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Ji-Paraná faz Bonito e combate exploração sexual

Geral

POR Paulo Portaljipa EM 18/05/2018 ÀS 14:54:28

Ji-Paraná faz Bonito e combate exploração sexual




             Aproximadamente 500 pessoas participaram hoje (18) do
encerramento da Campanha de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e
Adolescentes. A Prefeitura de Ji-Paraná por meio da Secretaria Municipal de
Assistência Social (Semas), Centro de Referência Especializado de Assistência
Social (CREAS) e o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Família e
Indivíduos (PAEFI), realizou um Pit Stop em um dos locais mais movimentados da
cidade. Motoristas e pedestres receberam panfletos informativos sobre o
assunto.



“A proposta foi mobilizar, informar e convocar toda a
sociedade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e
adolescentes”, enfatizou a secretária da Semas, Sônia Reigota.



Participaram da mobilização estudantes do Instituto
Federal de Rondônia, Escola Antonio Bianco, alunos do Projeto sonho Meu da
Fundação Ji-Cred, Crianças e adolescentes do projeto Bombeiro Mirim, Guarda
Mirim e Proerd. Também marcaram presença representantes dos órgãos do Poder
Judiciário, Policia Civil, Policia Federal, Policia Rodoviária Federal, Polícia
Militar, Corpo de Bombeiros, Casa de Nazaré, Conselho Tutelar, Unimed e Apae.



“É preciso garantir a toda criança e adolescente o
direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida,
livres do abuso e da exploração sexual”, disse a promotora de justiça Eiko
Araki.



Anualmente a Campanha tem um dia Nacional de
mobilização, o dia 18 de Maio. Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de
1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou
conhecido como o “Caso Araceli”.



“Esse
era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade que foi raptada,
estuprada e morta por jovens de classe média alta. O crime, apesar de sua
natureza hedionda, até hoje está impune”, lembrou Glécia Ranny, coordenadora do
CREAS e do PAEFI.



Durante o mês de maio várias palestras foram
realizadas pela Semas em Ji-Paraná. O objetivo foi levar informações à
sociedade sobre como denunciar casos de violência e exploração sexual. “Pode
ter alguém sofrendo no meio de nós que não sabe que está sendo violada e achar
que isso é normal. É importante identificar e denunciar”, ressaltou a
professora do IFRO Letícia Pivetta.



            A campanha tem como símbolo uma flor
amarela, como uma lembrança dos desenhos da primeira infância. Para a
coordenadora do Projeto Sonho Meu da Fundação Ji-cred, Angelita Barbosa, o
símbolo associa a fragilidade de uma flor com a de uma criança, além de
favorecer a didática na hora de explicar que o abuso precisa ser denunciado.
“Hoje quando nossos alunos vêem uma flor amarela associa à campanha e sabem
como se defender de um possível abuso”, explicou Angelita.



As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100. A
ligação é gratuita e sigilosa. “Não fique calado diante de uma violência sexual
contra nossas crianças e adolescentes. Faça Bonito e contribua para que seja
quebrado esse ciclo de agressão”, finalizou a coordenadora do Proerd e Coronel
da Polícia Militar, Elizabeth Nunes.


 

Fonte - Assessoria

 
 
 
 
 
 
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