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  • Água ameaça as grandes cidades, inclusive com aquecimento limitado a +2°

    Grandes cidades costeiras como Rio de Janeiro, Xangai, Mumbai, Hong Kong ou Buenos Aires estão sob ameaça da alta do nível do mar, inclusive com um aumento limitado a 2 graus cent...

    Meio Ambiente
    5 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 10/11/2015 ÀS 15:09:45

    Água ameaça as grandes cidades, inclusive com aquecimento limitado a +2°

    Grandes cidades costeiras como Rio de Janeiro, Xangai, Mumbai, Hong Kong ou Buenos Aires estão sob ameaça da alta do nível do mar, inclusive com um aumento limitado a 2 graus centígrados da temperatura global, segundo relatório publicado no domingo (8).



    Com 2º graus de aumento, a alta cobriria territórios povoados atualmente por cerca de 200 milhões de pessoas, diz o relatório do instituto de pesquisa Climate Central, publicado a três semanas da conferência do clima de Paris (COP21).


    “Um aquecimento de +2ºC [o grande objetivo da conferência de Paris] representa uma ameaça existencial a longo prazo para inúmeras cidades e regiões litorais”, explica Ben Strauss, um dos autores do documento.


    É possível conter o fenômeno reduzindo drasticamente a emissão de gases de efeito estufa, explica o cientista. “Mas ainda teremos muitas possibilidades” para atuar, ressaltou.


    O estudo, que não leva em conta a evolução demográfica nem a eventual construção de infraestruturas como diques, aponta que é difícil determinar em qual velocidade o nível do mar aumentará, seja em 200 anos (o que é pouco provável) ou em 2.000.


    Em qualquer caso, se as emissões continuarem ao ritmo e causarem aquecimento do planeta de 4°C, o nível dos oceanos subiria 8,9 metros em média, provocando a submersão de áreas onde 600 milhões de pessoas vivem atualmente.


    Se o aumento for de 3°C (cenário resultante caso sejam cumpridas as promessas feitas pelos estados até agora para reduzir as emissões), o aumento do nível do mar será de 6,4 metros, cobrindo áreas onde 400 milhões de pessoas vivem hoje.


    Com 2º de aumento, a alta seria de 4,7 metros em média (entre 3 e 6,3 metros) e afetaria menos da metade das pessoas. Caso o aumento seja limitado a 1,5°, como pedem os estados insulares, os mais vulneráveis, a água subiria 2,9 metros e afetaria 137 milhões de pessoas.


    Brasil, entre os 20 primeirosA China é um dos países que seriam mais atingidos porque com um aumento de 4°C, a alta do nível das águas afetaria um território habitado hoje por 145 milhões de pessoas, número que ficaria pela metade com um aumento de +2°C.


    Entre os 20 países mais afetados, o estudo cita países como a Índia, Bangladesh, Vietnã, Indonésia, Japão, Estados Unidos, Filipinas ou Brasil, e cidades como Hong Kong, Calcutá, Daca, Jacarta, Xangai, Rio de Janeiro ou Buenos Aires.


    No Brasil, a área de cerca de 16 milhões de pessoas seria afetada por um aumento de 4°C, enquanto que um ajuste de +2°C significa uma redução de 7 milhões de afetados brasileiros (45%).


    No primeiro caso, 24% da população do Rio de Janeiro e de 19% da população da capital da Argentina, Buenos Aires, sofreriam o impacto de uma subida do nível do mar, em comparação com 13% e 8% respectivamente, se o aquecimento ficar limitado em +2°C.


    Um link publicado na página web da Climate Central permite visualizar o impacto em cada cidade costeira.


    ‘Estudo sólido’As projeções levam em conta a expansão do oceano quando aquecido, o derretimento das geleiras, mas também a degradação das calotas de gelo da Groenlândia e da Antártida, irreversíveis a partir de um determinado nível.


    De região para região, a subida das águas não será igual. “Na maioria dos casos, pode levar até vários centímetros por século, mas os deltas e áreas urbanas” são mais vulneráveis , especialmente porque são menos protegidos por sedimentos.


    Vários pesquisadores contatados pela AFP sublinharam a validade deste estudo, que se baseia principalmente em dados sobre o nível do mar fornecidos por satélites.


    “Há alguns erros em determinadas áreas, mas foi o melhor que pode ser feito com os dados disponíveis publicamente”, acredita Steven Nerem, da Universidade do Colorado, sobre a metodologia do estudo.


    Jean- Pascal van Ypersele, do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), evocou “um estudo sólido”.


    Para o oceanógrafo Ben Marzeion, da Universidade de Bremen (Alemanha), o estudo mostra que “o adiamento de medidas pode gerar um fardo muito grande para as gerações futuras”.


    Desde a Revolução Industrial, a temperatura do planeta aumentou 0,8ºC, um nível inédito gerado pelo gás procedente principalmente das energias fósseis.


    A comunidade internacional, que estabeleceu o objetivo de limitar a 2ºC o aumento da temperatura do planeta, relativos à época pré-industrial, vai se reunir em 30 de novembro em Paris para tentar alcançar um acordo universal sobre o assunto.


    A poucas semanas deste encontro, a publicação de relatórios como este se multiplica. O Banco Mundial alertou em um estudo difundido no domingo que o planeta terá 100 milhões de pessoas a mais vivendo na pobreza extrema em 2030 caso o impacto do aquecimento global não seja limitado.


    Ben Strauss, co-autor da pesquisa da Climate Central, estima que é “possível mudar, tanto a economia como a política”. “Algumas reuniões históricas traçaram fronteiras territoriais. A COP de Paris afetará a fronteira global entre terra e mar”. (Fonte: UOL)


     

    Fonte - Assessoria

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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