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Com Trump, dólar cai e provoca forte alta das commodities nesta 2ª feira

Economia

POR Paulo Portaljipa EM 12/02/2018 ÀS 16:04:37

Com Trump, dólar cai e provoca forte alta das commodities nesta 2ª feira

Segunda-feira de turbulência no mercado financeiro internacional. A semana começou em ritmo de Carnaval no Brasil neste 11 de fevereiro, mas com os negócios em ritmo ainda mais acelerado mundo a fora. As commodities subiram de forma generalizada, tal qual as ações nas bolsas norte-americanas e europeias e os olhos dos investidores quase todos voltados ao quadro econômico dos Estados Unidos. 

Entre os grãos negociados na Bolsa de Chicago, quem liderou o avanço foi o trigo, que registrou um movimento positivo de mais de 2%, enquanto a soja bateu em suas máximas em quinze dias. Altas para o farelo de soja levaram as cotações aos seus mais elevados patamares em 18 meses. 

Em Nova York, os preços do açúcar e do algodão também trabalharam em campo positivo, apesar de, em alguns casos, fundamentos negativos limitarem os ganhos. Na Ásia, o destaque ficou para os óleos vegetais, uma vez que na Malásia uma inesperada queda dos estoques de óleo de palma promoveram uma acentuada alta dos futuros neste início de semana, ao lado do incentivo do movimento no mercado financeiro. 

Ainda nesta segunda, os futuros do petróleo chegaram a subir pouco mais de 2%, com o brent testando algo acima dos US$ 63,00 por barril. Por volta das  16h10, tanto em Londres, quanto em Nova York, as altas eram de pouco mais de 0,5%. Entre as commodities metálicas, a prata subia mais de 2% e o cobre, mais de 1,5%. 

O ouro fazia o mesmo caminho. Segundo informações apuradas pelo portal internacional Business Times, 

Nos EUA, os principais índices acionários subiam mais de 1% também, com altas intensas sendo obsevadas pelo segundo pregão consecutivo. Nesse caso, o movimento vinha sendo liderado pelas ações dos setores de tecnologia.  

De acordo com analistas internacionais, o principal fator de estímulo às commodities dessa forma generalizada foi uma nova queda do dólar neste início de semana. 

O anúncio de que a proposta orçamentária de Donald Trump, que deverá trazer mais detalhes nesta segunda, inclui US$ 200 bilhões de investimento em infraestrutura, entre outros pontos importantes para a economia americana, ajudaram a impulsionar esse movimento. 

"O orçamento de fato empurra a trajetória para baixo", argumentou o diretor do orçamento da Casa Branca, Mick Mulvaney no programa "Fox News Sunday" mais cedo no domingo. "Ele realmente nos leva de volta ao equilíbrio. Ele nos afasta dos déficits de trilhões de dólares".

As últimas medidas de Trump têm exercido, nos últimos meses, uma positiva influência considerável nos números da economia americana e mudando o quadro no mercado financeiro entre os investidores. Do último dia 2 até hoje, os principais índices acionários em Wall Street acumulam uma alta que varia de 6% a 6,5%. 

"O orçamento de Trump também inclui diversas previsões econômicas e deve depender de estimativas de que a economia irá continuar crescendo em um ritmo rápido no futuro previsível, coisa que é crítica para ajudar a cobrir o custo da reforma fiscal de 1,5 trilhão de dólares aprovada pelo Congresso em dezembro", como noticia a Reuters internacional.

Alerta! O que ainda vem por aí?

A semana, como explicam analistas internacionais ouvidos pela agência Bloomberg, deve ser bastante intensas e cheia de novas informações que podem mexer com todos esses preços daqui em diante. Das ações ao ouro, passando pelo petróleo, todo esse cenário pode mudar e a volatilidade deve ser acompanhada de perto, uma vez que as commodities agrícolas não deverão escapar desse movimento. 

Energia e Petróleo

No setor de energia, atenção aos novos números da OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo) e da IEA (Agência Internacional de Energia dos EUA). Na Europa, atenção sobre as exportações de trigo que têm seu potencial ameaçado, ao mesmo tempo em que a China se prepara para seu maior e mais importante feriado do ano, o Ano Novo Lunar. 

Além do mais, esse tem sido um ano agitado para o petróleo. Depois de registrar seu melhor janeiro desde 2013, ainda segundo a Bloomberg, os preços devolveram seus ganhos na sequência de um aumento dos estoques americanos e de uma queda nas ações globais que afungentaram os investidores. 

Novos acordos no AGRO

Entra na conta ainda os desdobramentos de uma possibilidade de anúncio oficial de uma acordo entre as gigantes do agro Archer-Daniels-Midland (ADM) e a Bunge Ltd, duas líderes no comércio agrícola global. 

Os atuais resultados da Bunge, de acordo com especialistas de fora, poderiam indicar uma janela de como a empresa está lidando com um momento de preços mais baixos dos grãos diante de safras consideráveis nos Estados Unidos e nos demais países produtores. 

Exportações europeis de trigo

Para esta semana, se espera ainda uma retração nas exportações europeias de trigo. O movimento é esperado diante de uma maior competitividade do grão dos países da região do Mar Negro, incluindo a Rússia, e países mais distantes, como a Argentina, que buscam ampliar sua participação em mercados na União Europeia. 

O departamento agrícola da França, o maior exportador de trigo do bloco econômico, já revisou para baixo suas projeções de vendas externas nesta temporada e pode repetir a correção nesta semana. Assim, é difícil que a atual meta de 9,3 milhões de toneladas seja alcançada. 

Fundos x Commodities Agrícolas

Ainda nesta segunda-feira, entre as commodities agrícolas, o posicionamento dos fundos mudou e ajudou a mexer com os preços. Do milho ao açúcar, os investidores 'reduziram' suas apostas baixistas em quase todos os produtos, diminuindo suas posições compradas em 13 commodities agrícolas.

"E as posições compradas dos fundos eram maiores do que o esperado", disse o analista de mercado Terry Reilly, da Futures International. 

Essa mudança, de acordo com informações do Rabobank, se deu, em partes, diante de um aumento dos riscos climáticos para algumas safras neste momento, especialmente as de soja e milho na Argentina. Os locais que sofrem ainda com a seca sentem advseridades bastante severas em um momento crítico para as lavouras

 

Fonte - Das Agências

 
 
 
 
 
 
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