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  • Caminhoneiros criticam sindicatos e dizem que continuarão parados

    Política
    2 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 25/05/2018 ÀS 01:28:07

     Caminhoneiros criticam sindicatos e dizem que continuarão parados Os grupos de trocas de mensagem entre caminhoneiros
    mudaram as fotos na noite desta quinta-feira (24) para uma em
    que diz "a greve continua", após o anúncio do acordo do governo com oito
    entidades da categoria. Os motoristas autônomos disseram que não deixarão
    as rodovias.
    “Os supostos sindicatos que estão negociando não representam os
    caminhoneiros que estão na rua”, disse o motorista Aguinaldo José de
    Oliveira, 40, que trabalha com transportes há 22 anos e para quem o
    movimento não tem um líder específico.
    “São uns aproveitadores que não falaram com a gente antes da greve e
    chegaram agora, quando já estava tudo parado”, afirma o caminhoneiro que
    está na av. Anhanguera, em Campinas. “Nos mais de 30 grupos de WhatsApp
    que participo, ninguém aceitou esse acordo.”
    Segundo ele, os caminhoneiros pretendem manter a paralisação porque o
    acordo não atinge as suas principais reivindicações. “São 14 itens que a gente
    nem conhece. O principal é a redução do diesel, mas não essa esmola
    temporária de 15 centavos.”
    Segundo o documento, o governo irá manter a redução de 10% no valor do
    óleo diesel nos próximos trinta dias.
    Outro caminhoneiro de 48 anos, parado em Campina Grande, na Paraíba, e
    que preferiu não se identificar, também reclamou de pontos que não
    aparecem no acordo feito em Brasília.
    “Por que só caminhoneiros têm que usar tacógrafo e fazer exames
    toxicológicos?” Para ele, ou todos os motoristas são obrigados a cumprir tais
    exigências ou nenhum.
    “Pagamos R$ 400 para um exame toxicológico, além do IPVA, do diesel e
    ainda temos que pagar pedágios caros, que não aparecem no acordo”, disse.
    “Não está faltando nem comida, nem bebida para gente, vamos continuar nas
    estradas”, afirmou o caminhoneiro.
     

    Fonte - FOLHA

     
     
     
     
     
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