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    Por Roulber Silva, Gerente de Serviços Técnicos de Ruminantes da Merial Saúde Animal     A presença de agentes infecciosos no rebanho bovino causa elevadas per...

    Agronegócios
    5 minutos de leitura

    Paulo Portaljipa EM 29/02/2016 ÀS 19:31:11

    Tristeza Parasitária Bovina - babesiose e anaplasmose

    Por Roulber Silva, Gerente de Serviços Técnicos de Ruminantes da Merial Saúde Animal


     


     


    A presença de agentes infecciosos no rebanho bovino causa elevadas perdas nos índices de produtividade e por consequência relevantes prejuízos econômicos. A Tristeza Parasitária Bovina (TPB) é desses males, que ocasionam altos índices de mortalidade e morbidade, impactando diretamente no aumento de custos com tratamentos emergenciais e no atraso do crescimento dos animais infectados, entre outros aspectos.


     


    A TPB, também conhecida popularmente como “Tristezinha”, “Amarelão”, “Piroplasmose” e “Mal da boca branca”, é na verdade, um complexo de doenças que inclui a babesiose, causada por protozoários do gênero Babesia (espécies Babesia bovis e Babesia bigemina) e a anaplasmose, causada por uma rickéttsia do gênero Anaplasma (espécie Anaplasma marginale). Ambas podem apresentar infecções simultâneas, com sintomas e reações semelhantes, como, por exemplo, a intensa hemólise no organismo, fazendo com que as hemoglobinas sejam liberadas no plasma do animal.


     


    Porém, não deixam de ser doenças distintas, que não dependem uma da outra, e exigem tratamento próprio. A infecção é causada pelo desenvolvimento e multiplicação de babesias e anaplasmas nas células, os sinais clínicos mais comuns são; febre, anemia, coloração amarelada de pele e mucosas (icterícia), urina avermelhada, redução ou paralização da ruminação, anorexia e apatia/prostração.


              


     O principal transmissor dessas enfermidades aos bovinos é o carrapato Riphicephalus (Boophilus) microplus, porém, no caso da anaplasmose, a transmissão também pode ocorrer através da picada de insetos hematófagos (como moscas, mosquitos e tabanídeos) ou através do uso de agulhas, seringas ou aparelhos cirúrgicos contaminados. Em nosso país há três epidemiologias distintas em relação à TPB.


     


    A primeira é denominada situação livre, o vetor não sobrevive por mais de uma geração, todos os animais são sensíveis, pois não desenvolvem imunidade contra os agentes causadores da TPB.


     


    A segunda é classificada como situação de instabilidade enzoótica, onde o clima impede a presença do carrapato ao longo do ano. O vetor esta presente apenas em algumas épocas do ano, e isto não permite que todos os animais tenham contato com o agente etiológico. Ou seja, é possível que um bezerro tenha nascido e só tenha contato com o agente quando adulto, desta maneira não terá desenvolvido a sua imunidade ativa para proteção natural. Ocorrem surtos de TPB, principalmente nos animais que ainda não tinham entrado em contato com o agente, sendo a mortalidade elevada.


     


    A terceira situação é classificada como de estabilidade enzoótica, o carrapato ou outros vetores estão presentes ao longo do ano, podendo ficar ausente por períodos curtos (máximo de 3 meses). Os bezerros entram em contato com o agente enquanto ainda são jovens e desenvolvem imunidade ativa. Desta forma, quando entrarem em contato novamente com o agente etiológico já estarão protegidos.


     


    Para evitar que a doença se alastre é necessário o tratamento do animal, através da utilização de fármacos eficientes, além de oferecer o tratamento de suporte aos animais que inclui, quando necessário, fluidoterapia, transfusão de sangue e utilização de anti-inflamatórios. No campo, na maioria das vezes, não se faz o diagnóstico laboratorial, portanto o tratamento instituído abrange a babesiose e a anaplasmose.


     


    Os medicamentos mais indicados para o tratamento da babesiose são os derivados das diamidinas, ou seja, produtos à base de diaceturato de diminazeno como o Vivaseg LA ou Vivatet LA. Para o tratamento da anaplasmose indicamos produtos à base de oxitetraciclinas como o Tetradur LA-300 ou o Terraflan LA.


     


    Para infecções mistas, a melhor indicação é o medicamento à base de diaceturato de diminazeno em conjunto com a oxitetraciclina pronta para uso, como o Vivatet LA que ainda possui o piroxicam, um excelente anti-inflamatório como tratamento de suporte. Porém pode-se também optar pela combinação do Vivaseg LA + Tetradur ou Vivaseg LA + Terraflan LA.


    Como tratamento de suporte, também pode-se aplicar anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) e, nesse caso, a indicação é o Ketofen 10%, medicamento à base de cetoprofeno (AINE de dupla ação) que tem excelente ação antipirética (anti-térmica), analgésica e anti-inflamatória.


     


    A Merial, líder mundial em saúde animal, disponibiliza no mercado importantes fármacos que auxiliam no controle da enfermidade, ação fundamental para minimizar os prejuízos.


     


    Vivatet LA: Tem em sua composição diminazeno, diidrato de oxitetraciclina e piroxicam.  Ele é indicado para o tratamento de bovinos infectados por A. marginaleAnaplasma spp e/ou Babesia (B. bigemina e B. bovis), assim como para infecções secundárias causadas por agentes sensíveis às tetraciclinas, que podem ocorrer na TPB.


    -  Vivaseg LA: Tem em sua composição diminazeno, fenazona e cianocobalamina. Vivaseg LA é indicado para o tratamento de babesioses e tripanossomoses em bovinos. 


    Tetradur® LA-300 Injetável é um antibiótico de amplo espectro, à base de oxitetraciclina na concentração de 30%, indicado para o tratamento e controle de infecções como: anaplasmose, pneumonias, enterites, pododermatites, onfaloflebites, leptospirose, infecções uterinas, mastites, queratoconjuntivite bovina, artrites e outras doenças causadas por organismos sensíveis às oxitetraciclinas.


    - Terraflan LA: É composto de cloridrato de oxitetraciclina e piroxicam. O Terraflan é indicado para tratar bovinos com anaplasmose, pneumonia, leptospirose, podridão do casco, actinobacilose, queratoconjuntivite infecciosa, mastite, enterite bacteriana (E. coli, Salmonella spp), feridas infecciosas, pericardite infecciosa e onfaloflebite. Além de auxiliar no controle e prevenção de infecções pós-operatórias e pós-parto causadas por germes sensíveis à oxitetraciclina.


     


    Att,


     


    Renan Costa

     

    Fonte - Assessoria

    Fotográfo - Divulgação

     
     
     
     
     
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