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Frente fria provoca vento de até 120,2 km/h no Sul. e avança até a Amazônia nos próximos dias (

O deslocamento de uma frente fria sobre parte do Sul do Brasil instabilizou o tempo novamente em praticamente todos os municípios dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, alé...

Meteorologia

POR Paulo Portaljipa EM 17/08/2016 ÀS 18:11:21

Frente fria provoca vento de até 120,2 km/h no Sul. e avança até a Amazônia nos próximos dias (

O deslocamento de uma frente fria sobre parte do Sul do Brasil instabilizou o tempo novamente em praticamente todos os municípios dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de áreas do leste, sudoeste e sul do Paraná.



Em vários pontos, a precipitação transcorreu devido ao deslocamento de uma linha de instabilidade (LI), que também produziu muitos raios e fortes rajadas de vento.


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Estragos foram contabilizados no oeste de Santa Catarina, onde o vento forte destelhou construções no município de Ponte Serrada. No meio-oeste do estado, a região de Videira também reportou danos com destelhamentos.


No sudoeste do Paraná, em Mariópolis, o granizo cobriu de branco gramados no período da manhã, mas não foram reportados danos estruturais.


Estações meteorológicas automáticas pertencentes ao Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram até às 15 horas (Brasília), rajada máxima de vento de:


120,2 km/h em Bom Jardim da Serra, SC
100,0 km/h em Caçapava do Sul, RS
79,9 km/h em Soledade, RS
78,8 km/h em Alegrete, RS
77,4 km/h em Mostardas, RS
74,6 km/h em Urupema, SC
73,8 km/h em Bento Gonçalves, RS
73,1 km/h em São Bonifácio, SC
71,4 km/h em Videira, SC
69,4 km/h em Palmeira das Missões, RS
69,1 km/h em Lontras, SC
64,8 km/h em Torres, RS
61,0 km/h em Chapecó, SC
58,3 km/h em Anitápolis, SC
58,2 km/h em Caibi, SC
57,6 km/h em Novo Horizonte, SC
55,9 km/h em Imbituba, SC
55,7 km/h em Água Doce, SC
55,0 km/h em Dionísio Cerqueira, SC
54,3 km/h em São Miguel do Oeste, SC
53,2 km/h em Tangará, SC
52,9 km/h em Loa Vermelha, RS
51,8 km/h em Canela, RS
51,4 km/h em Passo Fundo, RS
50,6 km/h em Rancho Queimado, SC
50,4 km/h em São Joaquim, SC


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Linha de instabilidade avançando por Chapecó, SC. Dados de Meteorological Aerodrome Report (METAR) do Aeroporto Regional “Serafim Bertaso” reportaram rajada máxima de vento de 55,8 km/h. (Crédito da imagem: Luciano P. de Almeida via WhatsApp DONTM (18) 99681-1555)


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Temporal com deslocamento por Francisco Beltrão, PR (Crédito da imagem: Dejanir Oliveira via WhatsApp DONTM (18) 99681-1555)


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Temporal com deslocamento por Marmeleiro, PR (Crédito da imagem: Leila Pazolini via WhatsApp DONTM (18) 99681-1555)


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Temporal avançando por Tenente Portela, RS (Crédito da imagem: Mateus Fochesatto via WhatsApp DONTM (18) 99681-1555)


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Frente de rajada avançando por Curitiba, PR (Crédito da imagem: Luis Fernando Citko via WhatsApp DONTM (18) 99681-1555)


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Nuvens carregadas avançando por Imbituva, PR (Crédito da imagem: Lucas Bochnia via WhatsApp DONTM (18) 99681-1555)


O sistema frontal permanecerá estacionário até sexta-feira (19) oscilando entre a Argentina, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, de acordo com a previsão feita por meteorologistas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe).


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Desta forma, o vento quente de norte – Jato de Baixos Níveis (JBN) – estará alimentando o sistema e propiciando a ocorrência para novas tempestades, inclusive com potencial para granizo, raios e rajadas de vento.


A projeção feita pelo modelo norte-americano GFS mostra vento de até 100 km/h sobre o nível de 850 hPa (1.500 metros de altitude) ao longo desta quinta-feira sobre parte do Rio Grande do Sul e valores de até 120 km/h no sul da Bolívia tornando o jato bastante significativo.


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O Cptec/Inpe ressalta que a partir de sábado, com o deslocamento de um amplo cavado – área alongada de baixa pressão atmosférica – refletido em níveis elevados, a frente sairá do estágio estacionário para um sistema frontal frio, cujo gatilho virá de um anticiclone intenso com núcleo de até 1036 hPa que avançará diretamente do Oceano Pacífico para a América do Sul e cruzando a Cordilheira dos Andes, já no noroeste argentino.


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Esse anticiclone empurrará a frente fria de forma continental, onde os meteorologistas do órgão oficial brasileiro estimam que no domingo (21), o mesmo estará atuando em praticamente toda a Região Centro-Oeste e Sudeste e chegando ao sul da Região Norte, configurando mais um evento de friagem no Acre, Amazonas e Rondônia. No mesmo dia, a frente terá avançado rapidamente para o Espírito Santo e chegando ao sul da Bahia.


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Como haverá aporte de umidade deixada pela passagem do cavado, modelos numéricos sinalizam a possibilidade de precipitação de neve entre a madrugada e a manhã de domingo, inclusive com acumulado, em municípios entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina e com menor possibilidade no sul do Paraná.


