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  • PF cumpre mandado de busca e apreensão em residências de Cunha e mais dois ministros do PMDB

    BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal realizou ação nesta terça-feira para cumprir mandados de busca e apreensão em residências do presidente da C&ac...

    Policial
    4 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 15/12/2015 ÀS 13:23:03

     PF cumpre mandado de busca e apreensão em residências de Cunha e mais dois ministros do PMDB


    BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal realizou ação nesta terça-feira para cumprir mandados de busca e apreensão em residências do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e contra dois ministros e outros políticos do PMDB, como parte de uma nova etapa da operação Lava Jato.



    Imagens de TV mostraram carros e agentes da PF tanto na residência oficial de Cunha em Brasília como na casa do deputado na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, no início da manhã. O deputado estava em sua casa na capital federal durante a ação policial.



    Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, responsável pelas ações decorrentes da Lava Jato na corte, contra nove políticos com prerrogativa de foro no STF investigados na operação, além do diretório estadual do PMDB de Alagoas, Estado do presidente do Senado, o também peemedebista Renan Calheiros.



    "As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos", afirmou a PF. Foram expedidos no total 53 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte.



    A operação deflagrada pela PF nesta terça-feira também teve como alvo, além do presidente da Câmara, os ministros da Ciência e Tecnologia Celso Pansera, eleito deputado pelo PMDB do Rio de Janeiro, e do Turismo, Henrique Eduardo Alves, eleito deputado pelo PMDB do Rio Grande do Norte, segundo uma fonte do STF.



    O ex-ministro de Minas e Energia e atual senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) também são alvo da operação, de acordo com a fonte.



    Policiais federais também estiveram na Câmara dos Deputados como parte da operação.



    A Procuradoria-Geral da República informou que não pode confirmar os nomes dos nove investigados porque a operação continua em andamento.



    Cunha foi denunciado pelo Ministério Público Federal por suspeita de participação em irregularidades investigadas pela operação Lava Jato, que apura um esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras. 


    Photo


    Segundo a denúncia apresentado pelo MPF ao Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha recebeu 5 milhões de dólares de propina como parte do esquema de corrupção para facilitar e viabilizar a contratação de um estaleiro pela Petrobras. O deputado nega as irregularidades.



    Além da denúncia de envolvimento na Lava Jato, Cunha é alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara que pode resultar na cassação de seu mandato. Ele é acusado de mentir ao negar na CPI da Petrobras possuir contas bancárias no exterior e, depois disso, documentos dos Ministérios Públicos do Brasil e da Suíça apontaram a existência de contas em nome do deputado e de familiares no país europeu.


    O advogado Marcelo Nobre, que representa o deputado, afirmou em sessão do Conselho de Ética destinada a analisar o caso de Cunha nesta terça que a ação da PF na residência do deputado reforça a tese da defesa de que não existem provas contra o parlamentar.


    "Busca e apreensão é para a busca de provas", disse Nobre. "Não existe prova."


    Estava prevista para esta terça a análise do parecer do novo relator do processo contra Cunha no Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), após diversos adiamentos e a troca do relator anterior, Fausto Pinato (PRB-SP), que havia apresentado parecer favorável ao andamento do processo contra Cunha.


    A ministra Rosa Weber, do STF, negou liminar por meio da qual o PRB, Pinato e outros dois integrantes do conselho pediam o retorno de Pinato à função de relator.


     



    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro; Reportagem adicional de Silvio Cascione, Leonardo Goy e Lisandra Paraguassu)


     

     

    Fonte - reuters

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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