• Chácara da Sefin
  • Materjipa Materiais para Construção
  • Odonto Malini
  • Universidade Unopar Polo Ji-Paraná
  • Expojipa2 019
  • Viva Bela Cosméticos
  • Auto Escola Norte
  • Dr. Flavio Carlos Otorrinolaringologia
  • Negociações climáticas ignoram questão da água em um mundo com escassez cada vez maior

    Previsão é de secas cada vez mais frequentes, inundações e alterações dos calendários pluviométricos em geral, provocando riscos à sa&uac...

    Meio Ambiente
    3 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 25/09/2015 ÀS 03:09:15

    Negociações climáticas ignoram questão da água em um mundo com escassez cada vez maior

    Previsão é de secas cada vez mais frequentes, inundações e alterações dos calendários pluviométricos em geral, provocando riscos à saúde e à segurança alimentar, além de importantes tensões geopolíticas










    As negociações da Conferência Internacional do Clima (COP-21) – que acontecem em dezembro, em Paris – não contemplam o problema da água, um recurso essencial fortemente impactado pela mudança climática.


    Os negociadores reunidos na penúltima rodada de negociações prévias ao evento, em Bonn, Alemanha, na semana passada, a menos de 100 dias da conferência, seguiram ignorando o assunto. Ele simplesmente não aparece em nenhum documento preliminar da conferência.


    Apesar disso, a situação da água é um dos principais indicadores sobre os efeitos da mudança climática. Por causa do aumento da temperatura média global, até o final do século as fontes renováveis na superfície e os recursos hídricos subterrâneos diminuirão consideravelmente nas regiões secas subtropicais.


    A previsão é de secas cada vez mais frequentes, inundações e alterações dos calendários pluviométricos em geral, provocando riscos à saúde e à segurança alimentar, além de importantes tensões geopolíticas. Esse cenário é detalhado no relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) lançado no ano passado.


    Além disso, em escala planetária, estamos enfrentando alterações de ecossistemas essenciais para o ciclo d’água como o derretimento das geleiras, a salificação de mananciais (decorrente do aumento do nível do mar) e a acidificação dos oceanos.


    O desafio aumenta considerando que, até 2050, a demanda de água crescerá 55%, puxada pelos usos agrícolas, crescimento da população e pela produção de energia, como explica o relatório “Água para um mundo sustentável”, lançado por agências das Nações Unidas neste ano.


    “A água é o denominador comum de todos os aspectos da mudança climática. Mudança climática é mudança hídrica”, ressaltou Torgny Holmgre, diretor executivo do Instituto Internacional da Água de Estocolmo (SIWI, na sigla em inglês), durante a Semana Internacional da Água, realizada em Estocolmo, Suécia, há 15 dias.


    Os especialistas que participaram do evento insistiram na necessidade de inserir o tema da água nos processos de negociação relacionados ao financiamento climático, – principalmente o Fundo Verde; aos Planos de Adaptação Nacionais; e às Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDC, sigla em inglês). A ideia é que a inclusão do assunto nesses mecanismos faria da gestão dos recursos hídricos parte essencial das ações de mitigação e de adaptação às mudanças climáticas.


    Amazônia em foco


    O Brasil é o país mais rico em fontes de água doce não congelada. Só a Bacia Amazônica contém 20% do recurso. Cientistas acreditam que a diminuição das precipitações no Sudeste do país pode ser resultado das alterações climáticas decorrentes do desmatamento da Amazônia. A floresta amazônica libera na atmosfera, a cada dia, 20 milhões de toneladas de água que são transportadas pelos ventos alísios até o Sudeste, por meio dos chamados “rios voadores”, com um volume hídrico maior que o do próprio Rio Amazonas (saiba mais).


    A proteção das florestas e a governança hídrica são objetivos importantes para garantir a segurança hídrica no planeta, segundo destacam as Nações Unidas no último relatório sobre Sustentabilidade Hídrica.


    Brasil apresenta um nível de estresse hídrico de 0,659, sendo 0 o menor nível de estresse e 1 o maior nível de estresse. Estresse hídrico indica o nível de demanda de água que supera a oferta deste recurso


    Acesse o infográfico fonte do mapa acima








     

    Fonte - Assessoria

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
    Portaljipa © Direitos Reservados - Conheça os nossos Termos de uso
    Portaljipa - Seu guia virtual! - 27.316.530/0001-08