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Rio Acre atinge nível mais baixo da história em Rio Branco

Atualmente, manter o abastecimento é a preocupação para o Departamento de Pavimentação e Saneamento do Acre (Depasa), apesar de o órgão garan...

Meio Ambiente

POR Paulo Portaljipa EM 29/07/2016 ÀS 18:30:19

Rio Acre atinge nível mais baixo da história em Rio Branco

Atualmente, manter o abastecimento é a preocupação para o Departamento de Pavimentação e Saneamento do Acre (Depasa), apesar de o órgão garantir que o sistema de captação deve funcionar sem problemas até o rio chegar a 1,25 metro, se for o caso.


O diretor-presidente do Depasa, Edvaldo Magalhães, diz que o monitoramento está sendo feito.


“Nossos equipamentos tiveram uma convivência com o rio em até 1,50 metro. Até essa marca, já temos experiência. Abaixo disso, temos que ver como as águas vão se comportando. Estamos tomando todas as medidas para garantir a captação”, explica o gestor.


O Depasa iniciou a instalação de uma terceira bomba de captação flutuante na Estação de Tratamento de Água (ETA II). A previsão é que o equipamento comece a funcionar na sexta-feira (29).


Magalhães acrescenta que novos equipamentos já foram instalados e o Depasa aguarda a chegada de outros. “A partir do dia 1° de agosto queremos instalar bombas flutuantes na ETA I, porque até agora ainda está captando na torre. Vamos tentar aumentar a potência para subir a captação”, ressalta.


Na segunda-feira (25), o Depasa iniciou trabalho de fiscalização em residências no bairro Calafate, em Rio Branco, para evitar o desperdício. “Vamos levar a campanha nos próximos 60 dias. É algo que depende da comunidade, estamos fazendo um trabalho de sensibilização”, acrescenta.


Nível do Rio Acre em Rio Branco chegou a 1,49 metro nesta sexta-feira (29) (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

Nível do Rio Acre em Rio Branco chegou a 1,49 metro nesta sexta-feira (29) (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

Questões naturais e ação humana
O pesquisador Foster Brown afirma que, historicamente, o estado acreano já sofreu secas mais severas. No entanto, a situação torna-se mais problemática devido ao aquecimento global e também pelo aumento do tamanho da cidade.


“Há uma cidade maior do que no passado, a demanda para a água é maior e na área rural é muito mais gente botando fogo do que há 50 ou 100 anos. Temos historicamente secas piores, mas a preocupação é por causa de vulnerabilidade que temos hoje”, fala.


Neste ano, o baixo nível do rio foi agravado também pelos efeitos do El Niño, que resultou na pouca quantidade de chuvas nos meses de janeiro, fevereiro e março, segundo o pesquisador. O fenômeno também gerou uma elevação nas temperaturas.


Brown acrescenta que, devido ao aumento da emissão de gás carbônico, a estimativa é que, nos próximos anos, eventos parecidos aconteçam. “Esse é um gás que segura a energia na atmosfera, por isso, a tendência é fazer secas e chuvas mais fortes. Usando isso como base, podemos antecipar eventos mais extremos para o futuro”, acrescenta.


Seca do Rio Acre
O governador do Acre, Tião Viana, assinou um decreto de situação de emergência no último dia 7 deste mês por causa da seca do Rio Acre em Rio Branco. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) e também dizia respeito a outras cidades acreanas, que também sofrem com a estiagem.


Rio Acre está com a cota de 1,49 m em Rio Branco (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

Rio Acre está com a cota de 1,49 m em Rio Branco (Foto: Caio Fulgêncio/G1)
 

Fonte - Assessoria

Fotográfo - Divulgação

 
 
 
 
 
 
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