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  • Opinião - Estradas intransitáveis prejudicam economia de Rondônia

    Política
    4 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 16/12/2019 ÀS 10:58:27

    Opinião - Estradas intransitáveis prejudicam economia de Rondônia

     A precariedade das estradas em Rondônia é um dos maiores desafios que o governo do Estado e as prefeituras terão durante o inverno amazônico (chuvas), que tem o pico no mês de janeiro. Rondônia está localizada na região amazônica que tem duas estações climáticas: verão (seca) e inverno (chuva) e exige tratamento diferenciado dos governantes.

    O governador Marcos Rocha (PSL), assumiu em janeiro deste ano e teve à disposição um orçamento elaborado pela administração anterior (Daniel Pereira-PSB) e teve como um dos entraves a manutenção da malha rodoviária do Estado, seja ela pavimentada, mas toda esburacada, mais parecendo um queijo suíço ou as de leito natural. Poucas estão em condições seguradas de uso.

    As residências do DER existentes nas principais cidades, para dar suporte na recuperação e preservação das estradas estão sucateadas, assim como em Porto Velho. Maquinaria e equipamentos insuficientes e sem condições de dar o suporte que o setor precisa, além da falta de recursos financeiros para colocar a casa em ordem sinalizam que, após o período de chuvas, que deverá terminar no primeiro trimestre do próximo ano as estradas estarão, ainda, em piores condições.

    A exemplo do demais estados do país, Rondônia depende do transporte rodoviário. Além do ir e vir de as pessoas estar prejudicado devido as estradas ruins, e a tendência é piorar, a economia de o Estado depende da agricultura, da pecuária, do leite, do peixe. Não há como equilibrar o setor sem que a produção seja colhida, transportada e comercializada. Há culturas, como a do leite, que o produto é retirado diariamente e sem estradas tudo fica inviável.

    O governador Marcos Rocha vem reclamando, que Rondônia não conseguiu maior destaque na sua economia, porque a maior preocupação foi com a folha de pagamento e alerta, que o Estado não pode ficar limitado a isso. Tem que se desenvolver, porque é vocacionado para a agricultura, pecuária, ou seja, para a produção rural. A industrialização de pelo menos parte da produção, principalmente grãos (soja, milho, Café) é um sonho, mas é preciso buscar esse objetivo.

    Rondônia é uma das poucas fronteiras agrícolas do país e tudo caminha para que, em futuro não muito distante ocupará amplo espaço na economia nacional com a exportação de soja, que ganha espaço a cada ano no estado. Como o setor pecuário vem bem e exporta a maior parte do que produz, Marcos Rocha e sua equipe, com mais três anos pela frente, agora mais experientes, e um ano de governo de período difícil devido à mudança radical da política do país terão a responsabilidade de comandar a retomada do progresso e do desenvolvimento econômico, social e político.

    Rondônia é o Estado do futuro. Tem terras férteis, não tem geada e tudo planta germina. Tem um porto graneleiro que garante a exportação do que produz seja soja, milho, café, gado, peixe, mas precisa de estradas. Sem estradas transitáveis o ano todo a produção fica inviável, pois os custos aumentam e perdem-se competitividade e comercialização.

    Rondônia já tem sérios problemas com a BR 364, no trecho entre Porto Velho a Vilhena, com cerca de 700 quilômetros, que todos os anos fica intransitável e perigoso no período de chuvas. Além da produção agrícola e rural de Rondônia, que depende da 364 para chegar ao Porto Graneleiro de Porto Velho, no rio Madeira, boa parte da produção do sul do Mato Grosso é exportada. O trânsito de veículos pesados (carretas, bitrens, treminhões) deteriora a 364, uma rodovia construída na década de 80 e sem condições de suportar o volume, de cerca de 2,5 mil carretas/dia nos períodos de safra.

    A prioridade do governo do Estado é investir, mesmo que seja necessária clamar por ajuda do governo federal, para que o setor rodoviário de Rondônia seja recuperado. Rondônia precisa e depende de boas estradas.

     

    Fonte - Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

     
     
     
     
     
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