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Oposição comemora vitória na Venezuela sem resultados oficiais

Líderes da oposição venezuelana anteciparam uma vitória nas legislativas realizadas neste domingo, embora as autoridades eleitorais ainda não tenham anunciado os res...

Mundo

POR Paulo Portaljipa EM 07/12/2015 ÀS 02:25:30

Oposição comemora vitória na Venezuela sem resultados oficiais

Líderes da oposição venezuelana anteciparam uma vitória nas legislativas realizadas neste domingo, embora as autoridades eleitorais ainda não tenham anunciado os resultados das urnas.


"Estamos à espera de que o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) proceda e possa dar à Venezuela a notícia de que hoje o povo venezuelano ganhou", declarou o candidato Julio Borges, no comando da campanha da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).


Já o ex-candidato à presidência Henrique Capriles postou no Twitter que "os resultados são os esperados! A Venezuela ganhou! Irreversível! Com muita humildade, serenidade, maturidade, assumamos o que o Povo decidiu!".


"Não há Povo perdedor! Há um país que clama mudança! Hoje venceu o caminho que sempre propusemos! Adiante, Venezuela!", completou Capriles, governador do rico estado de Miranda, ao norte do país.


Mais conservador, o candidato a deputado Freddy Guevara pediu que se espere pelo anúncio dos resultados, mas vaticinou: "fizemos história".


Atraso
O encerramento das eleições legislativas na Venezuela, previsto para ocorrer às 18 horas (20h30 em Brasília), atrasou mais de mais de duas horas a mais que o previsto. A demora provocou troca de acusações entre o governo e a oposição.


Opositores acusam o governo de desrespeitar a lei e tentar tumultuar ou fraudar as eleições, enquanto situacionistas dizem que a oposição quer impedir alguns eleitores de exercerem seu direito ao voto.


A votação na Venezuela transcorreu em paz, apesar de alguns incidentes com os ex-presidentes convidados pela oposição de quem o Poder Eleitoral do país retirou suas credenciais como observadores políticos.


O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela estendeu por uma hora o horário de fechamento dos centros de votação ao considerar que ainda eleitores dispostos a votar estavam nas filas.


O fechamento das mesas de votação começou uma hora depois das 18h (horário local, 20h30 em Brasília) previstas, embora o CNE ainda não tinha anunciado passadas as 21h (23h30) o encerramento de todos os colégios, argumentando que havia ainda cidadãos à espera de votar.


Segundo a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) o CNE estaria passando "por cima da lei" ao realizar esta prorrogação, um ponto de vista que recebeu o apoio do ex-reitor do ente eleitoral Vicente Díaz.


"Nenhuma autoridade na Venezuela está acima da lei, o que sim é correto é que, se há eleitores em uma mesa em particular, (...) os membros de mesa avaliam a situação e decidem prorrogá-la", disse Díaz no comando da MUD.


Minutos antes de se conhecer a decisão do CNE sobre o horário da votação, o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga, chamou a atenção das autoridades sobre a hora de fechamento que, disse, devia ser cumprida conforme o estipulado, e criticou, também a suposta "vantagem" do Governo.


Quiroga lembrou a carta do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) Luis Almagro, na qual critica as supostas desvantagens que a oposição teve neste processo eleitoral, tanto na fase de postulação de seus candidatos, como na campanha.


saiba maiO presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, posa com cédula antes de depositar seu voto em urna em Caracas, no domingo (6) (Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins)O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, posa com cédula antes de depositar seu voto em urna em Caracas, no domingo (6) (Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins)

O líder oposicionista venezuelano Henrique Capriles vota em Caracas, no domingo (6) (Foto: AFP Photo/Luis Robayo)O líder oposicionista venezuelano Henrique Capriles vota em Caracas, no domingo (6) (Foto: AFP Photo/Luis Robayo)

Credenciais e presos políticos
Após questionamentos ao processo eleitoral do país, os ex-presidentes da Colômbia, Andrés Pastrana, da Bolívia, Jorge Quiroga, do Uruguai, Luis Alberto Lacalle, e da Costa Rica, Miguel Angel Rodriguez, tiveram confiscadas suas credenciais de "acompanhantes políticos". Eles estão no país a convite da coalizão de oposição Mesa da Unidade de Democrática (MUD).


Ao jornal "El Nacional", o presidente do Fórum Penal Venezuelano, Alfredo Romero, disse que nenhum dos 76 presos políticos do país foi autorizado a votar, embora o direito esteja previsto na Constituição. Romero destacou o caso do líder oposicionista Leopoldo López, que ainda não foi condenado definitivamente, mas ainda assim não conseguiu votar. Segundo a mulher de López, Lilian Tintori, os responsáveis pela custódia de seu marido alegaram que a autorização dele não havia chegado a suas mãos.


Soldado usa um megafone para orientar eleitores que fazem fila para votar em Caracas, no domingo (6) (Foto: AP Photo/Fernando Llano)Soldado usa um megafone para orientar eleitores que fazem fila para votar em Caracas, no domingo (6) (Foto: AP Photo/Fernando Llano)

Eleições
Os venezuelanos elegem, por um período de cinco anos, os 167 legisladores da Assembleia Nacional, controlada pelo socialismo boliviariano iniciado pelo já falecido ex-presidente Hugo Chávez em 1999. No total, 19,5 milhões de venezuelanos estão convocados às urnas.


Com uma revolta popular com a escassez que vai dos alimentos aos remédios, e com uma das piores inflações do mundo, pesquisas apontam que o governo socialista sob comando de Nicolás Maduro pode perder vantagem que conquistou em 1999, no início do primeiro mandato de Chávez.

 

Fonte - G1

Fotográfo - Divulgação

 
 
 
 
 
 
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