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  • Exame toxicológico ajuda a diminuir o índice de acidentes nas estradas do país

    Geral
    4 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 27/07/2019 ÀS 00:07:15

    Exame toxicológico ajuda a diminuir o índice de acidentes nas estradas do país

    Exame toxicológico ajuda a diminuir o índice de
    acidentes nas estradas do país

    Desde que a lei entrou em vigor em 2016, houve
    uma redução de 40% no número de acidentes com veículos pesados

     

    Em 2016, entrou em vigor a Lei Federal13.103 que
    tornou obrigatória a realização do exame toxicológico para emissão e renovação
    da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E, e na
    admissão e desligamento de motoristas contratados pelo regime CLT. Este exame
    tem destaque principalmente entre os caminhoneiros, visto que muitos ainda tem
    resistência em fazê-lo, devido a utilização de substâncias ilícitas, para se
    manterem acordados.  

     

    As drogas sempre foram muito comuns nas estradas brasileiras, segundo
    números do Ministério do Trabalho, um terço dos caminhoneiros utilizam algum
    tipo de substância para se manter acordado por horas e
    horas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, em 2017 foram registrados
    89.318 acidentes graves nas estradas e 48% deles foram provocados por
    caminhões.

     

    Exame toxicológico

     

    Além de garantir a segurança
    nas estradas brasileiras, o exame toxicológico de larga janela de detecção é
    rápido e extremamente eficiente, detectando a presença de metabólitos de drogas
    psicoativas que se depositam nos fios de cabelo ou pelos, por um período de no
    mínimo 90 dias. Hoje, o exame pode ser realizado em laboratórios de todo Brasil
    e, de acordo com a legislação, o resultado deve sair em até 15 dias. 

     

    Para garantir a segurança e a
    confiabilidade do resultado, todo processo de coleta de cabelos ou pelos é
    realizada na presença de uma testemunha para garantir um resultado seguro.
    Quando o exame é feito a partir de cabelos, são necessários cerca de 120 a 150
    fios com, no mínimo, 4 cm de comprimento. Já em casos de coleta de pelos do
    corpo, é retirada uma quantidade equivalente a uma bola de algodão com 2 cm de
    diâmetro. São coletadas duas amostras - uma vai para análise e a outra fica
    armazenada pelo período de 5 anos, caso seja requisitada uma contra prova, no
    laboratório credenciado pelo Denatran para realização do exame.

     

    “O teste analisa diversas substâncias,
    entre elas anfetaminas, metanfetaminas, MDMA, MDA, mazindol, femproporex e
    anfepramona. Além disso, conseguimos identificar também maconha, cocaína e seus
    principais metabólitos e os opiáceos codeína, morfina e heroína. A legislação
    exige um prazo de até 15 dias para o resultado, mas estamos preparados para
    entregar em no máximo 10 dias. Quanto mais rápido liberarmos os resultados o
    motorista será beneficiado ,já que o mesmo depende da CNH para as suas
    atividades profissionais”, explica o gestor do DB Toxicológico (www.dbtoxicologico.com.br),
    Jean Haratsaris.

     

     A empresa, uma divisão grupo Diagnósticos do Brasil, é
    certificada pelo INMETRO, tem uma estrutura exclusiva de atendimento para exame
    toxicológico e responde por aproximadamente 15% dos procedimentos realizados no
    país. Pensando na segurança do teste, a empresa trata a cadeia de custódia dos
    exames taxológicos com muito rigor, que começa pela capacitação dos coletores.
    Desde a implantação da ferramenta, quase 4 mil já foram treinados. Outro
    diferencial fica por conta da logística do grupo, que
    consegue atender a todo o mercado brasileiro com agilidade
    por meio de dezenas de unidades de atendimento e mais de 400 rotas que atendem,
    aproximadamente, 6.000 cidades.

     

    De acordo com números do DB Toxicológico, a cocaína ultrapassou a anfetamina, popularmente conhecida como
    “rebite”, e é a droga mais utilizada por caminhoneiros. “Com a redução do custo
    da cocaína ela passou a ser ‘vendida’ em muitos pontos das estradas federais.
    Hoje, ela é responsável por mais da metade dos exames toxicológicos com
    resultado positivo. Ela é utilizada pelos caminhoneiros que querem ou precisam
    se manter acordados por várias horas”, detalha Jean Haratsaris. Caso o
    resultado do exame seja positivo para qualquer substância ilegal, o motorista
    terá a CNH suspensa e deverá aguardar três meses para realizar um novo exame.

     

    “Após a realização de um novo toxicológico, a suspensão da
    carteira pode ser revista caso o resultado seja negativo. Sabemos da
    importância dos caminhoneiros para o Brasil, e é importante que eles entendam
    que a lei beneficia a todos visando aumentar a segurança e consequentemente a
    redução de acidentes em nossas estradas. Desde que a lei entrou em vigor entrou
    em vigor, houve uma redução de 40% no número de acidentes com veículos
    pesados”, completa Haratsaris. 

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    Fonte - Assessoria

     
     
     
     
     
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