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  • Governo manda polícia desbloquear estradas e estabelece multa de R$ 1.915

    O governo autorizou a Polícia Rodoviária Federal a atuar para desbloquear estradas que estejam bloqueadas por caminhoneiros, informou na noite desta segunda-feira (9) o ministro da Jus...

    Policial
    4 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 10/11/2015 ÀS 03:34:28

    Governo manda polícia desbloquear estradas e estabelece multa de R$ 1.915

    O governo autorizou a Polícia Rodoviária Federal a atuar para desbloquear estradas que estejam bloqueadas por caminhoneiros, informou na noite desta segunda-feira (9) o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Os caminhoneiros que fecharem estradas estarão sujeitos a multa de R$ 1.915, segundo o ministro.


    "Nós determinamos que sejam multados todos aqueles que fecharem estradas. As multas são altas, mais de R$ 1.900, para que seja aplicada de pronto", afirmou o ministro em entrevista distribuída pela sua assessoria de imprensa.


    "No caso de interdição de estradas, nós determinamos a PRF que atue através do efetivo necessário para desobstruí-las e garantir que aqueles caminhoneiros que queiram trabalhar tenham sua liberdade de ir e vir inteiramente assegurada."


    A multa já é prevista na legislação brasileira, e o governo apenas determinou à PRF que seja estritamente cumprida. A punição será aplicada uma vez e, se o caminhoneiro não retirar o veículo que bloqueia a rodovia, será rebocado. A cada vez que voltar a bloquear a estrada, será multado mais uma vez.


    A paralisação preocupa alguns setores exportadores. Mais cedo, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que liminares obtidas em fevereiro ainda continuam válidas. A medida garante a circulação de veículos a serviço de empresas associadas da entidade já carregados ou que estejam buscando cargas.


    Iniciada na manhã desta segunda-feira, a greve dos caminhoneiros interrompeu algumas rodovias pelo país.




    Caminhoneiros fazem protesto e bloqueiam rodovias16 fotos


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    Caminhoneiros fecham as pistas da BR-381, em Igarapé (MG), em protesto nesta segunda-feira (9). O movimento pede a saída da presidente Dilma Rousseff. O Palácio do Planalto classificou o movimento como "pontual" e "oportunista", e disse "tem único objetivo de desgastar o governo federal" Leia mais 




    Protesto pede saída de Dilma


    Os protestos foram liderados pelo Comando Nacional do Transporte (CNT), que diz ser um movimento independente e apartidário e que pede a saída da presidente Dilma Rousseff.


    O CNT afirma que as mobilizações atingiram 12 Estados e devem continuar nos próximos dias.


    Sindicatos que representam os caminhoneiros, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, se posicionaram contra os protestos.


    Movimento é político, diz governo


    O ministro da Justiça classificou o movimento como político e afirmou que não há como negociar com os líderes, que pedem a renúncia ou o impeachment da presidente Dilma Rousseff.


    "Esse movimento tem um viés claramente, indiscutivelmente político. Não há uma pauta de reivindicações. Não temos a possibilidade de negociar em cima de questões que não são apresentadas. É uma pauta política. Lamentamos que seja assim", disse o ministro.


    Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, já havia afirmado que o objetivo da greve era apenas gerar desgaste para o governo.


    "Se tivermos uma pauta de reivindicações, o governo sempre está aberto ao diálogo, mas é uma greve que se caracteriza com o único objetivo de gerar desgaste ao governo", disse Edinho, acrescentando que até o momento nenhuma entidade que representa os caminhoneiros apresentou uma pauta de reivindicações da categoria.


    "Uma greve geralmente vem com questões econômicas, sociais, geralmente é propositiva, mesmo quando trata de questões políticas. Nunca vi uma greve em que o único objetivo é gerar desgaste ao governo", afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social.


    O movimento tem baixa adesão, segundo Cardozo, e é "pulverizado", especialmente porque as lideranças dos principais sindicatos não apoiam a paralisação.


    O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, disse mais cedo que os caminhoneiros em greve não apresentaram uma pauta de reivindicações e que a paralisação tem como objetivo o desgaste político do governo.


    Governo monitora


    No Palácio do Planalto, a ordem é para acompanhar o movimento, que não pode ser desprezado pelo potencial de confusão que pode causar no país, mas a avaliação inicial é de que a adesão foi muito aquém do que se prometia.


    Ainda assim, há temor de que, se o movimento chegar até o próximo fim de semana, possa crescer ao se unir a manifestações pelo impeachment de Dilma marcadas para o próximo domingo. O governo mantém o monitoramento pelas redes sociais.


    (Com Reuters)



     

     

    Fonte - UOL

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
     
     
     
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