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  • Mulher é condenada a 14 anos de prisão por matar companheiro queimado em RO

    Judiciário
    4 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 08/06/2019 ÀS 04:54:08

    Mulher é condenada a 14 anos de prisão por matar companheiro queimado em RO

    A mulher acusada de matar o próprio companheiro queimado enquanto ele dormia, em Porto Velho, foi condenada a 14 anos de prisão em regime inicialmente fechado por homicídio duplamente qualificado. O caso ocorreu no dia 9 de novembro de 2018 e a vítima, Márcio Alves dos Santos, de 43 anos, faleceu nove dias depois.

    O júri popular aconteceu na última quinta-feira (6), no 1º Tribunal do Júri da Comarca da capital, e durou cerca de 10 horas.

    A defesa de Ana Darc Ferreira, de 27 anos, informou ao G1 que deve recorrer da decisão na próxima semana.

    "Ela se arrepende do que fez, inclusive o socorreu, e alega que foi um ato de impulso, um momento de raiva. Provavelmente recorreremos da decisão na segunda-feira (10), pois ela foi contrária a prova dos autos", explicou o advogado de Ana, Giuliano de Toledo.

    Segundo Giuliano, a linha de defesa solicitava que os jurados desclassificassem do crime inicial de homicídio triplamente qualificado para lesão corporal seguida de morte, pois a vítima não morreu no dia do caso.

    Conforme a sentença de condenação do juiz Enio Salvador Vaz, o corpo de jurados – formado por quatro mulheres e três homens – decidiu, por maioria de votos, pela condenação da ré. Ana Darc Ferreira cumpre a pena determinada no presídio feminino de Porto Velho.

    Morte de Márcio

    A vítima morreu nove dias após ser queimado. Segundo o irmão de Márcio, o homem faleceu devido à falência renal aguda, que foi proveniente dos ferimentos causados pelas queimaduras.

    Márcio, que teve mais 70% do corpo queimado, estava internado na Unidade Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Base, em Porto Velho, desde o dia do crime. Durante o período de internação, chegou a sofrer paradas cardíacas, mas teve o quadro estabilizado pelos médicos.

    Flávio Alves dos Santos, irmão de Márcio, disse ao G1 na época da morte da vítima que boa parte das queimaduras foi na região do rosto, ouvidos e tórax.

    Flávio explicou que o irmão que trabalhava como serralheiro, apresentava um quadro de depressão e fazia uso de remédios controlados. Segundo ele, a vítima e a suspeita de cometer o crime se relacionavam há cerca de quatro meses e haviam se conhecido em um bar.

    Ainda de acordo com o irmão, o motivo da briga, e posteriormente o ataque que resultou na morte da vítima, se deu pois Márcio havia tentado colocar um fim na relação.

    "No dia 8 eles brigaram e ela dormiu fora. Na manhã seguinte, ela voltou e esperou ele dormir, daí jogou álcool no ouvido, no rosto, no tórax e na parte genital dele, depois ateou fogo. Nós [irmão e a mãe da vítima], estávamos indo para lá, porque queríamos levar ele para uma internação compulsória. Quando chegamos, ele já estava dentro da ambulância, já tinha tido uma parada cardíaca e estava sendo socorrido", contou na ocasião.

    Flávio destacou também que o relacionamento da vítima com a suspeita nunca foi bem visto pelos familiares devido ao histórico de agressões que o irmão sofria durante as discussões. Segundo ele, em uma das brigas, a mulher chegou a usar um cigarro para queimar Márcio.

    "Ficamos indignados porque ela disse na delegacia que jogou fogo nele, porque ele estaria tendo práticas homossexuais. Sinceramente, matou o cara e ainda caluniou. Ela usou isso, para fazer uma justificativa, porque tinha que ter uma história para contar. Ela pode fazer isso com qualquer um, a queimadura foi criminosa, a intenção era matar", lamentou.

    O corpo de Márcio foi velado em uma funerária da capital e sepultado em um cemitério particular, localizado na BR-364, próximo a Embrapa.

    Homem que teve corpo queimado pela namorada morreu nove dias depois.  — Foto: Divulgação

     

    Fonte - G1

     
     
     
     
     
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