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  • STF começa a julgar denúncia contra senador Valdir Raupp

    A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou o julgamento sobre se receberá a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador ...

    Política
    2 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 07/03/2017 ÀS 16:52:04

    STF começa a julgar denúncia contra senador Valdir Raupp

    A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou o julgamento sobre se receberá a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.


    Raupp é acusado de ter recebido R$ 500 mil para a sua campanha ao Senado em 2010, que, apesar de terem sido repassados via doações oficiais, teriam sido desviados do esquema de corrupção instalado na Petrobras, de acordo com a PGR. O senador nega irregularidades.


    A denúncia será julgada pelos cinco ministros que compõem a Segunda Turma do STF: Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Edson Fachin, o relator dos processos da Lava Jato no Supremo. Na época em que a PGR ofereceu a denúncia, Raupp disse que o Ministério Público apresentava uma "equivocada interpretação dos fatos" e que aguardava "serenamente a instrução do processo, certo de que a fragilidade das provas e dos argumentos apresentados conduzirão à sua absolvição".


    Neste julgamento, o Supremo Tribunal Federal deverá dar hoje a primeira indicação de como a corte irá encarar uma das mais polêmicas questões envolvendo a Operação Lava Jato: a discussão sobre se as doações oficiais para campanhas eleitorais podem ou não ser consideradas propinas.


    Além do entendimento sobre se haveria crime, o Supremo também terá de discutir quais elementos de prova são necessários para caracterizar a propina. Até agora, o Supremo já julgou seis denúncias oferecidas pela PGR - cinco foram aceitas e uma, rejeitada. Em nenhum dos casos, as doações oficiais estiveram no centro da análise.


    A defesa nega irregularidades e diz que não houve crime nos fatos descritos. A estratégia será bater no ponto de que não há nada contra ele, a não ser uma doação oficial, e que, se o Supremo entender que contribuição oficial de campanha pode ser vista como indício criminoso, "todo o Congresso teria de ser processado, porque todo político recebe doação oficial". Com informações do Estadão Conteúdo.

     

    Fonte - Estadão

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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