Após crítica, Moro cancela participação em Congresso de jornalismo investigativo

Política
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Paulo Portaljipa EM 20/06/2019 ÀS 12:04:48

Após crítica, Moro cancela participação em Congresso de jornalismo investigativo

O ministro da Justiça, Sergio Moro, cancelou sua participação no 14º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). O anúncio ocorreu após a instituição criticar os ataques feitos pelo ex-juiz ao jornalista Glenn Greenwald e integrantes do site “The Intercept Brasil”.

Em nota publicada nesta quarta-feira (19), a Abraji classificou como “preocupante” a fala de Moro de que o “The Intercept” seria um “site aliado a hackers criminosos”.

No comunicado, a Abraji também criticou parlamentares que ameaçaram Glenn Greenwald de deportação e que divulgaram, em redes sociais, informações falsas sobre o jornalista e seu marido, o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ). Miranda também se tornou alvo de ameaças e solicitou escolta policial na semana passada.

“A Abraji manifesta solidariedade a Glenn Greenwald e repudia os ataques direcionados a ele, à sua família e a seus colegas do Intercept, especialmente os que partem de agentes públicos. Tentativas de intimidar e silenciar um veículo são ações típicas de contextos autoritários e não podem ser tolerados na democracia que rege o país”, diz a nota.

Após a publicação do comunicado, Moro desistiu de participar do evento. O Congresso acontecerá de 27 a 29 de junho em São Paulo.



General Floriano, o ‘coringa’ de Bolsonaro, será o novo presidente dos Correios

Homem de confiança do presidente Jair Bolsonaro, que o transformou em uma espécie de “coringa” do seu governo, o general Floriano Peixoto Vieira Neto será o novo presidente dos Correios e Telégrafos (ECT) em lugar de outro general, Juarez Cunha, finalmente demitido nesta quarta-feira (19). Doutor em política e estratégia, Floriano é o atual ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência.

Antes de ser despachado para os Correios, Floriano foi promovido de secretário-executivo a secretário-geral, em lugar de Gustavo Bebianno.

O general Juarez ficou sabendo de sua demissão pela imprensa, na sexta-feira (14), quando Bolsonaro o acusou de fazer pose de sindicalista.

A gota d’água foi à ida de Juarez ao Congresso para criticar a privatização dos Correios e tirar foto com membros do PT e Psol.

Em vez de pedir o boné como Joaquim Levy ao vazar do BNDES, Juarez disse que só sairia após “demissão formal”. Foi o que teve.

 
 
 
 
 
 
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