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  • Forças Armadas brasileiras buscam impedir que EUA se instalem na Venezuela, diz senador uruguaio

    Política
    3 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 09/08/2019 ÀS 00:10:44

    Forças Armadas brasileiras buscam impedir que EUA se instalem na Venezuela, diz senador uruguaio

    Diante de uma possível intervenção militar dos EUA na Venezuela, os militares brasileiros estariam preocupados com cenário futuro na região.

    Em entrevista à Sputnik Mundo, o senador do movimento governista uruguaio Frente Amplio, Ruben Martínez Huelmo, comentou a possível reação das Forças Armadas brasileiras.

    'O alto comando do Brasil suspeita que, se os EUA se instalarem na Venezuela, não parariam neste país, mas poderiam seguir para sul até se instalar na Amazônia', disse o senador.

    Os militares brasileiros, 'muito nacionalistas' segundo o senador, não descartariam esta hipótese, para além de, há mais de 15 anos, terem traçado um novo mapa com ameaças estratégicas e potenciais conflitos ligados a questões de fronteiras e recursos naturais no norte do Brasil.

    A Amazônia, com uma área de 7,4 milhões de km², possui 4,9% da superfície continental mundial e se estende por países como a Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, além do Brasil, o qual possui 5,5 milhões de km² de território amazônico.

    'Estas coisas devem ser muito claras. Quando você vê que o [presidente do Brasil] Jair Bolsonaro quis a princípio uma intervenção militar na Venezuela, mas logo mudou de discurso, visto que certamente os comandos e centros de segurança nacional lhe advertiram, você tem que prestar atenção', disse Martínez.

    Em meio ao aumento das tensões no país caribenho, o vice-presidente do Brasil e general reformado Antônio Hamilton Mourão foi um dos primeiros integrantes do governo a defender o diálogo com a Venezuela, assim como se posicionou contra uma intervenção.

    Vice-presidente e general da reserva Antônio Hamilton Mourão
    © FOTO : DIVULGAÇÃO
    Vice-presidente e general da reserva Antônio Hamilton Mourão

    'Não foi o [presidente] Trump conversar com [o líder norte-coreano] Kim Jong-un?', disse Mourão em referência ao encontro entre os dois líderes no Vietnã em final de fevereiro passado.

    Inicialmente, Bolsonaro mostrou disposição de se aliar aos EUA em caso de ação militar contra a Venezuela. No entanto, em 30 de abril, o presidente reconheceu que as Forças Armadas de seu país veem com preocupação uma eventual intervenção.

    'Não estamos bem de armamento, não podemos fazer frente a ninguém. Se algum país quiser fazer sanções ou usar do Brasil não conseguimos reagir [...] Nossa preocupação é muito maior em ser invadido do que em invadir', informou a fala do presidente a Jovem Pan.

    O senador também enfatizou que a farta existência de recursos naturais na Venezuela é uma questão que tange não só o país.

    'A Venezuela é uma zona rica em petróleo e a Amazônia tem múltiplas riquezas, isto é um tema que não termina só na Venezuela', observou Martínez.

    Protestos antigovernamentais na Venezuela
    © AFP 2019 / FEDERICO PARRA
    Protestos antigovernamentais na Venezuela

    O país caribenho vive uma crise político-econômica que se intensificou em janeiro deste ano, após Maduro assumir seu segundo mandato. O país viveu ondas de protestos, enquanto o líder da oposição, Juan Guaidó, se autodeclarou presidente interino do país.

    Por sua vez, os EUA iniciaram um bloqueio contra os ativos da Venezuela em seu território, ao passo que seus aviões de inteligência foram detectados no espaço aéreo venezuelano por diversas vezes.

    O governo e a oposição têm se encontrado em Barbados, com a intermediação da Noruega, num esforço de se resolver a crise de maneira pacífica.

     

    Fonte - Sputnik Brasil

     
     
     
     
     
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