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  • Não há definição sobre fretes; embarques continuam travados há 11 dias

    Política
    3 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 12/06/2018 ÀS 16:38:52

    Não há definição sobre fretes; embarques continuam travados há 11 dias

    Até o final desta tarde de terça-feira não havia nenhuma informação sobre a questão dos fretes. Oficialmente ainda está valendo a 1a. tabela, mas com valores impraticáveis, e que não é aceita para o fechamento dos contratos. Lideranças de várias áreas da produção brasileira continuam de prontidão, aflitos em busca de uma solução. Um desses técnicos é o coordenador- executivo do Movimento Pró-logística do MT, Edeon Vaz Ferreira, que responde pela movimentação de cargas e transportes do Estado matogrossense.

    -- "Não há solução, ninguém se entende, e, se alguém souber como resolver, que se apresente", diz Edeon em entrevista ao Notícias Agrícolas ao final da tarde desta terça-feira.  

    Na segunda-feira as lideranças dos caminhoneiros autônomos, reunidas em Brasília, não compareceram ao encontro marcado com a ANTT para encontrar uma solução para a tabela de fretes. A Fiesp ameaça entrar com uma ADIN (Acão de Inconstitucionalidade) sobre qualquer tabela que afete o funcionamento do livre mercado no setor de transporte. E também os demais setores produtivos não aceitam a imposição de tabelamento dos preços dos fretes de carga. 

    Por sua vez, os caminhoneiros permanecem irredutíveis em sua posição, ameaçando fazer nova greve que arrastou o País à beira do caos, caso não consigam um preço justo que a atividade em funcionamento. Já os consumidores, assustados com a falta de combustiveis nos postos, mudou radicalmente de opinião, passando de adesão à completa rejeição ao movimento dos caminhoneiros.

    -- "Podemos ter uma falta de combustíveis nos postos?" perguntou o Notícias Agrícolas. Edeon respondeu:

    -- Não só isso, como podemos ter falta de comida na mesa dos brasileiros. E qdo isso se resolver, o preço dos alimentos que voltarem ao consumo serão a preços extremamente altos", frisou o coordenadro do Movimento Pró-logística.

    11 dias sem embarques

    Os dados do setor privado que chegam à mesa do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, apontam para um atraso de 11 dias nos embarques do agronegócio. “Deixamos de exportar 450 mil toneladas por dia”, diz o ministro. É o suficiente para carregar 60 navios. Mas, sem carga, eles ficam parados no porto, sujeitos a uma cobrança diária de US$ 25 mil.

    O quadro foi confirmado pelo diretor-geral da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes. “O mercado continua completamente parado. Tem 10 milhões de toneladas já vendidas e paradas no interior e 50 navios de soja ao largo dos portos esperando resolver essa situação para poder embarcar”, disse. Segundo ele, há outros 60 navios chegando aos portos brasileiros e correndo o risco de enfrentar o mesmo problema.

    Na produção industrial, também há cargas paradas. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as empresas já enfrentam dificuldades para obter insumos.

     
     
     
     
     
     
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