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  • Será um adeus ao asfalto da BR-319 em Rondônia; ALE protesta e tranca a pauta; e metade da população ignora o isolamento

    DENÚNCIA DE SONEGAÇÃO: VENDA DE GADO A OUTROS ESTADOS SUPERA PERDAS DE 25 MILHÕES DE REAIS AO ESTADO

    Política
    5 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 02/07/2020 ÀS 15:50:57

    Será um adeus ao asfalto da BR-319 em Rondônia; ALE protesta e tranca a pauta; e metade da população ignora o isolamento


    Mais de 25 milhões de prejuízos aos cofres do Estado. Esse é o resultado de um golpe de sonegação de tributos que estaria sendo praticado por um grupo de pecuaristas do Mato Grosso e de São Paulo, que compram o gado aqui em Rondônia no mesmo CPF em que fazem a compra no seu Estado e, portanto, não pagam nenhum tributo aos cofres rondonienses. Os pecuaristas daqui vendem o bovino vivo aos compradores de outros Estados – quase todos do Mato Grosso – por um preço muito baixo.

    Os compradores, sem pagar um tostão de tributos ao Estado, levam o gado para São Paulo, onde o revendem por preço muito maior. Quem compra nosso gado usa de má fé – segundo uma fonte muito entranhada no setor agropecuário – fazendo uma espécie de arrendamento, para fugir dos tributos, transportando o boi no mesmo CPF ou CNPJ para São Paulo e Mato Grosso. Quando alguém transporta uma mercadoria no mesmo CPF ou no mesmo CNPJ, a carga se torna isenta de imposto.

    Com essa jogada, nosso gado é comprado aqui muito barato e levado para São Paulo, sem pagar o imposto, que é o ICMS (12 por cento), que deve ser pago na saída de Rondônia. Para se ter ideia do rombo nos cofres públicos, com a sonegação, basta informar que no ano passado, foram vendidas 270.764 cabeças de bovinos que saíram vivos daqui. Desse total, 194 mil saíram sem pagar um só tostão de tributos.

    Isso representa, em números redondos, uma sonegação de, no mínimo, 25 milhões de reais às finanças de Rondônia.

    Além do enorme prejuízo financeiro que isso representa, já que os que estariam sonegando ganham duplamente (ao não pagar tributos e ao vender o gado no mercado paulista por um preço muito mais alto do que o compram por aqui), essa ação tem prejudicado a cadeia produtiva do nosso Estado, segundo a mesma fonte.

    Em 2019, nosso rebanho foi de 14 milhões e 356 mil cabeças, um dos maiores do país. Desse total, abatemos no ano passado, mais de 2 milhões 705 mil cabeças.

    Desse número, 10 por cento foi de gado que saiu vivo do Estado. Essas mais de 274 mil cabeças que saíram daqui, além do prejuízo da sonegação, é um negócio que não agrega em nada. Não gera mão de obra, não gera imposta, é zero. Afora a sonegação, é claro. Por isso, destaca-se a atuação dos frigoríficos no Estado, que industrializam a matéria viva, além de dar milhares de empregos e representar renda importante para as comunidades.

    PERDEREMOS 1 MILHÃO DE CABEÇAS EM QUATRO ANOS

    Enquanto tudo isso está ocorrendo no contexto do nosso agronegócio, nossa matéria prima continua sendo vendida, viva, a preços baixos, e, pior ainda, sem qualquer retorno ao Estado. A continuar nesse ritmo, da venda das cabeças de gado vivas, em cinco anos a pecuária rondoniense poderá sofrer um prejuízo incontrolável. Ao levar nosso gado para vender e ser abatido em outro  Estado, em quatro anos vamos perder 1 milhão de cabeças, sem qualquer benefício à economia de Rondônia. Está na hora das autoridades do setor colocarem o dedo nessa ferida, para recuperar o dinheiro que eventualmente tenha sido sonegado e impedir a saída do gado não abatido, que dá dinheiro a alguns poucos; enriquece economias de outros Estados, mas, no final, tudo isso ocorre em detrimento de toda nossa a cadeia produtiva.

    ADEUS AO ASFALTAMENTO DA 319?

    A péssima notícia para Rondônia e para a região norte como um todo, surgiu na manhã desta quarta, quando o Ministério Público Federal do Amazonas ingressou com ação judicial contra o edital do governo Bolsonaro, que anunciou o asfaltamento  de 52 quilômetros da Br 319, em direção a Manaus. O MPF diz que o anúncio do edital é uma afronta à Justiça, porque não teriam sido apresentados estudos de impacto ambiental. A mesma conversa, aliás, que vem sendo mantida há décadas, para impedir a ligação de Porto Velho com a capital manauara. Para quem conhece bem a história que está por trás da não execução de obras na 319 há tanto tempo, a ação do MPF era esperada e por demais óbvia. Os interesses nesse assunto são tão profundos, a ideologia em seu entorno tão forte e a influência das ONGs internacionais e dos empresários do setor de balsas tão concretas, que não se poderia esperar que as obras fossem realizadas sem ações desse tipo. O que se espera é que, dessa vez, o Judiciário decida pensando nos  milhões de amazônidas e não para agradar meia dúzia de interesses. O presságio da coluna, infelizmente, é de que a obra será cancelada. Mais uma vez.

     

    Fonte - Por Sérgio Pires/ Rondoniadinamica

     
     
     
     
     
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