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Aos 40 anos de emancipação, Ji-Paraná é vista como um lugar de oportunidades

Economia

POR Paulo Portaljipa EM 28/11/2017 ÀS 15:54:07

Aos 40 anos de emancipação, Ji-Paraná é vista como um lugar de oportunidades

Com 40 anos de emancipação política, a cidade de Ji-Paraná (RO), situada a cerca de 370 quilômetros de Porto Velho, é vista por muitos empreendedores como um lugar em expansão para investimentos. Algumas pessoas, que apostaram no mercado local, encontraram no município uma terra fértil para implantar novos negócios e contam ao G1 a experiência empreendedora.

Localizada na região central de Rondônia e com mais de 100 mil habitantes, Ji-Paraná, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a segunda maior cidade em população do estado.

Conforme a estimativa do órgão, a população da cidade deve chegar a 132.667 habitantes, em 2017, representanto um crescimento populacional de aproximadamente 13,8%, em relação ao último censo realizado em 2010.

A agropecuária é uma das principais bases econômicas do município. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), o gado de corte é o principal produto agropecuário. O rebanho é o sexto maior do estado, com 430. 974 cabeças de gado, segundo registrado entre abril e maio deste ano pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron).

No entanto, os investimentos em outros setores econômicos também são uma realidade no município.

Segundo dados do Ministério do Trabalho em Emprego (MTE), o comércio é que o setor que mais emprega no mercado de trabalho formal, na cidade, com quase 40% das vagas. Em seguida, vem o setor de serviços, com pouco mais de 26%, e depois a indústria de transformação e administração pública, juntos ambos tem cerca de 27% dos empregos.

De acordo com dados do Sebrae, em 2015, Ji-Paraná tinha mais de 5.660 negócios formalizados. Desse número, mais de 50% era de empresas de pequeno porte e microempresas, e pouco mais de 49% de microempreendedores individuais.

Jovem empreendedor

Dentre os microempreendedores individuais, está o Ji-paranaense André Guilherme Barbosa de Souza, de 22 anos. Ele decidiu investir em uma área que poucos haviam se arriscado na cidade. Aos 16 anos, fundou a própria empresa de produção de vídeo de casamentos.

André Guilherme Barbosa de Souza apostou na produção de vídeos de casamentos (Foto: André Guilherme Barbosa de Souza/Arquivo Pessoal)André Guilherme Barbosa de Souza apostou na produção de vídeos de casamentos (Foto: André Guilherme Barbosa de Souza/Arquivo Pessoal)André Guilherme Barbosa de Souza apostou na produção de vídeos de casamentos (Foto: André Guilherme Barbosa de Souza/Arquivo Pessoal)

Dois anos depois, o jovem decidiu estudar publicidade e propaganda em São Paulo (SP), mas cursou apenas dois semestres e voltou para Ji-Paraná.

André conta que, na época, o ramo de produção de vídeos de casamento parecia parado, e a proposta que ele, ainda adolescente trazia, era uma novidade.

“Era algo que não tinha em Ji-Paraná no estilo que nós fazemos. Somos uma cidade e um estado que estamos crescendo. Temos uma possibilidade muito grande de inovação. Qualquer coisa que é feito de diferente, já é uma inovação. Aproveitamos isso e fizemos o que já sabíamos, aprendemos mais e evoluimos em um mercado que estava parado”, explica.

Apostando em novas construções

Em outro segmento, o casal, Davi Galvão e Marcele Morales, abriu uma empresa de arquitetura na cidade há cerca de um ano.

Davi, de 24 anos, saiu do de Vilhena (RO), no cone sul, para cursar arquitetura e urbanismo em uma faculdade particular, em Ji-Paraná. “A cidade me ofereceu uma oportunidade de emprego e eu comecei a gostar. Acabei ficando pelas oportunidades e hoje não tenho pretensão de sair”, conta.

