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Falência da Boi Gordo: 32 mil credores têm até dia 23 para garantir recebimento; saiba como

Judiciário

POR Paulo Portaljipa EM 18/07/2018 ÀS 04:45:32

 Falência da Boi Gordo: 32 mil credores têm até dia 23 para garantir recebimento; saiba como
Os 32 mil credores das Fazendas Reunidas Boi Gordo S/A podem encaminhar até o dia 23 de julho seus CPFs à administração judicial. A formalização faz parte da fase preparatória de credenciamento que permitirá o recebimento de cerca de 10% dos investimentos em valores atualizados. 

Segundo o administrador judicial da massa falida, Gustavo Sauer, o pré-cadastramento servirá de base de dados para a montagem do site que permitirá o auto cadastramento dos credores ou de seus advogados. “A fase pré-sistema irá alimentar e trazer segurança ao próximo passo, que será assegurar a funcionalidade do site para o auto cadastramento”.

Os preparativos para os pagamentos dos credores, que aguardam há 13 anos pela restituição dos valores, dependem da confirmação do Cadastro de Pessoa Física nos endereços eletrônicos disponibilizados na página da massa falida da Boi Gordo.

Desde a decretação da falência, em 2004, foram vendidas mais de 60 fazendas distribuídas por 220 mil hectares, que geraram um levantamento de cerca de R$ 483 milhões. Com esse dinheiro, já foram pagos integralmente os credores trabalhistas — cerca de R$ 75 milhões. Agora, serão pagos todo o passivo tributário e os investidores”, explica Sauer.

O grupo será a primeira empresa falida do setor rural a ressarcir seus credores. Embora o trabalho para recuperação de ativos ainda continue, o promotor do caso, Eronides Santos, lembra que a falência da Boi Gordo serve de alerta para que, “antes de investir, os interessados pesquisem e investiguem a idoneidade da empresa para então colocar altos valores em negócios considerados inovadores”.

Boi Gordo:

Criada em 1988, a empresa Fazendas Reunidas Boi Gordo iniciou em 1996 processo de abertura de investimentos em animais. Foram mais de 30 mil pessoas que investiram neste esquema de pirâmide financeira, que pagava contratos vencidos com recursos de novos investidores.

A empresa era administrada por Paulo Roberto de Andrade, que oferecia aos investidores contratos de investimento que prometiam retorno de 42% em 18 meses. Os ganhos viriam tanto da engorda do boi para abate quanto do crescimento de bezerros. Mais tarde descobriu-se que a empresa funcionava como uma pirâmide, pagando os contratos vencidos com o dinheiro da entrada de novos investidores. Os rendimentos oferecidos não refletiam o lucro com a atividade pecuária. Quando os saques superaram os investimentos, a pirâmide desmoronou. 

A notícia de que o negócio não ia bem se espalhou e milhares de clientes resgataram o dinheiro. A Boi Gordo declarou ter 100 mil cabeças de gado no pasto, mas deveria ter pelo menos dez vezes mais, de acordo com os valores recebidos dos investidores. A situação ficou insustentável e, em 2001, entrou em concordata e foi vendida para os grupos Golin e Sperafico no final de 2003, tendo a falência decretada pela Justiça em 2004 e os seus efeitos estendidos para as demais empresas do grupo e para o seu administrador em 2006. 

Endereços para o envio do CPF:

http://www.massafalidafrbg.com.br/2018/06/26/624/
gsauer@saueradv.com.br
ppuig@saueradv.com.br


 
 
 
 
 
 
 
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