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  • Fazenda invadida pela LCP teve casas, depósitos e currais incendiados; fotos

    Imagens divulgadas pela Polícia Militar (PM), neste sábado (27), mostram o estrago causado pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) na Fazenda Bom Futuro, após mais e um mê...

    Policial
    3 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 27/08/2016 ÀS 17:07:59

    Fazenda invadida pela LCP teve casas, depósitos e currais incendiados; fotos

    Imagens divulgadas pela Polícia Militar (PM), neste sábado (27), mostram o estrago causado pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) na Fazenda Bom Futuro, após mais e um mês de invasão, em Seringueiras (RO), a cerca de 530 quilômetros da capital Porto Velho. Depois da desocupação da propriedade de forma pacífica, na sexta-feira (26), policiais, peritos e promotores de Justiça entraram na fazenda e encontraram casas, maquinários, ferramentas e depósitos queimados. Também foram achados vários bovinos mortos.


    Conforme a PM, os 100 integrantes da LCP invadiram a fazenda Bom Futuro no dia 17 de julho. De acordo com a Polícia Militar (PM), a ocupação aconteceu durante a noite, quando dois ônibus lotados estacionaram na entrada da fazenda.


    Currais de fazenda foram queimados durante ocupação (Foto: PM/ Divulgação)Currais de fazenda foram queimados durante ocupação (Foto: PM/ Divulgação)

    Seis homens armados desceram e caminharam em direção à propriedade, onde fizeram o dono da fazenda e um funcionário reféns.


    Durante o período de ocupação, os invasores incendiaram depósitos e currais da fazenda, além de maquinários, ração e sal do gado. Vários bovinos morreram de fome, pois não foram alimentados pelos acampados. Segundo a PM, poços da propriedade foram entulhados pela LCP.


    A vistoria na fazenda foi feita peor autoridades, junto do proprietário. Além da destruição no local, duas motocicletas desapareceram da fazenda e ainda não foram localizadas.


    Gado morreu de fome na propriedade, após ração ser queimada (Foto: PM/ Divulgação)Gado morreu de fome na propriedade, após ração ser queimada (Foto: PM/ Divulgação)

    Entenda o caso
    A LCP invadiu a fazenda Bom Futuro no dia 17 de julho. De acordo com a Polícia Militar (PM), a ocupação aconteceu depois que dois ônibus lotados estacionaram na entrada da fazenda.


    Na sequência, seis homens armados desceram e caminharam em direção à propriedade, onde fizeram o dono da fazenda e um funcionário reféns. Outro funcionário percebeu a movimentação e conseguiu se esconder na pastagem e ligar para a polícia.


    Os reféns foram mantidos amarrados e encapuzados. Horas depois foram obrigados a deixar a fazenda. Além dos ônibus, diversos veículos de passeio foram vistos adentrando a fazenda após a invasão.


    Desde que a propriedade foi invadida, produtores rurais da região fecharam a BR-429 por duas vezes, como forma de protesto pela ocupação.


    Maquinário teve a roda arrancada por invasores (Foto: PM/ Divulgação)Maquinário teve a roda arrancada por invasores (Foto: PM/ Divulgação)

    Reintegração
    Uma ação de reintegração foi realizada no último dia 21 de julho, mas os invasores abriram fogo contra o helicóptero Falcão 2 do Núcleo de Operações Aéreas (NOA), o que motivou a PM a abortar a missão.


    O desembargador do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), Rovilson Teixeira, suspendeu no dia 28 de julho a liminar que concedia a reintegração de posse da fazenda, definindo a situação como conflito agrário.


    Depois de ter sido suspensa pelo TJ, a reintegração de posse da fazenda Bom Futuro e a entrega de alimentos aos acampados foram mantidas pela Justiça. Na sexta, os integrantes do grupo aceitaram a ordem judicial e saíram pacificamente do local.


    Os acampados foram levados para uma propriedade disponibilizada pelo nstituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

     

    Fonte - G1/]RO

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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