RONDÔNIA: Em duas décadas, gastos com pensões e aposentadorias triplicaram

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Paulo Portaljipa EM 27/02/2018 ÀS 14:31:27

RONDÔNIA: Em duas décadas, gastos com pensões e aposentadorias triplicaram

Para especialista, conceder aposentadorias sem o critério da idade mínima pode comprometer ainda mais o sistema previdenciário

As despesas com benefícios previdenciários aumentaram de forma expressiva nas últimas décadas, em Rondônia. Entre 1992 e 2015, a quantidade de aposentadorias e pensões pagas no estado subiu de 2,9% para 9,8%. Se os repasses rurais forem incluídos, a taxa sobe para 10,8%. Os dados são do PNAD/IBGE.

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Só no ano passado, cerca 235.500 benefícios foram emitidos na Unidade da Federação pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS). O coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Rogério Nagamine, reconhece que os benefícios são indispensáveis para a população. No entanto, o especialista critica o fato de que algumas pessoas se aposentam cedo demais.

“Isso, obviamente aumenta a despesa, porque você tem uma aposentadoria chamada de tempo te contribuição, que normalmente se aposenta com 35 anos de contribuição, sem idade mínima. Isso tem gerado aposentadorias precoces. A idade média no ano passado foi de 54 anos e são benefícios que vão durar até três décadas.”

Com a suspensão do trâmite da reforma da Previdência, devido à intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, o Congresso Nacional não pode continuar com a discussão do tema, enquanto durar a medida.

Porém, de acordo com o professor da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo, o problema do rombo previdenciário ainda é uma realidade e precisa ser contido assim que for possível.

“A reforma da Previdência é imprescindível. Na evolução que estão indo os gastos com Previdência, daqui a 15 anos, todos os gastos do governo Federal vão ser com aposentadorias e pensões. A reforma vai ter que ser feita. E algum momento ela vai ter que ser feita.”

A reforma da Previdência prevê, entre outras coisas, que as mulheres se aposentem com 62 anos de idade e os homens com 65. Recentemente o relator da matéria apresentou uma nova redação do texto. Uma das mudanças ficou em torno da inserção de pensão integral para viúvos e viúvas de policiais mortos em combate.

Reportagem, Marquezan Araújo

 
 
 
 
 
 
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