Governo Saudita suspende importação de carne de frango de 33 frigoríficos brasileiros

Economia
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Paulo Portaljipa EM 23/01/2019 ÀS 18:24:12

Governo Saudita suspende importação de carne de frango de 33 frigoríficos brasileiros

Como especialistas já haviam alertado, as posições diplomáticas do governo de Jair Bolsonaro podem ter reflexo nas relações comerciais como alguns países. Especula-se, por exemplo, que a decisão de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém possa ter determinado a suspensão da importação de carne de frango pelo governo da Arabia Saudita.

O país muçulmano é o maior importador de carne de frango do Brasil, mas desabilitou 33 dos 58 frigoríficos listados Ministério da Agricultura para exportação. Entre eles, unidades da BRF e da JBS.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmou a decisão Saudita em nota divulgada nesta terça-feira (22). No comunicado, informou que o descredenciamento é decorrente de "critérios técnicos".

Ireegularidades fitossanitárias

Segundo fontes ligadas ao setor, um dos motivos da suspensão dos frigoríficos, técnicos de uma missão árabe que visitaram o Brasil no ano passado teriam constatado irregularidades fitossanitárias nas empresas. A associação diz trabalhar para atender as exigências do país muçulmano.


"A ABPA está em contato com o governo Brasileiro para que, em tratativa com o Reino da Arábia Saudita, sejam solvidos os eventuais questionamentos e incluídas as demais plantas [frigoríficas]", diz a nota.

Atualmente, a Arábia Saudita é líder entre os compradores de frango brasileiro, com 14% da produção do produto – só no ano passado, comprou 4 mil toneladas de carne de frango do Brasil. Em segundo lugar aparece a China, que importa 11%. A ABPA não informou as possíveis perdas de volume exportado com a restrição súdita, mas especialistas do Ministério da Agricultura creem em queda de até 30%.

Dependência

Outro fator que poderia ter influído na redução do volume importado seria o desejo da Arábia Saudita de incentivar a produção interna de frango. Porém, a hipótese mais corrente é a da pressão econômica dos árabes sobre a transferência da embaixada.

Há mais de um século, israelenses e palestinos disputam a cidade sagrada, considerada capital dos dois países. O ato de transferir a embaixada de Israel para Jerusalém pode ser interpretado pelos muçulmanos como uma rejeição de seus direitos sobre a terra que consideram sua.



 

Fonte - Das Agências

 
 
 
 
 
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