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  • Diabetes e obesidade crescem cerca de 60% em dez anos

    BRASÍLIA. A frequência dos quatro fatores de risco para doenças cardiovasculares (obesidade, sobrepeso, hipertensão e diabetes) aumentou significativamente no Brasil nos &ua...

    Policial
    5 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 18/04/2017 ÀS 13:43:56

    Diabetes e obesidade crescem cerca de 60% em dez anos

    BRASÍLIA. A frequência dos quatro fatores de risco para doenças cardiovasculares (obesidade, sobrepeso, hipertensão e diabetes) aumentou significativamente no Brasil nos últimos dez anos, segundo a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde.

    Entre 2010 e 2016, cresceu em 61,8% o número de pessoas diagnosticadas com diabetes. A obesidade teve uma expansão igualmente preocupante: 60%, passando de 11,8% da população em 2006 para 18,9% em 2016.

    A hipertensão, por sua vez, subiu 14,2% na década, passando de 22,5% para 25,7% da população. Os indicadores relacionados a excesso de peso subiram 26,3% em dez anos. Em 2006, 42,6% da população estava cima do peso. Hoje, já são 53,8%.

    A piora nesses índices pode em parte ser atribuído ao aumento da idade da população.

    A pesquisa do Vigitel é feita por meio de entrevista telefônica, com a população das capitais brasileiras com idade igual ou superior a 18 anos.

    Dados do trabalho com indicadores de 2016 divulgados nesta segunda mostram que a expansão da diabetes, da hipertensão, obesidade e sobrepeso se dá na população em geral, mas de uma forma mais acentuada entre pessoas com menor escolaridade.

    Luz no fim do túnel. Se o panorama de saúde dos brasileiros acende alerta, a boa notícia é que a população já aparenta investir mais em algumas mudanças de hábitos – para melhor.

    O refrigerante, por exemplo, vem pouco a pouco perdendo espaço na mesa. Em 2007, quando esse quesito foi avaliado no Vigitel pela primeira vez, o percentual de consumo regular de refrigerante entre a população era de 30,9%. Hoje, já é de 16,5%. Já o consumo regular de frutas e hortaliças, que vinha crescendo desde 2009, teve queda no último ano: passou de 37,6% para 35,2%.

    Outro fator de risco para doenças crônicas é a falta de atividades físicas. Nesse caso, a parcela de brasileiros que fazem atividades físicas no tempo livre passou de 30,3%, em 2009, para 37,6% no último ano. O cálculo considera o percentual da população que afirma fazer ao menos 150 minutos de atividade física moderada por semana.

    Para o Ministério da Saúde, os dados mostram a necessidade de investir em políticas públicas para incentivar mais brasileiros a adotarem hábitos saudáveis.

    O Brasil, aliás, tem metas a cumprir nesse cenário até 2019: evitar o crescimento da obesidade, reduzir em 30% o consumo de refrigerantes e aumentar em 17,8% o consumo regular de frutas e hortaliças.

    Dessas, duas, a de obesidade e consumo de refrigerantes, já trilham nessa direção. Já a expectativa de aumento no consumo de frutas e hortaliças pode ser um desafio, uma vez que os dados já tiveram recuo neste ano.


    “Pessoas que consomem mais alimentos ultraprocessados apresentam maior prevalência de obesidade, além de estresse e falta de atividade física”, diz Michele Lessa, coordenadora de saúde.


    Estudo e saúde



     


    *A diabetes, por exemplo, afeta 16,5% da população com até oito anos de estudo. Um indicador três vezes maior do que aquele apresentado por pessoas que estudaram 12 anos ou mais: 4,6%.

    *O mesmo acontece com a hipertensão: 41,8% da população com até oito anos de estudo apresenta o problema. Quase três vezes mais do que o indicador apresentado entre aqueles com 12 anos de estudo ou mais: 15%.

    *A pesquisa indica que 59,2% da população com até oito anos de estudo está acima do peso. Entre os que estudaram 12 anos ou mais, o porcentual é de 48,8%.



    Bebida ao volante volta a aumentar


    Depois de um breve período de queda, a associação entre álcool e direção voltou a aumentar no país. Pesquisa feita por telefone pelo Ministério da Saúde em capitais brasileiras mostra que 12,9% dos homens e 2,5% das mulheres admitem dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas.

    Em 2013, um ano depois da criação da Lei Seca, os índices entre o público masculino haviam caído para 9,4% e das mulheres, para 1,6%. “É preciso verificar se a tendência de aumento se confirma. Mas talvez o número possa indicar a necessidade de maior monitoramento da lei”, afirmou a coordenadora geral de alimentação e nutrição Michele Lessa.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, observou que o brasileiro está bebendo mais. Segundo a Vigitel, ano passado, duas em cada dez pessoas entrevistadas admitiram a ingestão excessiva de bebida alcoólica.



    Mais de 80% não controlam alimentação


    Uma outra pesquisa, divulgada no início deste mês, revela que mais de 80% dos brasileiros não conseguem manter uma alimentação regrada em meio à rotina corrida.

    Porém, a grande maioria dos entrevistados – 95%– está disposta a adotar pequenas mudanças em seu dia a dia para ter mais saúde e bem-estar.

    Conseguir administrar todos os compromissos, gerenciar o estresse e ainda ter saúde e qualidade de vida é desejo de grande parte dos brasileiros. Os dados são da pesquisa “Barreiras para uma Vida Saudável”, realizada online pelo Ibope Conecta em parceria com Centrum.

     

    Fonte - Das Agências

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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