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Estiagem agrava vazante nos rios Juruá, Madeira, Purus e Solimões entre o Acre, Amazonas e Rondônia Postado em Nacional

Meteorologia

POR Paulo Portaljipa EM 29/08/2017 ÀS 01:26:26

Estiagem agrava vazante nos rios Juruá, Madeira, Purus e Solimões entre o Acre, Amazonas e Rondônia Postado em Nacional

O verão amazônico nas porções leste, oeste, sudoeste e sul da Amazônia é marcado pela redução drástica das chuvas, onde vários estados passam até seis meses seguidos sem nenhuma gota d’água. Em alguns anos, esse período de estiagem é intensificado, o que acelera o ritmo das queimadas e diminui ainda mais o nível dos rios.

Ao contrário das demais regiões brasileiras, na Amazônia, os rios não servem apenas para o abastecimento de água nas cidades, mas também para a navegação, uma vez que a infraestrutura da malha rodoviária é precária e a distância entre municípios é muito grande. Por isso, o transporte hidroviário é essencial, além de permitir o escoamento da produção local.

O atual período de estiagem, que teve início no final do mês de abril, está mais intenso com relação aos anos anteriores. As temperaturas estão acima da média e as queimadas superiores, em muitos estados, aos valores observados em 2016. Os rios também estão mais baixos, superando, inclusive, a cota de alerta de vazante, que é o valor mínimo de segurança para a navegação.

Os rios situados no oeste, sudoeste e sul da Amazônia são os mais prejudicados destacando dentre eles o Juruá, o Madeira, o Purus e o Solimões. Ambos, interligam municípios e comunidades entre os estados do Acre, Amazonas e Rondônia.

O rio Juruá está abaixo da cota de alerta, desde a sua nascente, na região de Resbaladero, no Peru, até o encontro com o rio Solimões, na altura do município de Juruá, no Amazonas. Em solo acreano, a navegação foi suspensa entre os municípios de Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Rodrigues Alves para embarcações maiores, como balsas cargueiras. Apenas barcos e balsas de pequeno porte que interligam rodovias fazem o translado de uma margem a outra.

O mesmo rio obrigou o cancelamento de viagens entre os municípios Ipixuna, no sudoeste do Amazonas e Cruzeiro do Sul, no oeste do Acre. Devido aos bancos de areia e pedras, viagens que antes duravam 24 horas agora passam de três dias. Em alguns trechos, passageiros são obrigados a descer das embarcações para que as mesmas, mais leves, possam atravessar os bancos de areia, onde a profundidade é mínima.

O rio Madeira, entre os estados do Acre e Rondônia, também está muito baixo, o que inviabilizou a subida de balsas cargueiras até o município de Nova Mamoré, no oeste de Rondônia, onde o mesmo encontra o rio Mamoré, na fronteira com a Bolívia.

Entre Porto Velho e o distrito de Calama, na divisa com o estado do Amazonas, a Marinha proibiu a navegação noturna de balsas cargueiras. Além do baixo nível, a grande concentração de fumaça das queimadas aumenta o risco de acidentes.

No sul do Amazonas, o mesmo rio Madeira está muito abaixo da cota de alerta e diversas embarcações foram impedidas de seguir viagem entre Humaitá e Nova Aripuanã. O trecho é conhecido por apresentar grande concentração de pedras.

O rio Purus apresenta a mesma dificuldade, onde o nível muito baixo, e em alguns trechos, negativo, isolou comunidades na altura do município de Boca do Acre, no estado do Amazonas.

E o nível baixo do rio Solimões também está impedindo a navegação no oeste do Amazonas, entre os municípios de Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá e Tabatinga, este último, na fronteira com a Colômbia. Grandes blocos de pedras não permitem com que as embarcações subam o rio com segurança.

As Defesas Civis do Acre, Amazonas e Rondônia divulgaram boletins de alerta ressaltando que várias regiões podem ficar intrafegáveis nas próximas semanas, caso o regime natural das chuvas, que sofre intensificação a partir de novembro, seja atrasado.

Vazantes intensas ocorreram em anos de El Niño, como em 1997-1998 e 2015-2016. Agora em 2017, não há nenhum evento de larga escala no Oceano Pacífico Equatorial que justifique o atraso da chuva nos próximos meses.

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Dados meteorológicos registrados

Estações telemétricas mantidas pela Agência Nacional de Águas (ANA) indicaram nível dos rios de:

Rio Juruá: 6,41 metros em Itamarati, AM (cota de alerta para vazante é de 6,14 metros)

Rio Madeira: 4,25 metros em Porto Velho, RO (cota de alerta para vazante é de 3,33 metros)

Rio Purus: 3,83 metros em Boca do Acre, AM (cota de alerta para vazante é de 3,96 metros)

Rio Solimões: 1,65 metros em Tabatinga, AM (cota de alerta para vazante é de 2,31 metros)

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Onde fica?

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(Crédito das imagens: Reprodução/Google – Claudir Barbosa - Clóvis Miranda/Tabatinga – Olivaldo Bruno/Benjamin Constant - Divulgação/Defesa Civil Ipixuna via WhatsApp DONTM (18) 99681-1555)


 

Fonte - De Olho No Tempo Meteorologi

 
 
 
 
 
 
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