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  • Homem que matou ex-esposa e filha em Ouro Preto é condenado a 33 anos de prisão

    Levado a Júri Popular no Fórum jurista Teixeira de Freitas de Ouro Preto do Oeste na terça-feira (08), Dia Internacional da Mulher, o agricultor Norisvaldo Francisco Gomes (43), f...

    Policial
    5 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 10/03/2016 ÀS 11:17:34

    Homem que matou ex-esposa e filha em Ouro Preto é condenado a 33 anos de prisão

    Levado a Júri Popular no Fórum jurista Teixeira de Freitas de Ouro Preto do Oeste na terça-feira (08), Dia Internacional da Mulher, o agricultor Norisvaldo Francisco Gomes (43), foi condenado a 33 anos e 3 meses de prisão pelo duplo homicídio praticados contra a ex-mulher Maria da Gloria de Lima Gomes e da filha Nosliane de Lima Gomes, que tinha 15 anos, e foram cruelmente assassinadas na noite de 24 de junho de 2014.



     


    Mãe e filha saíram por volta de 17h30min da terça-feira do dia 24 de junho daquele ano para fazer uma caminhada na pista da rodovia estadual, entre as cidades de Ouro Preto e Nova União, e não retornaram mais para casa. Dois dias depois, na quinta, os corpos de Glória e Nosliane foram encontrados já em estado de decomposição à margem da RO, entre os travessões das Linhas 20 e 24, em um bananal.


     


    Os jurados entenderam que o réu Norisvaldo praticou duplo homicídio, cada um triplamente qualificado, bem como dupla ocultação de cadáver. O acusado foi preso no dia 8 de agosto de 2014, após 1 mês e 19 dias de investigação.


     


    No decorrer das investigações, a polícia descobriu que o pai atraiu a filha com a promessa de que lhe daria R$ 500,00 para ela consertar os dentes da frente, que eram salientes, e disse que daria o documento do lote para a mãe dela. Sabendo que sua ex-companheira tinha ido à Defensoria Pública denunciá-lo por graves ameaças dirigidas a ela, Norisvaldo entrou em contato com a filha, e após a promessa de que iria entregar o dinheiro para o tratamento dos dentes a induziu a convencer a mãe a ir caminhar na rodovia estadual, e pediu que ela também fosse.




    O juiz Haruo Mizusaki fixou a pena de 17 anos de reclusão e 1 ano e 6 meses e 15 dias-multa pela morte da Maria da Gloria, e de 18 anos de reclusão e 1 ano e 6 meses e 15 dias-multa pelo homicídio de Nosliane em um patamar superior, por se tratar a segunda vítima de uma adolescente. O julgamento teve inicio na manhã de terça-feira e só encerrou depois de 2 horas da madrugada desta quarta-feira.


     




    A promotora de Justiça Alba da Silva Lima fez um brilhante trabalho de acusação com base nas peças do Inquérito Policial da investigação conduzida pelos delegados Roberto dos Santos da Silva e Ícaro Alex Soares Bezerra. Durante os depoimentos, a testemunha de defesa Leda Cassia da Costa tentou desvirtuar os fatos cometendo injurias contra o trabalho da polícia e dos delegados, foi desmentida perante os jurados por outra testemunha, e acabou sendo indiciada pelo juiz criminal e vai responder na Justiça.  


     


     


    ENTENDA OS FATOS




    Segundo a investigação policial, na segunda-feira anterior ao desaparecimento, antes de desaparecer, Glória teria procurado o ex-marido e dito a ele que iria procurar a Justiça para exigir seu direito e da filha. Os bens da família destituída com a separação incluíam um lote de aproximadamente 10 alqueires em Ouro Preto do Oeste e uma pequena chácara em Alvorada D’oeste. Enquanto viveu com Glória e sua família, Norisvaldo sempre aparentou ser um homem integro e acima de qualquer suspeita; ele frequentava a Congregação religiosa mais tradicional da linha vicinal.


     


    AS EXECUÇÕES




    As investigações constadas no Inquérito Policial revelam que Glória foi a primeira a ser golpeada por trás e teve morte instantânea. Nosliane presenciou a mãe ser atacada e também levou uma paulada na boca, que quebrou a mandíbula e dois sisos superiores. Com a paulada a adolescente não morreu, e por isso foi asfixiada.




    Segundo as investigações, os corpos foram carregados e arrastados por uma só pessoa para o local onde foram encontrados, e o facínora ainda retirou o sutiã da garota, e colocou o corpo em situação para parecer que ela havia sido estuprada.





     


    CONTRADIÇÕES




    Durante as investigações, o ex-marido, que era suspeito desde o começo, começou a entrar em contradição; a atual mulher do acusado chegou a levar depoimento escrito de tanta insegurança na hora de dar a versão que inocentava Norisvaldo. Os delegados Roberto dos Santos da Silva Ícaro Alex e Julio Cesar Souza Ferreira tomaram inúmeros depoimentos de parentes, amigos próximos, e até de um namorado da adolescente.




    Testemunhas que prestaram depoimentos foram revelando momentos frios de Norisvaldo, como por exemplo, o fato de mentir de maneira dissimulada tentando manipular muitas pessoas ao mesmo tempo, e o descaramento de contar piadas no dia do velório da filha e da ex-mulher. Durante o julgamento o enredo de mentiras continuou, mas foi desmascarado e o réu condenado a 33 anos e 3 meses de prisão.


    Saiba mais:


    Corpos de mãe e filha que saíram para caminhar são encontrados em Ouro Preto


     

    Fonte - Edmilson Rodrigues

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
     
     
     
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