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  • Saúde falida em Rondônia - Uma fila sem fim: milhares de rondonienses esperam cirurgias oftalmológicas do SUS

    Política
    3 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 23/07/2018 ÀS 18:39:40

    Saúde falida em Rondônia - Uma fila sem fim: milhares de rondonienses esperam cirurgias oftalmológicas do SUSPor ano, algo em torno de 7.500 rondonienses precisam, de imediato, de cirurgia nos olhos, para combater principalmente a catarata. Se as cirurgias fossem feitas 30 dias no mês, incluindo sábados, domingos e feriados, pelo menos 21 pessoas deveriam ser atendidas por processos cirúrgicos, alguns até mais simples, para poderem voltar a enxergar melhor ou, em casos mais graves, evitar a cegueira. Esse é o número de pacientes com problemas oftalmológicos na fila do SUS, que tem apenas um centro cirúrgico para esse fim, no Hospital de Base e que só pode atender, no máximo, quatro cirurgias/dia. Seriam então 20 operações dos olhos por semana; 80 no mês; 960 no ano. Ou seja, a cada dezembro, nos últimos anos, perto de 6.600 pacientes deixam de ser atendidos. Eles vão se somar a outros 7.500 e assim sucessivamente, até se chegar a um número completamente impossível de serem atendidos. E isso que, nos últimos anos, a situação melhorou muito. Estava bem pior. Não há investimentos em estrutura, não há centros cirúrgicos no interior (todas as cirurgias do SUS são na Capital ) e as empresas especializadas contratadas, como aqueles caminhões pra mutirões de cirurgias, que circulam pelas cidades, são ações que ajudam, mas não resolvem. A esperança de milhares de pessoas é de que mais investimentos sejam feitos, mais centros cirúrgicos sejam construídos, mais profissionais sejam contratados.

    A saúde pública no Brasil, sempre ressalvando-se as honrosas exceções, ainda é tratada com paternalismo, irresponsabilidade e falta de visão (com o perdão do trocadilho). Nossos investimentos públicos no setor não passam de 3,8 por cento do PIB, uma média dos últimos anos, enquanto países como o Uruguai (6,1 por cento do PIB), Colômbia (5,4 por cento), Panamá (5,9 por cento) e Paraguai (4 por cento), investem cada vez mais na saúde da sua população. O poder centralizado permite que os governantes decidam para onde vão as verbas, quem merece recebê-las e quando serão aplicadas. Um prato cheio para políticos que se eternizam no poder, às custas da tragédia do povão. Recentemente, numa campanha Presidencial, um dos candidatos promoveu a maior campanha de cirurgias oftalmológicas já realizadas no país. Por coincidência, certamente, o fez antes de deixar o cargo para concorrer, era Ministro da Saúde. A ironia é válida, até porque nos anos anteriores à candidatura, os números de cirurgias eram pífios. Em Rondônia, felizmente, os gestores da saúde têm sido sérios, os avanços são concretos e não prevalece a politicagem eleitoreira. Mas, nesse quesito das cirurgias oftalmológicas, o Estado também está longe de resolver o grave problema.
     
     

    Fonte - Das Agências

     
     
     
     
     
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