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  • Eleição de Maduro na Venezuela sofre rejeição internacional

    Em novas sanções, Trump proíbe compra de dívida da Venezuela em troca de dinheiro

    Mundo
    6 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 21/05/2018 ÀS 17:38:17

    Eleição de Maduro na Venezuela sofre rejeição internacional

     O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi alvo de novas pressões internacionais depois de o órgão eleitoral anunciar sua reeleição na noite de domingo, apesar das denúncias de irregularidades feitas pela oposição. O principal candidato opositor, o ex-chavista Henri Falcón, não reconheceu o resultado, e o pleito teve a menor taxa de comparecimento às urnas (46%) desde a eleição de Hugo Chávez, em 1998. Pelo menos cinco países — Argentina, Australia, Canadá, Chile, Estados Unidos e México— não reconheceram a vitória de Maduro, e blocos regionais realizavam consultas para estudar posições conjuntas.


    Do total de 20,5 milhões de eleitores, 8,6 milhões votaram. Maduro, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ficou com 5,8 milhões, contra 1,8 milhão do ex-chavista Henri Falcón e 925 mil do terceiro colocado, o pastor evangélico Javier Bertucci. A alta abstenção, de 54%, indica que muitos eleitores aderiram ao chamado do principal coalizão opositora, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), por um boicote à votação, ou não acreditaram na lisura do processo. Os votos recebidos por Maduro correspondem a 28% do total do eleitorado, valor próximo ao percentual de eleitores (20,3%) que se identificam como pró-governo, segundo uma pesquisa do Instituto Datanálisis divulgada em meados deste mês. De acordo com essa pesquisa, 43,2% dos eleitores se identificam como independentes e 36% como opositores do governo.

    Considerando a votação uma "farsa", os Estados Unidos não reconheceram as eleições que dão um novo mandato de seis anos a Maduro e ameaçaram impor mais sanções ao país, sobretudo contra o setor petroleiro, já em profunda crise devido à forte queda da produção, falta de profissionais e deterioração da infraestrutura.

    "A farsa eleitoral não muda nada", escreveu o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, no Twitter. O senador republicano Marco Rubio, forte crítico de Maduro, clamou pelo isolamento do presidente venezuelano e disse que apoia "todas as opções políticas" para que o país retome o caminho da democracia.

    Num duro comunicado, o Grupo de Lima — integrado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia — afirmou não reconhecer a legitimidade do pleito e anunciou que os integrantes do grupo reduzirão o nível diplomático de suas relações com a Venezuela, além de coordenar ações para evitar que organizações financeiras concedam empréstimos ao país, exceto em casos de ajuda humanitária.

    Em sua crítica, o presidente chileno, Sebastián Piñera, foi contundente sobre o resultado:

    — A eleição na Venezuela não cumpre os padrões mínimos da verdadeira democracia — criticou. — Como a maioria das nações democráticas, o Chile não reconhece essas eleições.

    Seu posicionamento foi seguido pelo Panamá e Costa Rica, que disseram logo após o resultado que também não reconheceriam a reeleição.

    ESPANHA VAI CONSULTAR UE

    Ao longo do processo eleitoral, a União Europeia e países latino-americanos alertaram reiteradamente sobre a falta de condições para a realização de eleições livres, limpas e competitivas. A Espanha, que passou por um recente impasse diplomático com a Venezuela, incluindo a expulsão mútua de embaixadores, informou que vai tomar "as medidas oportunas junto ao bloco europeu e que seguirá trabalhando para aliviar o sofrimentos dos venezuelanos". O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, disse que não foram respeitados padrões democráticos.

    "No processo eleitoral da Venezuela, não se respeitaram os padrões democráticos mínimos. A Espanha estudará com os parceiros europeus as medidas oporturnas e continuará trabalhando para amenizar o sofrimento dos venezuelanos", disse Rajoy no Twitter.


