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  • Justiça nega liminar em habeas corpus para suspeito de matar caminhoneiro a pedrada em RO

    Judiciário
    3 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 12/07/2018 ÀS 15:23:53

    Justiça nega liminar em habeas corpus para suspeito de matar caminhoneiro a pedrada em RO

    Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) negou o pedido de liminar em habeas corpus impetrado pela defesa de Willians Maciel Dias. Ele é suspeito de matar o caminhoneiro José Batistela com uma pedrada, na BR-364, em Vilhena (RO). O advogado José Francisco Cândido informou que a decisão não é definitiva e que vai aguardar o julgamento do mérito.

    A defesa pediu a revogação da prisão preventiva de Willians Maciel e argumentou que “não estão presentes os requisitos da preventiva, nada indicando que tentará fugir à eventual responsabilidade criminal ou que sua liberdade implique em risco à aplicação da lei ou à ordem pública”.

    Já o desembargador Valter de Oliveira avaliou que os elementos apresentados pela defesa são insuficientes para revogar a prisão no momento.

    Oliveira ainda ressaltou que “a concessão de liminar em habeas corpus é medida excepcional, que exige a constatação de inequívoca ilegalidade, o que não vislumbro no caso ora analisado”.

    Com isso, o desembargador indeferiu o pedido de liminar e solicitou informações à 1ª Vara Criminal, que já foram prestadas e encaminhadas à Procuradoria-Geral de Justiça, para emissão de parecer.

    Suspeito de matar caminhoneiro segue preso.  (Foto: Arquivo pessoal)Suspeito de matar caminhoneiro segue preso.  (Foto: Arquivo pessoal)Suspeito de matar caminhoneiro segue preso. (Foto: Arquivo pessoal)

    O pedido de liminar é uma decisão em caráter de urgência, quando são avaliados requisitos superficiais do processo. Nesse momento, a decisão é provisória. Já no julgamento do mérito, são analisados os argumentos apresentados e as informações colhidas para pronunciamento de decisão final.Nessa ocasião, o relator apresenta o voto com a decisão e os outros dois desembargadores da Câmara Criminal podem acompanhar ou divergir do voto. O julgamento do mérito ainda não tem data marcada.

    O advogado José Francisco continua sustentando que o cliente possui todos os requisitos para responder ao processo em liberdade.

    Entenda o caso

    Foto mostra buraco em vidro atingido por pedra em Vilhena.  (Foto: PRF/Divulgação)Foto mostra buraco em vidro atingido por pedra em Vilhena.  (Foto: PRF/Divulgação)Foto mostra buraco em vidro atingido por pedra em Vilhena. (Foto: PRF/Divulgação)

    O caminhoneiro José Batistela, de 70 anos, foi morto no dia 30 de maio, próximo a um ponto de manifestação na BR-364, com uma pedrada na cabeça. O caminhoneiro carregava madeira e, quando decidiu seguir viagem, foi atingido.

    Segundo a Polícia Civil, a pedra foi arremessada de baixo para cima por uma pessoa que estava em um carro, no sentido contrário da pista. Willians se entregou no dia 7 de junho e confessou a autoria do crime, mas disse que não tinha intenção de matar o caminhoneiro.

    Conforme as investigações, Willians também é caminhoneiro e estava insatisfeito com o final da greve da categoria. Após a prisão, a defesa pediu à Justiça que ele respondesse ao processo em liberdade.

    Idoso estava em caminhão quando foi atingido por pedra.  (Foto: Arquivo pessoal)Idoso estava em caminhão quando foi atingido por pedra.  (Foto: Arquivo pessoal)Idoso estava em caminhão quando foi atingido por pedra. (Foto: Arquivo pessoal)

    Contudo, a solicitação foi negada pela 1ª Vara Criminal. Na ocasião, a juíza Liliane Pegoraro Bilharva ressaltou que a revogação não merecia ser concedida, pois o decreto de prisão estava bem fundamentado com as razões adequadas.

    “Acresço a elas [razões] a enorme repercussão que o fato causou na cidade de Vilhena, que sobressaltou-se com as circunstâncias desse caso, em que um pai de família buscando pelo sustento mediante trabalho, tenha perdido a vida de forma abrupta e cruel”, enfatizou a magistrada na época.

    Willians continua preso na Casa de Detenção de Vilhena.

     

    Fonte - G1

     
     
     
     
     
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