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  • Combustível de avião sobe e deve afetar as passagens

    Política
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    Paulo Portaljipa EM 18/09/2018 ÀS 14:08:06

    Combustível de avião sobe e deve afetar as passagens

    O preço do litro do querosene de aviação, conhecido como QAV, superou os R$ 3,30 segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A valorização do dólar e a alta nas cotações internacionais do petróleo também pressionam o querosene de aviação, como ocorre com o diesel para os caminhões e com a gasolina para os automóveis.

    Esse valor é o maior patamar pago pelas companhias aéreas desde 2002, quando a liberdade tarifária estava começando no Brasil. O reajuste do querosene é mensal.

    No ano passado, as companhias já tiveram um gasto extra com combustível de R$ 1,3 bilhão, segundo cálculos do setor. Mantida a tendência atual, o valor seguirá em alta.

    Mais de um terço do preço do bilhete corresponde ao combustível, segundo as companhias aéreas. As empresas estão segurando os reajustes para não comprometer a recuperação da demanda.
    No setor, o câmbio tem outro efeito: quando a moeda americana dispara, os passageiros adiam a compra da passagem.

    Segundo entidades do setor, o preço do QAV hoje está 16% acima do pico histórico, registrado em março de 2014 — em valores nominais. O setor não soube informar o valor real, incluindo no cálculo o efeito da inflação.

    Em uma espécie de protesto dos caminhoneiros em versão dos ares, três associações do setor se uniram em um esforço para sensibilizar a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre as distorções que as entidades consideram haver na fórmula de preços praticada pela Petrobras.

    Juntas, Abear (entidade que reúne as grandes companhias aéreas brasileiras), Iata (sua correspondente internacional) e Alta (de empresas da América Latina e do Caribe) pretendem defender mudanças na política de precificação.

    O objetivo é equiparar o valor do querosene brasileiro aos preços de refinarias em países como Estados Unidos, México, Chile e outros da região.

    Segundo as entidades, a metodologia da Petrobras estabelece que o preço na refinaria abrange impostos, frete, custos com dutos e despesas alfandegárias, entre outros itens, provocando aumento de 31% em relação à referência de preços do golfo americano.

    “O Brasil produz cerca de 92% do combustível de aviação consumido internamente e importa 8%. Mas, em termos de custo real, cobra como se tivesse importando 100% do produto em uma fórmula de preço chamada paridade de importação”, diz Luis Felipe de Oliveira, diretor da Alta.

    Uma das propostas das entidades do setor seria aplicar custos de dutos e estocagem só para o volume de querosene que de fato é importado.

    Para o combustível refinado no Brasil, a ideia seria aplicar o preço de referência da cotação no golfo americano.

    A fórmula da precificação do QAV é apenas um item de uma vasta lista de reivindicações que o setor considera necessárias para baixar o preço das passagens e atrair mais consumidores.

    A mais polêmica foi a desregulamentação da franquia de bagagem, que permite a venda de bilhetes com preços mais baixos para quem faz a opção de viajar sem malas, cobrando o despacho separadamente. Mas, no Brasil, a passagem apenas ficou mais alta, mesmo para quem não despacha bagagem. (Com informações da FolhaPress)

     

    Fonte - Das Agências

     
     
     
     
     
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