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    SESC realiza pelo 18º ano o Sonora Brasil que percorre o Brasil este ano com Sonoros Ofícios apresentando as músicas utilizadas no trabalho ou descanso, muito utilizado nas regi&oti...

    Cultura
    3 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 17/08/2015 ÀS 23:53:47

    Sonora Brasil continua nesta terça-feira em Ji-Paraná

    SESC realiza pelo 18º ano o Sonora Brasil que percorre o Brasil este ano com Sonoros Ofícios apresentando as músicas utilizadas no trabalho ou descanso, muito utilizado nas regiões norte e nordeste. O outro projeto é o Violas Brasileiras que este ano será apresentado somente nas regiões sul e sudeste, invertendo em 2016. Em Rondônia somente os municípios de Porto Velho e Ji-Paraná recebem o Sonora Brasil. Em Ji-Paraná as apresentações tiveram inicio no sábado com músicos pesquisadores de Minas Gerais que recolheram o repertório no Estado de Minas Gerais e Bahia. A apresentação encantou os presentes, e foi um convite a conhecer a história, o sofrimento e as alegrias do povo, principalmente da zona rural.


    Os dois grupos de domingo e segunda-feira, e o terceiro que se apresenta nesta terça-feira representam formas tradicionais relacionadas a trabalhos rurais: Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente (BA); Quebradeiras de Coco Babaçu (MA) e Destaladeiras de Fumo de Arapiraca (AL) que estará no palco do Teatro Dominguinhos hoje à noite a partir das 19h30. Todas as apresentações tem entrada franca e resgatam um pouco da história do trabalhador brasileiro.



    Para Keyla Barbosa, presidente da Fundação Cultural de Ji-Paraná as apresentações são emocionantes, recheadas de pontos culturais e um convite a conhecer mundos distantes do trabalho braçal tão presente na colonização brasileira e nos dias atuais. O grupo desta noite é formado por cinco mulheres da região de Sítio Fernandes, município de Arapiraca, na zona rural do agreste alagoano, e Nelson Rosa, mestre de coco de roda reconhecido como patrimônio vivo do estado de Alagoas. O cultivo do fumo foi a principal atividade econômica por mais de cinco décadas em Arapiraca, as mulheres trabalhavam horas a fio sentadas no chão nos “salões de fumo”, destalando e selecionando as folhas ao som de cantigas entoadas para espantar o sono durante as madrugadas.


    Os cantos das destaladeiras são entoados a várias vozes com uma voz solo no improviso dos versos, geralmente tirado pelas líderes do salão; ocorrem em forma de trovas rimadas e têm como característica serem arrastados e sem acompanhamento instrumental. O grupo traz no repertório, além das canções tradicionalmente entoadas na rotina laboral da destalação, cantigas de barreiro e tapagens de casa, os rojões de eito entoados nas tarefas da roça e o pagode, música que embalava as festas em que a comunidade comemorava o chamado derradeiro dia de fumo, no encerramento da safra.


     


     

     

    Fonte - Assessoria

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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