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  • Resultado de exame de suspeito de contrair ebola sai no fim da tarde

    Teste deve ficar pronto às 17h, segundo Fiocruz. Ele está sendo acompanhado por três profissionais, no Rio. A Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) informou ne...

    Policial
    4 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 12/11/2015 ÀS 13:05:06

    Resultado de exame de suspeito de contrair ebola sai no fim da tarde

    Teste deve ficar pronto às 17h, segundo Fiocruz.


    Ele está sendo acompanhado por três profissionais, no Rio.




    A Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) informou nesta quinta-feira (12) que o resultado do exame do homem que foi transferido de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro na noite de quarta com suspeita de ter o vírus ebola vai sair no fim da tarde. A expectativa no início do dia era que o resultado do primeiro teste sairia ao meio-dia.


    O paciente está em isolamento no Hospital Evandro Chagas, que fica na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, no Subúrbio do Rio.


    O motivo do adiamento é o atraso na chegada do paciente, que deu entrada na Fiocruz por volta de meia-noite. O resultado vai ser divulgado pelo Ministério da Saúde em Brasília.


    Segundo à Fiocruz, o paciente já foi submetido a uma bateria de exames e até o início da tarde deverá ser divulgado um boletim com seu estado clínico. Ele está sendo acompanhado por um médico, um enfermeiro e um agente de desinfecçao, que cuida da limpeza da área de isolamento onde está o paciente.


    A Fiocruz designou duas equipes em dois turnos que acompanham o brasileiro durante 24 horas por dia. A equipe de desinfecçao passou treinamento para casos semelhantes na semana passada.


    Se os primeiros exames derem negativo, as análises serão repetidas em 48 horas. O acompanhamento é necessário e repetido até que a suspeita de ebola esteja descartada.


    O homem suspeito de ter contraído a doença chegou a Belo Horizonte na sexta-feira (6), vindo da Guiné, na África, país que tem surto de ebola. No domingo (8), ele começou a apresentar febre alta, dores musculares e dor de cabeça.


    Na terça-feira (10), ele foi diagnosticado com suspeita de infecção por ebola. Ele começou a receber atendimento no Pronto Atendimento da Pampulha, em Belo Horizonte.


    Isolamento
    Desde que o paciente passou a receber atendimento em Belo Horizonte, ele foi posto em isolamento. Os profissionais que tiveram contato com o paciente também estão sendo monitorados. 


    A Secretaria de Saúde de Minas Gerais e o Ministério da Saúde foram informados. Como a Fiocruz é referência no tratamento de doenças infecciosas, o paciente foi transferido para o Rio em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), respeitando os protocolos de atendimento.


    O infectologista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edmilson Migowski explica que o ebola é uma doença transmitida por vírus, por contato com o sangue da pessoa infectada. Por isso, a necessidade de isolamento e do protocolo especial de atendimento.


    “É necessário esse cuidado porque, na África, por exemplo, onde os casos ocorreram, boa parte dos contaminados eram profissionais de saúde. Ou seja, quem mais se expõe tem maior risco. O ebola causa um quadro de dengue grave, inicialmente com febre, mal estar, dor no corpo e dor de cabeça. E depois começa a ter sinais de sangramento, comprometimento grave de fígado, pulmão e rim e leva ao que se chama de falência de múltiplos órgãos. A morte costuma ocorrer 15 dias após constatado o quadro clínico de ebola”, explicou o especialista.


    Sintomas
    Migowski diz ainda que os primeiros sintomas começam a surgir de 12 a 21 dias após o contato da pessoa com algum doente infectado.


    “Pode ser que o paciente tenha tido contato com alguém doente neste período e os sintomas agora estão se manifestando. Por isso, é importante todos esse procedimento até que se descarte a completamente este diagnóstico”, disse o infectologista, acrescentando que taxa de letalidade da doença, varia entre 57% e 60%. Ou seja, de cada cem pacientes, 60 acabam morrendo.


    O tratamento, segundo o especialista, se dá sob suporte: ingestão de líquido e oxigênio. Não há tratamento antiviral. Ou seja, é preciso isolamento e suporte para o paciente


     

    Fonte - Assessoria

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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