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Sonho interrompido: Marielle tinha planos de se casar ano que vem

Policial

POR Paulo Portaljipa EM 19/03/2018 ÀS 11:48:20

Sonho interrompido: Marielle tinha planos de se casar ano que vem

Marielle Franco morava com a namorada, Mônica Benício, com quem tinha planos de se casar no próximo ano. O sonho foi interrompido na noite de quarta-feira, quando a vereadora foi assassinada com quatro tiros na cabeça quando voltava para casa após participar de um evento na Lapa, região central do Rio de Janeiro.

O último contato com a namorada foi na noite da execução. “Ela disse ‘estou no carro voltando para casa, quer que eu leve alguma coisa?’”, lembra Mônica em entrevista ao programa Fantástico.

Quando chegou em casa e não encontrou Marielle, ela começou a ligar para o celular da vereadora, sem resposta. “Liguei mais 20 vezes até que uma amiga nossa apareceu na minha porta e disse ‘você precisa ser forte, a Marielle morreu.’”

Na entrevista, Mônica negou que a vereadora estivesse recebendo ameaças de morte. “Ela estava feliz, despreocupada, planejando casamento para o ano que vem”, ressaltou Mônica, muito emocionada.

Marielle

Nascida no Complexo da Maré, Marielle Franco era socióloga, com mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi a quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016.

Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Também coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio. No primeiro mandato, Marielle era presidente da Comissão Mulher da Câmara dos Vereadores do Rio.

Marielle foi assassinada na noite de quarta-feira com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa.

A parlamentar viajava no banco de trás do carro, quando os criminosos emparelharam com o carro da vítima e atiraram nove vezes.

Além da vereadora, também morreu no ataque Anderson Gomes, que trabalhava como motorista para o aplicativo Uber e prestava serviços eventuais para Marielle. Uma assessora que também estava no carro sobreviveu ao ataque.

 
 
 
 
 
 
 
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