Fotos revelam encontro de rios que não se misturam na fronteira de RO com a Bolívia

O encontro das águas dos rios Mamoré e Pacaás Novos, na zona rural de Guajará-Mirim (RO), se tornou um fenômeno exuberante que atrai diariamente dezenas de turist...

Meio Ambiente
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Paulo Portaljipa EM 04/06/2017 ÀS 20:26:39

Fotos revelam encontro de rios que não se misturam na fronteira de RO com a Bolívia


O encontro das águas dos rios Mamoré e Pacaás Novos, na zona rural de Guajará-Mirim (RO), se tornou um fenômeno exuberante que atrai diariamente dezenas de turistas brasileiros e de outros países.




O ponto de encontro dos rios, na fronteira do Brasil com a Bolívia, ocorre quando a água escura do Pacaás e a barrenta do Mamoré formam uma linha de divisão que percorre vários quilômetros, sem se misturar.




A imagem do encontro das águas do Pacáas e Mamoré é igual ao dos Rios Negro e Solimões, no estado do Amazonas, que é mundialmente conhecido e admirado pela beleza exótica.




Em Rondônia, a divisão das duas águas se tornou um ponto de encontro para embarcações, onde os tripulantes aproveitam para tirar fotografias, fazer filmagens ou simplesmente conhecer a famosa “junção negra e barrenta”.




Além do acesso aéreo e aquático, o ponto de encontro também pode ser acessado por terra, através de uma estrada que dá acesso a um hotel de selva, localizado às margens dos dois rios.


Rio Mamoré e Pacaás se encontram em Guajará-Mirim (Foto: Emanoel Javoski/Arquivo Pessoal)





Diferentes colorações da água




Gabriel também explica porque a água dos dois rios não se misturam.




“ São várias características que dão a diferença na coloração da água, mas principalmente porque o Mamoré recebe vários afluentes da porção oriental dos Andes e esses afluentes carregam muitos sedimentos, esses sedimentos são os responsáveis pela coloração barrenta da água. Já o Pacaás, assim como acontece com o Rio Negro, do Amazonas, é carregado de ácidos orgânicos que são derivados da decomposição da matéria orgânica liberada na vegetação da sua área de margem, por isso torna-se mais escura”, analisa.






Fenômeno natural atrai dezenas de turistas diariamente (Foto: Emanoel Javoski/Arquivo Pessoal)Fenômeno natural atrai dezenas de turistas diariamente (Foto: Emanoel Javoski/Arquivo Pessoal)



Fenômeno natural atrai dezenas de turistas diariamente (Foto: Emanoel Javoski/Arquivo Pessoal)






O biólogo comentou que é possível que existam algumas espécies de animais e plantas endêmicas em cada rio, pois as duas águas têm características diferentes para comportar a biodiversidade da área.




“As características são diferentes nas águas de um rio e de outro. Por exemplo, a água do Mamoré tem mais sedimentos e permite menos a entrada de luz. Logo, nos primeiros metros a visibilidade é menor. Já no Pacaás é o oposto”, explica o pesquisador.




Potencial turístico da região




Segundo o biólogo Gabriel Cestari, que é professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), apesar do potencial de turismo internacional, o fluxo de turistas na cidade de Guajará-Mirim poderia melhorar.






Encontro das águas é vista diariamente por vários turistas (Foto: Júnior Freitas/G1)Encontro das águas é vista diariamente por vários turistas (Foto: Júnior Freitas/G1)



Encontro das águas é vista diariamente por vários turistas (Foto: Júnior Freitas/G1)






“O turismo é algo que envolve várias esferas da cidade, isso porque tanto o incentivo do poder público quanto o deslocamento devem ser facilitados ao serviço de hotelaria e também ao comércio local. Esses pontos citados acabam muitas vezes afetando a opinião do turista que vem conhecer nossa região”, diz o professor universitário.






Ponto de encontro é na fronteira com a Bolívia (Foto: Google Maps/Reprodução)Ponto de encontro é na fronteira com a Bolívia (Foto: Google Maps/Reprodução)



Ponto de encontro é na fronteira com a Bolívia (Foto: Google Maps/Reprodução)





 

Fonte - G1/]RO

Fotográfo - Júnior Freitas, G1

 
 
 
 
 
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