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    A Justiça federal, unidade de Ji-Paraná notificou esta semana pequenos agricultores, residentes na área do entorno do aeroporto de Ji-Paraná, José Coleto, mais pre...

    Judiciário
    2 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 13/06/2017 ÀS 21:05:36

    Chacareiros notificados para deixar a área do Aeroporto de Ji-Paraná

    A Justiça federal, unidade de Ji-Paraná notificou esta semana pequenos agricultores, residentes na área do entorno do aeroporto de Ji-Paraná, José Coleto, mais precisamente no limite reservado para a construção da segunda pista de pouso e decolagens. Eles foram informados que precisam deixar suas propriedades em um prazo de 15 dias. A situação também começa preocupar outras famílias residentes na região próximo que também pertenceria a União.




    Uma das atingidas com a ação judicial foi Cleuza Dias que afirmou estar angustiada e inquieta com toda a situação que já se arrasta há anos no Poder Judiciário Federal. Cleuza Dias, Maria Auxiliadora e mais três produtores rurais foram notificados para deixar suas referidas propriedades. “Todos nós estamos bastante preocupados, desolados, sem saber o que fazer no momento e com medo de perder tudo o que construímos”, declarou Cleusa Dias, produtora rural.


    Outras famílias, ainda não notificadas, decidiram se reunir esta semana com o advogado, Robson Casula que acompanha o caso. A reportagem do Diário da Amazônia ele lembrou que a decisão recente foi da 1ª Vara Civil da Justiça Federal, unidade de Ji-Paraná e que o magistrado determinou que os notificados, apresentem defesa em até 15 dias. Ainda, segundo ele, o pedido refere-se a ampliação da área do aeroporto que passará de 5.550 para 5.780 metros quadrados, atingindo assim, algumas famílias com a decisão. “Penso que esta decisão vai resultar em um impacto social na vida dessas famílias”, afirmou. Uma delas é a de Maria Auxiliadora que poderá ter parte da casa destruída, único bem deixado pelo esposo falecer.


    Já o presidente da Associação dos Produtores Rurais do Aeroporto de Ji-Paraná, Luzenir Oliveira disse que a o embate jurídico com a União, sobre as terras começou no ano de 2004 e tem tirado a tranquilidade de todos os moradores, maioria pequenos produtores rurais que dependem da produção agrícola para a sobrevivência.


     

    Fonte - Diário da Amazônia

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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