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  • Traficantes internacionais constroem submarino na selva amazônica capaz de transportar 30 toneladas

    A Polícia Civil do Pará localizou e apreendeu um submarino que, segundo a principal linha de investigação das autoridades, seria usado para o tráfico interna...

    Policial
    4 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 20/12/2015 ÀS 18:33:41

    Traficantes internacionais constroem submarino na selva amazônica capaz de transportar 30 toneladas









    A Polícia Civil do Pará localizou e apreendeu um submarino que, segundo a principal linha de investigação das autoridades, seria usado para o tráfico internacional de drogas. O veículo estava escondido em um buraco do rio Guajará-Mirim, próximo a uma vila de pescadores no município de Vigia de Nazaré, a cerca de três horas de Belém. A descoberta foi possível graças a uma ligação anônima feita para o disk-denúncia do governo local.


    Com 17 metros de comprimento, três de diâmetro e quatro de altura, o submarino – feito de fibra de vidro e já todo estruturado – foi encontrado na última terça-feira (15). Segundo o secretário de Segurança Pública do Pará, general Jannot Jansen, o veículo estava “praticamente pronto” e prestes a entrar em operação.







    Ideia era chegar à costa dos EUA


    Uma perícia deverá apontar qual seria o alcance do submarino e, dessa forma, confirmar as suspeitas de que ele seria utilizado para levar drogas até a costa norte-americana. “Há indícios suficientes de que ele seria utilizado para o transporte internacional de drogas. Nas trocas de informações que fazemos com a agência de inteligência colombiana, fomos informados sobre a intenção de um cartel daquele país de usar submarinos produzidos artesanalmente com o objetivo de transportar drogas”, disse à Agência Brasil o secretário Jansen.

    Investimento do tráfico internacional


    Segundo o general, as suspeitas ficam ainda mais reforçadas pelo fato de o tal veículo requerer grandes investimentos e tecnologias complexas. “Com certeza há, por trás disso, um grupo de importância do tráfico internacional, ligado a algum cartel de língua espanhola”, disse ele.


    Além disso, foram encontradas, no interior do submarino, inscrições em espanhol nas caixas de alguns produtos, com palavras como La Columbia e Guerrilla 762, o que reforça ainda mais essa hipótese.


    Bases de madeira em vila de pescadores


    Na vila de pescadores próxima ao local onde o submarino foi encontrado, o grupo de criminosos chegou a construir três casas de madeira. Elas seriam usadas como bases de observação para monitoramento da região.


    As construções serviram também de estaleiro para construção das peças à base de fibra e como um alojamento e refeitório, com diversos beliches, mesas, alimentos, roupas, calçados e utensílios de higiene.


    “Sabemos que era um grupo grande, de cerca de 15 pessoas, trabalhando na embarcação, e que eles estavam lá desde setembro. Provavelmente eram trabalhadores brasileiros. Como uma embarcação dessas precisa de gente especializada em engenharia naval, as investigações devem avançar com certa facilidade, no sentido de identificar os envolvidos na construção do veículo”, afirmou o secretário.


    Na quinta-feira (17), os policiais começaram os trabalhos de deslocamento do submarino até a base do Grupamento Fluvial do Estado, em Belém. Como o deslocamento depende da cheia da maré, a expectativa é que a embarcação chegue à capital paraense até hoje, sábado (19).







    Capacidade de transportar 30 toneladas de droga


    Com capacidade de levar 30 pessoas e até 30 toneladas de carga, o submarino estava em fase final de construção. De acordo com o delegado João Bosco Rodrigues Júnior, diretor de Polícia Especializada, o veículo fluvial estava praticamente pronto e, apesar da fabricação artesanal, contava com motor de alta potência, sonar e sistema de refrigeração interna. Ele acredita que a construção era financiada pelo narcotráfico colombiano para escoar grande quantidade de drogas para fora do País, possivelmente Estados Unidos e continente europeu.

    A descoberta foi feita após denúncia anônima. Uma equipe de policiais foi à região e localizou o estaleiro montado para a construção do submarino. O local, com estrutura para abrigar 15 pessoas, havia sido abandonado pelos ocupantes e ninguém foi preso.


    No acesso, uma placa advertia os ribeirinhos e moradores da região: "Não entre sem permissão". Segundo a polícia, o grupo havia se instalado no local em setembro e tinha vigilância ostensiva na entrada, com o uso de falsos fuzis feitos de madeira para afugentar curiosos.


    "Eles impediam que ribeirinhos fizessem a pesca na área, o que incomodou a comunidade", disse o delegado. No interior da ilha, foram encontrados alojamentos como beliches, mesas, alimentos e roupas. Havia alimentos no fogo, o que indica que o local foi abandonado às pressas. A polícia paraense investiga se há grupos brasileiros envolvidos na construção do submarino.





     
     

    Fonte - Agência Brasil / Terra / Estadão

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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