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Duzentas pessoas estão desaparecidas após rompimento de barragem em Brumadinho, dizem bombeiros

Geral

POR Paulo Portaljipa EM 25/01/2019 ÀS 18:12:03

Duzentas pessoas estão desaparecidas após rompimento de barragem em Brumadinho, dizem bombeirosRIO — O corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou, na tarde desta sexta-feira, que cerca de 200 pessoas estão desaparecidas, em decorrência do rompimento da Barragem 1 da Mina Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o presidente da Vale,  Fábio Schvartsman, que seguirá para Brumadinho, no momento do acidente havia muitos funcionários da empresa na barragem .

— A região é de acesso muito difícil e uma região muito afastada. Tinham muitos funcionários da Vale no momento. Infelizmente, deve ter muitas vítimas.

As barragens do Feijão e da Jangada, que integram o Complexo de Paraopeba, tinham ao menos 700 funcionários , segundo informou a Vale em um texto publicado em seu site em fevereiro do ano passado.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o comando de operações foi montado no Centro Social do Córrego do Feijão, nas proximidades do campo de futebol e da igreja católica do município. O campo foi utilizado como área de avaliação e triagem de vítimas para atendimento médico.A operação conta com 51 bombeiros militares e seis aeronaves.

A lama de rejeitos atingiu o Rio Paraopeba , segundo o secretário do Meio Ambiente de Betim, Ednard Barbosa Almeida. As informações foram repassadas ao município por uma equipe da Guarda Municipal da cidade.

Em Mário Campos, cidade vizinha a Brumadinho, a família de um técnico de mineração aguarda notícias do profissional, que está desaparecido desde o rompimento da barragem. Bruno Rocha Rodrigues, de 27 anos, era estagiário e trabalhava na mina há dois anos. A mãe dele conta que trabalhar na área era um sonho para ele.

— Meu marido foi para lá assim que soubemos do acidente. Não tivemos nenhuma informação concreta até agora — diz Andreza Rodrigues, acrescentando que o escritório administrativo em que o filho trabalhava era um dos primeiros prédios abaixo da estrutura de contenção.

Na região do acidente, familiares e amigos de trabalhadores da Vale procuram informações sobre os desaparecidos. Circula entre eles uma lista extraoficial de sobreviventes, elaborada pelos próprios funcionários. O barbeiro Pablo Fernandes, de 26 anos, fez uma consulta e não encontrou os nomes de oitos amigos que estavam na mina durante o ocorrido. Assustado, ele ainda não perdeu a esperança.

— Nenhum deles me disse que sentia medo por causa da barreira. Espero que todos estejam bem, mas acho que a tragédia é muito pior do que imaginamos — disse o profissional.

Representantes de movimentos ambientalistas na região de Brumadinho (MG) afirmam que desde 2011 vinham relatando as autoridades a possibilidade de riscos de rompimento da barragem I da Mina do Feijão . Segundo Maíra do Nascimento, do Movimento pelas Águas de Casa Branca, há oito anos as comunidades que vivem no entorno da mina em Brumadinho se preocupavam com a situação do complexo, que inclui também a mina Jangada, e lutavam para que não fosse autorizada a ampliação do complexo. Mesmo assim, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de MG autorizou acréscimos em 11 de dezembro passado.

Socorristas trabalham na área do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em Minas Uarlen Valerio / O Tempo / Agência O Globo / Agência O GloboVítimas cobertas de lama são resgatadas por helicóptero do Corpo dos Bombeiros de Minas Gerais em Brumadinho Reprodução / TV RecordMoradores das proximidades da barragem da Vale em Brumadinho estão deixando as suas casas Divulgação/CBMMG

 

Fonte - Das Agências

 
 
 
 
 
 
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