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  • Bolsonaro reage a áudio vazado: ‘Se alguém grampeou, é uma desonestidade’; Ouça áudio abaixo

    Política
    3 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 17/10/2019 ÀS 16:59:24

    Bolsonaro reage a áudio vazado: ‘Se alguém grampeou, é uma desonestidade’; Ouça áudio abaixo

    Após vazamento de áudio sobre suposta articulação para troca do líder do PSL na Câmara, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 17, que, se alguém o “grampeou”, foi um ato de desonestidade. “Eu não trato publicamente deste assunto. Converso individualmente. Se alguém grampeou telefone, primeiro é uma desonestidade”, afirmou o presidente.

    Na noite de quarta-feira, 16, um grupo de 27 deputados do PSL decidiu destituir o líder da bancada na Câmara, Delegado Waldir (GO), substituindo-o por Eduardo Bolsonaro (SP). Deputados do PSL ligados ao presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), apresentaram nova lista, para manter Delegado Waldir no cargo, e abriram uma “guerra de listas”.

    O pedido para a troca de líder do PSL na Câmara foi feito pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, que conversou com parlamentares do PSL e cobrou apoio para seu filho Zero Três. Na terça-feira, 15, Delegado Waldir havia orientado a bancada do PSL a votar contra uma Medida Provisória que tratava da reestruturação administrativa da Casa Civil e da Secretaria de Governo.

    Ouça abaixo:

    No áudio, Bolsonaro diz que já tem o apoio de 26 deputados e precisaria de apenas mais um para tirar Waldir do cargo. 'Você sabe que o humor desse cara muda', diz ele sobre Waldir. O número necessário de assinaturas foi atingido na noite da quarta-feira. A articulação para emplacar Eduardo foi revelada pela Coluna do Estadão.

    'É uma medida legal. Eu não sou a favor da lista não, quero deixar bem claro. Sou a favor da eleição direta, mas no momento a gente só tem a lista', diz ainda Bolsonaro na gravação. Na quarta, Eduardo afirmou que sua intenção é ficar no cargo de líder da bancada apenas até dezembro, quando haverá eleição interna no partido.

    Ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta quinta-feira, 17, Bolsonaro disse ter considerado uma 'desonestidade' a divulgação da conversa e sugeriu ter sido 'grampeado'. 'Eu não trato publicamente deste assunto. Converso individualmente. Se alguém grampeou telefone, primeiro é uma desonestidade', afirmou. 'Eu falei com alguns parlamentares. Me gravaram? Deram uma de jornalista? Eu converso com os deputados.'

    Obstrução

    A troca do líder foi defendida por Bolsonaro após, um dia antes, Delegado Waldir orientar a bancada do PSL a votar contra uma Medida Provisória que tratava da reestruturação administrativa da Casa Civil e da Secretaria de Governo. A manobra segurou a votação por duas horas e, embora a MP tenha sido aprovada, o gesto representou uma vitória do grupo 'bivarista'.

    Em um contra-ataque à destituição de Delegado Waldir, o grupo de deputados do PSL ligado ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), protocolou uma segunda lista na Câmara, pedindo a manutenção do atual líder no cargo. O movimento ocorreu pouco depois de Eduardo dar entrevista já como novo líder da bancada. Os bivaristas alegaram ter 32 assinaturas.

    As assinaturas dos dois documentos ainda precisam ser checadas pela Casa e passar pelo aval do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que o ato seja consolidado. A bancada do PSL tem 53 deputados. Se o grupo bolsonarista tiver maioria, como diz, Waldir terá de entregar o posto para Eduardo. / Colaboraram Camila Turtelli e Mateus Vargas

     
     
     
     
     
     
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