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  • Falta de pagamento faz empresa paralisar obra e demitir funcionários

    Política
    2 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 04/11/2019 ÀS 16:26:17

    Falta de pagamento faz empresa paralisar obra e demitir funcionários


    Para evitar nova paralisação do Residencial Rondon I, o vereador Edivaldo Gomes (PSB) pediu intervenção da bancada federal

    A Construtora Coenge interrompeu as obras de conclusão do Residencial Rondon I, no 2º distrito de Ji-Paraná, e está demitindo funcionários por falta de repasses do governo federal por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida. Para evitar nova paralisação, o vereador Edivaldo Gomes (PSB) pediu intervenção da bancada federal para liberação de recursos.

    Segundo Edivaldo Gomes, ofícios relatando o fato foram encaminhados aos gabinetes do senador Marcos Rogério (DEM), deputada federal Silvia Cristina (PDT) e a outros membros da bancada rondoniense no Congresso Nacional. O sorteio das unidades habitacionais ocorreu em março de 2018. O Coenge é a segunda empresa a assumir a obra.

    Desde então, os contemplados aguardam para ocupar os imóveis. De acordo com o vereador, foram concluídos 95% do residencial. No entanto, a construtora está sem recursos para adquirir material e pagar funcionários. “Não possível esperar tanto e estar tão perto da conclusão, e o governo federal não realizar os repasses. Isso é um desrespeito com o cidadão”, assegurou.

    No levantamento apresentado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Civil, o governo federal deve às empresas do setor que realizaram obras do programa Minha Casa, Minha Vida mais de R$ 700 milhões. O Ministério da Economia tem informado que está sem recursos para quitar os compromissos.

    “A única saída dos futuros moradores é obter o compromisso da bancada federal para pressionar o governo a liberar recursos para as obras que estão perto de ser concluídas como é caso do Residencial Rondon I. Uma nova paralisação pode gerar mais prejuízos para a empresa e mais tempo de espera aos moradores”, assegurou.

    Em contato com a Coenge, a construtora informou à Caixa Econômica Federal (gestora da obra) que também deve retirar funcionários que fazem a segurança do local. Segundo ela, o gasto mensal com a vigilância é de R$ 10 mil. “Precisamos, urgentemente, de respostas de nossos representantes em Brasília”, garantiu Gomes.  


     

     

    Fonte - Jairo Ardull

    Fotográfo - Marcos Gomes.

     
     
     
     
     
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