele transportava consigo um aparelho que desliga sinais de áudio, vídeo e alarmes de bancos, avaliado em R$ 50 mil. Para os delegados da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), se o bloqueador fosse acionado no ar, poderia causar até a queda da aeronave.


“A Maleta, que possui um botão de acionamento capaz inibir os sinais transmitidos de maneira remota, veio dentro do avião e poderia gerar risco e levar a queda da aeronave, que transportou de Curitiba a Cuiabá”, disse o delegado Luiz Henrique Damasceno, responsável pelo caso.

A opinião é a mesma do delegado Diogo Santana Souza, titular da GCCO: “O equipamento ainda passará por perícia para saber qual o potencial que tem. Fizemos o teste na delegacia e ele bloqueia mesmo os sinais de áudio e vídeo, entre outros. Isso sendo transportado de forma clandestina, poderia trazer risco. Se fosse acionado lá em cima, o avião perderia o contato com a torre, talvez os instrumentos e ficaria no escuro”, disse ao Olhar Direto.

O delegado Diogo ainda revelou como as quadrilhas conseguem o equipamento: “Sendo o próprio preso, eles pagam cerca de R$ 50 mil para adquirir este produto. Compram na fronteira dos estados do sul, principalmente com o Paraguai. Estão utilizando muito este equipamento para cortar o sinal e realizar o roubo a agências bancárias”.

Prisão

Os policias da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Judiciária Civil, tiveram êxito na prisão do último integrante da quadrilha de roubos a bancos, investigada na operação “Lepus”, deflagrada em 20 de abril de 2017. O suspeito, Josimar Gomes Amado, 30 anos, conhecido como “Formiga”, foi preso na madrugada desta segunda-feira (05), no Aeroporto Internacional Marechal Cândido Rondon.

O homem recebeu voz de prisão ao desembarcar de um avião que chegava de Curitiba (PR), com um equipamento que desliga sinais de áudio, vídeo e alarmes de bancos, avaliado em R$ 50 mil. O equipamento foi despachado no aeroporto de Curitiba, dentro de uma mala, enrolado em dois cobertores, com destino a Cuiabá.

Operação

A operação Lepus foi deflagrada para cumprimento de 4 mandados de prisão preventiva contra autores de roubos à banco na Capital. As investigações apontaram os suspeitos Jorge Marcelo Souza Nazário, Antônio Fernandes dos Santos, Everton Pereira Oliveira e Josimar Gomes Amado como integrantes de organização criminosa responsável pelo cometimento de pelo menos três crimes de roubo à banco, cometidos durante 2016 em Cuiabá, causando prejuízo superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) aos estabelecimentos bancários.

Na ocasião, os suspeitos Jorge Marcelo, Antonio Fernandes e Everton, foram presos e o suspeito Josimar Gomes não havia sido localizado.

Na lista dos crimes imputados à organização criminosa, encontra-se o roubo ao Banco do Brasil do Distrito Industrial, ocorrido no dia 1º de abril de 2016, ocasião em que os suspeitos permaneceram por várias horas no interior do estabelecimento bancário, mediante restrição da liberdade dos funcionários do banco.

Como meio de entrar no estabelecimento armados, os suspeitos se disfarçaram de policiais, utilizando inclusive fardamento militar.

O nome da operação “Lepus” significa “Lebre” e faz referência ao apelido do líder da organização criminosa, Everton Pereira Oliveira, e seus constantes esforços para esconder sua real identidade. Ao utilizar nomes falsos e outros artifícios ilegais ele mobilizou um esforço policial maior no sentido de sua completa identificação e qualificação no inquérito policial.

Tanto que durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva do líder Everton, o Lebre chegou a apresentar Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa em nome de Emerson Fernandes de Souza, o que justificou ainda sua prisão em flagrante pelo crime de Uso de Documento Falso.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 7ª Vara Especializada contra o Crime Organizado de Cuiabá, após representação da Polícia Civil.

Mais presos

Outros dois membros da mesma organização criminosa, identificados como Jairo Garcia Boasorte e Uesdra de Souza, já haviam sido presos na primeira fase da operação.

 

Fonte - Assessoria

Fotográfo - Divulgação

 
 
 
 
 
 
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