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Nesse dia, o nível de congelamento estará relativamente baixo sobre a região, com altitude de até 800 metros em parte do nordeste gaúcho, de acordo também com o modelo GFS.


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Com o anticiclone atravessando o continente em direção ao Oceano Atlântico, o ar tende a permanecer gélido na madrugada de segunda-feira (22), onde o modelo canadense CMC indica que é grande a possibilidade de geada ampla em boa parte da Região Sul, incluindo a área metropolitana de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre e com menor possibilidade no sul de Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de São Paulo.


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Já para a madrugada de terça-feira (23), a possibilidade de geada avança um pouco mais para Mato Grosso do Sul, sul de Minas Gerais e interior de São Paulo.


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O modelo canadense avança mais o ar polar pelo interior do Brasil, com temperatura inferior a 10°C até o oeste de Mato Grosso e marcas negativas em parte da Região Sul.


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O Grupo de Previsão de Tempo (GPT) do Cptec/Inpe detalhou a previsão para os próximos dias citando o que os modelos numéricos acima indicam.


“Durante esta quarta-feira (17/08) o sistema frontal sobre o RS deverá avançar até o extremo sul do PR à noite. Além disso, o intenso fluxo baroclínico observado em 500 hPa na análise deverá se manter e com todo este padrão persistirá a forte instabilidade em parte da Região Sul do Brasil.


Na quinta-feira, como o cavado frontal não é tão pronunciado, apenas no oceano, a tendência é que o sistema avance pelo litoral de SP e oscile estacionário entre o PR e o Paraguai.
Por isso, a nebulosidade deverá aumentar no litoral e parte do leste e sul de SP, com chuva isolada. A chuva principal deverá ocorrer entre o PR e SC novamente.


Simultaneamente, um cavado mais amplificado deverá cruzar os Andes, mas influenciará em parte do país apenas na sexta-feira. Este cavado ao se aproximar fará com que o sistema frontal recue para sul na sexta-feira e instabilizará entre PR, SC e norte do RS e provocará acumulados de chuva significativos, que junto com os volumes dos dias anteriores deverá acarretar em impactos significativos nas áreas comentadas.


Este segundo cavado continuará seu deslocamento para leste e uma nova onda frontal se formará, com o ciclone à leste de SC. Em relação ao ciclone extratropical, os modelos indicam um enfraquecimento do sistema em relação às previsões anteriores.


Porém, o sistema frontal associado se encontra forte e avançará pelo Sul do país, o que reforçará o ar frio, pois a temperatura já terá entrado em declínio devido a primeira frente mais fraca e a condição de chuva nos últimos dois dias.


O cavado deslocará para nordeste em direção ao Sudeste e com isto direcionará o sistema frontal também para o Sudeste. No sábado haverá forte instabilidade pré-frontal em áreas de SP, RJ e sul de MG.


Este sistema frontal avançará também pelo interior do país e haverá episódio de friagem, principalmente no domingo, quando o anticiclone pós-frontal avança de forma mais continental.


Nos dias seguintes o anticiclone terá um deslocamento mais oceânico, o cavado deslocará em direção ao oceano e o sistema frontal avançará pela costa leste desde o ES até a Região do Recôncavo Baiano.


A tendência é que os volumes de chuva diminuam conforme o sistema avança em direção à BA. Como comentado, haverá forte queda de temperatura associada ao avanço do sistema, tanto no sul da Região Norte, quanto no nas Regiões Sul e Sudeste.


Pelo menos até quarta-feira o ar frio será mantido no centro-sul do Brasil, e na costa leste deste setor ainda haverá nuvens e chuva fraca pontual, devido à circulação do anticiclone.


A partir de quinta-feira, o anticiclone começará a se acoplar a ASAS e o vento começará a se tornar de quadrante norte. Assim as temperaturas começarão a entrar em gradativa elevação.


Simultaneamente ao avanço do sistema frontal, o cavado comentado é bem abrangente e atuará sobre a Região Sul do Brasil principalmente no sábado, quando o sistema já passou pela Região e também em parte do domingo.


Portanto, haverá o reforço do ar frio em altitude, advecção de vorticidade ciclônica, que combinado ao escoamento de sul, frio e úmido, do anticiclone pós-frontal, provocará condição de chuva, volumosa, inclusive com chance de queda de neve em pontos do nordeste do RS.


Na faixa central do país, onde houve chuva nesta terça-feira, como comentado na análise, ainda haverá chance de chuva em alguns setores, nos primeiros dias em virtude do cavado, também comentado na análise, e nos dias posteriores pelo alinhamento da instabilidade pelo segundo cavado e pelo sistema frontal.


Este alinhamento também se dará pelo oeste da Região Norte, a partir do momento em que o sistema influenciará. Sobre o Nordeste a chance de chuva diminui significativamente, exceto quando o sistema frontal se aproxima, mais para o meio da semana, principalmente na BA.”


(Crédito das imagens: Reprodução/Google – Arquivo/Júlio Cezar Sal – Reprodução/Cptec/Inpe/ Earth Null School/WXBrasil)


(Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia)


 

Fonte - De Olho no tempo

Fotográfo - (Crédito das imagens: Reprodução/Google

 
 
 
 
 
 
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