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Petróleo encosta nos US$ 70 e retorna ao nível de 2015

Preço do barril tipo Brent chega a US$ 69,37, impulsionado por cortes na produção, queda nos estoques e tensão entre EUA e Irã

Economia

POR Paulo Portaljipa EM 11/01/2018 ÀS 15:04:36

Petróleo encosta nos US$ 70 e retorna ao nível de 2015

Os preços do petróleo fecharam em alta na última quarta-feira, 10, com a cotação do petróleo do tipo Brent chegando próximo aos US$ 70 por barril. Trata-se da maior cotação registrada em três anos.

Segundo analistas, a retomada se explica pelos cortes de produção decretados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a queda nos estoques globais e as tensões geopolíticas entre EUA e Irã.

O Brent fechou a quarta-feira cotado a US$ 69,20 por barril, o que simboliza uma alta de US$ 0,38, ou de 0,55% no preço. No entanto, o barril chegou a ser cotado a US$ 69,37 pela manhã, atingindo o maior valor desde maio de 2015 e ficando próximo dos preços registrados em 2014, pouco antes do colapso do petróleo. Desde novembro do ano passado, a cotação do Brent subiu quase 10%.


“Estamos em um ambiente no qual os produtores da Opep e a Rússia reduziram sua oferta e os estoques caíram”, explicou Olivier Jakob, da consultoria Petromatrix. Jakob também aponta que a tensão em torno do acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã, com a possibilidade do governo americano voltar a impor sanções ao país, também contribuiu para a alta.


Além disso, dados do governo dos Estados Unidos apontam que os estoques de petróleo do país tiveram uma redução de 4,9 milhões de barris na semana passada, número acima da previsão de queda de 3,9 milhões. Com a queda, os estoques americanos ficaram com 419,5 milhões de barris.

Com isso, o preço do petróleo do tipo WTI, que é referência nos Estados Unidos, também subiu. Na sessão de quarta-feira, o barril fechou cotado em US$ 63,57 – alta de US$ 0,61, ou 0,97% – e chegou a registrar US$ 63,67, o valor mais alto desde dezembro de 2014.


Para o analista Carsten Fritsch, do Commerzbank, as altas recentes nos preços do petróleo fazem com que possa ocorrer “supercompensação” e que isso não se alinha aos fundamentos do mercado. Já outros analistas acreditam que a queda no dólar e os bons índices do crescimento mundial, que podem criar uma demanda maior que a esperada, também ajudaram na alta.


“O menor acúmulo de estoques de petróleo, combinado com as fortes construções de estoques de produtos, é uma notícia negativa para os preços. Mas os participantes do mercado também podem usar a forte queda na produção como uma desculpa para comprar”, afirmou Fritsch.

De acordo com dados do Instituto Americano do Petróleo, a expectativa é que a redução nos estoques do país atinja a casa dos 11 milhões de barris. Dessa forma, o país vem seguindo a estratégia dos produtores mundiais de petróleo de restringir a produção e reduzir os estoques internacionais. Entretanto, há a preocupação de que o nível de produção de petróleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos acabe atrapalhando essa estratégia.

 

Fonte - Exame

 
 
 
 
 
 
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