    APOIO DE RÚSSIA, CHINA, BOLÍVIA E CUBA

    Por outro lado, Cuba e El Salvador, países aliados da Venezuela, principalmente devido aos laços comerciais no setor energético, enviaram cumprimentos ao presidente reeleito. O presidente boliviano Evo Morales se manifestou no Twitter a favor da eleição venezuelana, lançando uma crítica aos Estados Unidos:

    "O povo venezuelano soberano triunfou novamente sobre o golpismo e intervencionismo do império norte-americano. Os povos livres jamais nos submeteremos. Felicidades ao irmão Nicolás Maduro e ao valioso povo da Venezuela", disse Morales.

    Rússia e China, importantes parceiros comerciais da Venezuela, apoiaram Maduro. O presidente russo, Vladimir Putin, enviou um telegrama ao venezuelano: "O presidente russo deseja a Nicolás Maduro boa saúde e êxito na resolução dos desafios sociais e econômicos que enfrenta o país", informou o Kremlin em comunicado nesta segunda-feira.

    O diretor do Departamento de América Latina do Ministério do Exterior russo, Alexander Schetinin, criticou a influência externa na eleição venezuelana:

    "Lamentavelmente notamos que, nestas eleições, além dos dois participantes tradicionais, quer dizer, o povo venezuelano e os eleitores de um lado, do outro os candidatos que apresentaram seus programas (...), houve um terceiro participante, os governos que abertamente convocaram o boicote da votação", disse ele, segundo a agência russa Interfax.

    Em Pequim, o porta-voz do Ministério do Exterior, Lu Kang, disse que a ChinA acredita que governo e povo venezuelanos devem lidar com seus próprios assuntos e a escolha do povo deveria ser respeitada.

    COMEMORAÇÃO DE APOIADORES

    Milhares de apoiadores de Maduro, muitos com boinas vermelhas, se abraçavam e dançavam do lado de fora do Palácio Miraflores, sede do governo de Maduro, sob confetes nas cores amarela, azul e vermelha, da bandeira nacional.

    — A revolução veio para ficar — disse Maduro, eufórico, à multidão, prometendo priorizar a recuperação econômica após cinco anos de recessão no país com 30 milhões de habitantes.

    Os apoiadores do presidente entoavam "Vamos, Maduro!" na festa que passou da meia-noite no centro de Caracas.

    — Não devemos ceder a nenhum império ou ir correndo ao Fundo Monetário Internacional, como a Argentina. A oposição deve nos deixar em paz para governar — disse a chavista Ingrid Sequera, aos 51 anos, usando uma camiseta com um desenho dos olhos de Chávez.

    VANTAGENS E DESAFIOS DE MADURO

    A principal aliança de oposição a Maduro decidiu boicotar a eleição após dois de seus mais importantes líderes serem banidos do pleito. Autoridades do governo proibiram a coalizão e vários de seus partidos de concorrerem.

    O governo usou amplamente a máquina pública na campanha e pressionou funcionários públicos a votar. O resultado oficial indicou que Maduro recebeu 5,8 milhões de votos contra 1,8 milhão para o principal concorrente, Henri Falcón, ex-governador que furou o boicote da oposição para disputar a Presidência.

    De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o comparecimento às urnas foi de 46%, bem menos do que os 80% registrados na eleição de 2013.

    Falcón não reconheceu o resultado, pedindo uma nova eleição e reclamando dos quase 13 mil "pontos vermelhos", instalados pelo partido governista, o PSUV (Partido Socialista Unificado da Venezuela) perto das seções eleitorais. Os eleitores que recebem benefícios sociais foram instados a se registrar nos pontos vermelhos, para comprovar que votaram.



    Leia mais: https://oglobo.globo.com/mundo/eleicao-de-maduro-na-venezuela-sofre-rejeicao-internacional-22701244#ixzz5GAubcmY3 
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    Fonte - O Globo

     
     
     
     
     
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