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    O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15), por 11 votos a 9, o parecer preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) pela continu...

    Política
    4 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 15/12/2015 ÀS 22:13:36

    Conselho de

    O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15), por 11 votos a 9, o parecer preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) pela continuidade das investigações sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O processo poderá resultar em punição que varia desde censura até a cassação do mandato do peemedebista.


    Alvo da Lava Jato, Cunha é acusado de manter contas secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras, em março. A votação aconteceu horas após uma operação da Polícia Federal que fez buscas e apreensões na residência oficial de Cunha em Brasília e na sua casa no Rio de Janeiro. Também houve ação da PF e do MInistério Público ações na casa de investigados em sete estados e no Distrito Federal.


    Com a aprovação do parecer preliminar, o presidente da Câmara será notificado sobre a continuação das investigações – ainda não há definição se isso acontecerá ainda nesta terça ou só na quarta-feira (16).


    A partir daí, a defesa terá um prazo de até dez dias úteis para apresentar os seus argumentos. No entanto, se for mantido o recesso parlamentar, com início em 23 de dezembro, os trabalhos do conselho só deverão ser retomados em fevereiro com a coleta de provas e depoimentos de testemunhas de defesa e acusação.

    A votação desta terça ocorreu após a leitura do parecer por Marcos Rogério, em meio a polêmica sobre se era cabível haver pedido de vista (pedido de parlamentar para analisar o caso por mais tempo, o que poderia atrasar a votação do relatório).

    Deputados aliados de Cunha defendiam que deveria ser concedido pedido extra para que o novo parecer fosse analisado, uma vez que houve substituição do relator. Na semana passada, o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) acabou destituído depois de manobras regimentaiscapitaneadas por parlamentares da "tropa de choque" de Cunha.



    O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), negou o pedido de vista, mas passou a decisão final para o plenário, que acabou decidindo, por maioria, que não era justificado dar mais tempo por entender que Rogério apresentou apenas um complemento ao parecer de Pinato, que já pedia a continuação das investigações.


    Sessão com bate-boca
    A sessão mais uma vez foi tensa. Houve de novo bate-boca entre os integrantes do colegiado. O deputado Leo de Brito (PT-AC) fazia críticas ao PSDB por conta do apoio dado anteriormente pela sigla a Cunha. Deputados tucanos protestaram e virou uma discussão generalizada, mas não teve tumulto e logo os ânimos mais acirrados se acalmaram.

    Parlamentares como Paulo Azi (DEM-BA) e Júlio Delgado (PSB-MG) tentaram coordenar um acordo com aliados de Cunha para que retirassem todos os requerimentos pedindo o adiamento e, em troca, a votação fosse adiada até esta quarta-feira (16).


    Diante da falta de acordo, o presidente do conselho decidiu colocar em votação os três requerimentos de aliados do peemedebista que pediam o adiamento. No entanto, todos os pedidos acabaram sendo retirados pelos seus autores e o parecer foi votado em seguida.

    Veja como votou cada deputado no Conselho de Ética

    Quem votou a favor da continuação das investigações = 11 deputados
    Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)
    Fausto Pinato (PRB-SP)
    Júlio Delgado (PSB-MG)
    Leo de Brito (PT-AC)
    Marcos Rogério (PDT-RO)
    Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS)
    Paulo Azi (DEM-BA)
    Sandro Alex (PPS-PR)
    Zé Geraldo (PT-AC)
    Valmir Prascidelli (PT-SP)
    Rossoni (PSDB-PR) - suplente

    Quem votou contra a continuação das investigações = 9 deputados
    Cacá Leão (PP-BA)
    Erivelton Santana (PSC-BA)
    Paulo Pereira da Silva (SD-SP)
    Ricardo Barros (PP-PR)
    Vinicius Gurgel (PR-AP)
    Washington Reis (PMDB-RJ)
    Wellington Roberto (PR-PB)
    João Carlos Bacelar (PR-BA) - suplente
    Manoel Júnior (PMDB-PB) - suplente


    O caminho do dinheiro de Eduardo Cunha, segundo a Suíça (VALE ESTA VALE ESTA) (Foto: Editoria de Arte / G1)

     

     

    Fonte - g1

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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