MP aperta o cerco contra caminhoneiros que fraudam exame toxicológico

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Paulo Portaljipa EM 25/04/2019 ÀS 10:43:57

MP aperta o cerco contra caminhoneiros que fraudam exame toxicológico


Nas últimas semanas, centenas de
motoristas foram identificados por burlar a lei vigente no Brasil desde 2016

 

CURITIBA, 23/04/2019 – Em 2016, entrou em vigor a Lei
Federal13.103 que tornou obrigatória a realização do exame toxicológico para
emissão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C,
D e E, e na admissão e desligamento de motoristas contratados pelo regime CLT.
Agora, o exame toxicológico voltou a ganhar destaque no Brasil após o
Ministério Público intensificar a identificação de motoristas que tentam burlar
a lei nacional.

 

Nos últimos cinco meses, o Ministério Público identificou quase 300
caminhoneiros, nos estados de
São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do
Sul, que pagaram de R$ 800 a R$ 1.500 para
forjar resultados de exames antidrogas.
A primeira medida contra os
infratores será o bloqueio da Carteira Nacional de Habilitação, e nos próximos
meses a identificação e fiscalização deverá ser intensificada em todo país.

 

Infelizmente, as drogas sempre foram muito comuns nas estradas brasileiras.
Segundo números do Ministério do Trabalho, um terço dos caminhoneiros utilizam
algum
tipo
de substância para se manter acordado por horas e horas. De acordo com a
Polícia Rodoviária Federal, em 2017 foram registrados 89.318 acidentes graves
nas estradas e 48% deles foram provocados por caminhões.

 

Exame toxicológico

 

Além de garantir a
segurança nas estradas brasileiras, o exame toxicológico é rápido e
extremamente eficiente, detectando a presença de metabólitos de drogas
psicoativas que se depositam nos fios de cabelo ou pelos, por um período de até
90 dias. Hoje, o exame é encontrado em laboratórios de todo Brasil e, de acordo
com a legislação, o resultado deve sair em até 15 dias. 

 

Para assegurar
confiabilidade, todo processo de coleta de cabelos ou pelos é realizada na
presença de uma testemunha para garantir um resultado seguro. Quando o exame é
feito a partir de cabelos, são necessários 120 a 150 fios com, no mínimo, 4 cm
de comprimento. Já em casos de coleta de pelos do corpo, é retirado uma
quantidade equivalente a uma bola de algodão com 2 cm de diâmetro. São
coletadas duas amostras - uma vai para análise e a outra fica à disposição das
autoridades e do motorista, no banco de dados do laboratório.

 

“O teste verifica
diversas substâncias, entre elas as anfetaminas mazindol, femproporex e
anfepramona e as anfetaminas ilegais ecstazy, MDA e MDMA. Além disso,
conseguimos identificar metanfetaminas, maconha, cocaína, bezoilecgnonina,
cocaetileno, norcocaína, opiáceos codeína, morfina e heroína. A legislação
exige até 15 dias para o resultado, mas estamos preparados para entregar em no
máximo em 10 dias. Agilizar resultados beneficia o processo de liberação do
motorista”, explica o gestor do DB Toxicológico (
www.dbtoxicologico.com.br), Jean Haratsari.

 

A empresa, que
pertence ao grupo Diagnósticos do Brasil, é certificada pelo INMETRO, tem uma
estrutura exclusiva de atendimento para exame toxicológico e responde por
aproximadamente 15% dos procedimentos realizados no país. Para garantir a
segurança do teste, a empresa trata a cadeia de custódia dos exames taxológicos
com muito rigor, que começa pela capacitação dos coletores. Desde a implantação
da ferramenta, quase 4 mil já foram treinados. Outro diferencial fica por conta
da logística do grupo, que
consegue atender o mercado brasileiro com
agilidade por meio de dezenas de unidades de atendimento e mais de 400 rotas
que atendem, aproximadamente, 6.000 cidades.

 

De acordo com números do DB
Toxicológico,
a cocaína
ultrapassou a anfetamina, popularmente conhecida como “rebite”, e é a droga
mais utilizada por caminhoneiros. “O custo da cocaína baixou e ela passou a ser
vendida em muitos pontos das estradas. Hoje, ela é responsável por mais da
metade dos exames toxicológicos com resultado positivo. Ela é utilizada por
aqueles caminhoneiros que querem se manter acordados por várias horas”, detalha
Jean Haratsari.

 











































Caso o resultado
do exame seja positivo para qualquer substância ilegal, o motorista terá a CNH
suspensa e deverá aguardar três meses para realizar um novo exame. “Após a realização
de um novo toxicológico, a suspensão da carteira pode ser revista caso o
resultado seja negativo. Sabemos da importância dos caminhoneiros para o
Brasil, e é importante que eles entendam que a lei é benéfica para todos e visa
aumentar a segurança em nossas estradas. Desde
que ela entrou em vigor, houve uma redução de 40% no número de acidentes com
veículos pesados
”, completa Haratsari.



 

Fonte - Stphnny Pfaffenzeller P+G Comunicação Integrada

 
 
 
 
 
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