Davi Galvão e Marcelle Morales se conheceram na faculdade e abriram um escritório de arquitetura juntos (Foto: Davi Galvão e Marcelle Morales/Arquivo Pessoal)

Jovens acreditam que o ramo em que investiram ainda deve crescer muito (Foto: Davi Galvão e Marcele Morales/Arquivo Pessoal)
Jovens acreditam que o ramo em que investiram ainda deve crescer muito (Foto: Davi Galvão e Marcele Morales/Arquivo Pessoal)

Mas, além do ensino superior, ele encontrou oportunidade de crescimento profissional e uma noiva ji-paranaense.

“Eu nasci em Ji-Paraná, me criei aqui e moro na mesma rua desde que nasci, me sinto super ji-paranaense. E foi aqui onde eu conheci minhas paixões, a arquitetura e o Davi”, relata Marcele, de 23 anos.

Os jovens se conheceram durante a faculdade e começaram a namorar em junho de 2014. Davi se formou no ano seguinte e Marcele deve concluir o curso em 2018. No ano passado, o casal recebeu uma proposta para comprar um escritório de arquitetura da cidade.

Marcele é responsável pela parte administrativa da empresa, enquanto Davi fica a cargo da parte técnica e dos projetos de arquitetura. Os jovens acreditam que o ramo em que investiram ainda deve crescer muito, e os números da Prefeitura de Ji-Paraná confirmam a previsão do casal. Por ano, são expedidos cerca de 10 mil novos pedidos de construção de imóveis.

“A população da cidade tem entendido o que é essa profissão e tem procurado por profissionais dessa área. Hoje eles sabem, nós conseguimos pensar melhor nos espaços, podendo deixar mais bonitos e confortáveis”, afirma Davi.

Investimentos no setor de alimentação

Aos 19 anos e apaixonada por gastronomia, Manuella Costa Carneiro Chiarelli trabalha diariamente na cozinha da hamburgueria artesanal que abriu com o pai há cerca de oito meses. Nascida em Porto Velho, a jovem que se mudou para o município conta que nunca pensou em sair de Ji-Paraná.

“O projeto surgiu após uma viagem aos Estados Unidos, que nos trouxe muitas referências e ideias. Nunca cogitamos sair de Ji-Paraná. Aqui cresci e me formei como pessoa e é uma cidade que oferece muitas oportunidades de crescimento”, afirma Manuella.

A empresa caminha para o próximo passo e visa ampliar o atendimento, que acontecia apenas à noite, para também durante o dia.

“Em pouco tempo, já conquistamos muitos clientes e amigos, estamos contentes com os resultados e só temos que agradecer a esta cidade incrível, que nos deu espaço para começar e nos dá chance para crescer”, conta.

'Oportunidade para todo mundo'

As oportunidades no ramos dos negócios não é algo recente, conforme exemplifica a trajetória do empresário do setor alimentício, Adamastor Pinheiro. Mineiro, ele chegou à cidade ainda na adolescência, no ano de 1986, com a passagem paga pelo irmão.

Adamastor chegou a Ji-Paraná há mais de 30 anos com passagem paga pelo irmão e depois abriram uma lanchonete (Foto: Adamastor Pinheiro/Arquivo Pessoal)Adamastor chegou a Ji-Paraná há mais de 30 anos com passagem paga pelo irmão e depois abriram uma lanchonete (Foto: Adamastor Pinheiro/Arquivo Pessoal)Adamastor chegou a Ji-Paraná há mais de 30 anos com passagem paga pelo irmão e depois abriram uma lanchonete (Foto: Adamastor Pinheiro/Arquivo Pessoal)

“Meu irmão veio e gostou. Um ano depois, ele voltou para Belo Horizonte (MG) e disse que aqui tinha oportunidade para todo mundo. Viemos todos os irmãos”, conta.

Com recursos próprios, os irmãos abriram uma lanchonete e trouxeram um diferencial: todos os lanches eram feitos à vista do consumidor, o que não havia na época, segundo ele. Em 1996, Adamastor fundou uma pizzaria e deixou a sociedade com os irmãos. Em poucos anos depois, o negócio já tinha uma filial.

 
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