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  • Pais precisam ter mais controle sobre o acesso das crianças às novas tecnologias

    Educação
    2 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 28/03/2018 ÀS 10:51:17

    Pais precisam ter mais controle sobre o acesso das crianças às novas tecnologias




    Especialista comenta sobre os cuidados em
    relação ao tema e como ele pode afetar a educação dos pequenos



     



    CURITIBA, 28/03/2017 – Com o avanço tecnológico e o fácil acesso à informação - que
    vem por meio dos canais de televisão, tablets, computadores e celulares - fica
    cada vez mais difícil para os pais e responsáveis filtrarem a grande quantidade
    de conteúdo transmitido à crianças e adolescentes. Mas o que fazer e como lidar
    com tanta informação sem privar os pequenos dessas tecnologias?



    Para Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga e especialista em
    educação especial e em gestão escolar, o problema não está na tecnologia em si,
    mas, sim, nos pais, que muitas vezes usam desses meios como mera distração, sem
    dar a devida importância ao que a criança está fazendo. “As crianças chegam ao
    mundo e são apresentadas a uma enxurrada de inversão de valores. Muitos pais e
    responsáveis acabam deixando os filhos em frente à televisão, tablet, celular,
    sem se preocupar com o que está sendo transmitido e acabam usando aquele meio
    apenas como uma distração”, comenta.



    O que os pais lutam para construir dentro de casa e na escola,
    muitas vezes, é destruído em minutos. É importante que as crianças tenham
    acesso à tecnologia, desde que sejam orientadas para isso. Pais/responsáveis
    devem esclarecer suas dúvidas e acompanhar esse processo. “O nosso papel em
    casa e na escola é orientar. Caso os pais/responsáveis não esteja em casa para
    acompanhar a criança, é importante que haja uma pessoa que possa instruí-la ou
    dizer, pelo menos, o que é permitido ou não”, complementa a especialista.



    A psicopedagoga explica ainda que ao
    assistir a determinado programa, ou ter acesso a determinado conteúdo, a
    criança/adolescente reflete sobre o que vê, faz conexões com a sua realidade e
    extrai os pontos positivos e negativos daquilo que acabou de visualizar. Nesses
    casos, é importante que haja uma conversa com a criança, explicando o que
    significa aquele programa ou informação, trazendo-a para a realidade de maneira
    adequada. Para finalizar, Ana Regina alerta que devemos evitar ao máximo o
    acesso aos conteúdos inadequados e controlar o que está sendo visto, deixando
    esse tempo para que a criança tenha oportunidade de desenvolver atividades que
    ajudem significativamente seu aprendizado e evolução.
     

     
     
     
     
     
     
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