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    BOGOTÁ - O governo da Colômbia está tentando expulsar a Odebrecht do país em meio à investigação de acusações sobre o envol...

    Política
    2 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 19/01/2017 ÀS 16:59:37

    Governo da Colômbia quer Odebrecht fora do país

    BOGOTÁ - O governo da Colômbia está tentando expulsar a Odebrecht do país em meio à investigação de acusações sobre o envolvimento da construtora brasileira em pagamentos de propina a autoridades locais para garantir grandes projetos de infraestrutura.


    "Estamos trabalhando no sentido da saída definitiva da Odebrecht da Colômbia", disse na quarta-feira, 18, o chefe da Agência Nacional de Infraestrutura, Luis Andrade.  


    Este foi o comentário mais forte do governo colombiano desde que a Odebrecht fechou um acordo de leniência com autoridades dos Estados Unidos, em dezembro de 2016. Segundo documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a empresa admitiu o pagamento de US$ 788 milhões em subornos em 12 países da América Latina – incluindo o Brasil – e da África desde 2001. Na Colômbia, cerca de US$ 11 milhões de propina teriam sido pagos a autoridades do país entre 2009 e 2014.


    Andrade informou que sua agência, que aprova concessões de obras em parcerias público-privadas, solicitou a um tribunal de arbitragem que anule o contrato do projeto rodoviário. Posteriormente, a Colômbia pretende abrir nova licitação para concluir a obra.


    Prisões.


    Na quinta-feira, 12, o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales, que exerceu o cargo durante o governo do ex-presidente Álvaro Uribe, foi preso por suspeita de facilitar o acesso da Odebrecht à construção do setor 2 da Estrada do Sol, um trajeto de mais de 500 km que liga o centro do país à Costa do Atlântico e ao Caribe. Segundo a procuradoria clombiana, Morales teria exigido US$ 6,5 milhões para cortar a concorrência e permitir que a Odebrecht fosse a única participante no processo de licitação do projeto, autorizado entre 2009 e 2010.


    Outro político, o ex-senador Otto Nicolás Bula, foi preso três dias depois, também por suspeita de receber suborno da Odebrecht. Segundo a procuradoria local, ele será acusado pelos crimes de suborno e enriquecimento ilícito.


    Procurada pela reportagem, a Odebrecht não se pronunciou até a publicação desta matéria.

     

    Fonte - Estadão

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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