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Mato Grosso tem maior rebanho bovino da história

Após recuo com o excessivo abate de fêmeas nos últimos dois anos, o rebanho bovino mato-grossense que já era o maior do país, cresceu ainda mais. Conforme censo reali...

Agronegócios

POR Paulo Portaljipa EM 21/01/2016 ÀS 12:42:00

Mato Grosso tem maior rebanho bovino da história

Após recuo com o excessivo abate de fêmeas nos últimos dois anos, o rebanho bovino mato-grossense que já era o maior do país, cresceu ainda mais. Conforme censo realizado pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), durante a etapa de vacinação contra a febre aftosa em novembro do ano passado, constatou-se a expansão da atividade. O aumento anual foi de 2,7%, com isso, o plantel passou de cerca de 28,5 milhões de cabeças para aproximadamente 29,2 milhões, um acréscimo de mais de 771 mil animais, sendo cerca de 590 mil fêmeas até 25 meses (matrizes) e aproximadamente 174 mil bezerros de 0 a 12 meses. Após uma queda no número de cabeças nos anos de 2013 e 2014, o Estado atingiu em 2015 o maior rebanho de sua história.

De acordo com A Gazeta, além desse marco, o ano de 2016 começa com outra importante conquista para o segmento pecuário. Em janeiro, o Estado está completando 20 anos sem registro de focos de febre aftosa. Em balanço divulgado ontem pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e pelo Indea/MT, Mato Grosso registrou na última etapa de imunização, realizada em novembro de 2015, cobertura vacinal de 99,59% do rebanho estadual, momento em que a aplicação da dose é obrigatória em animais de todas as idades, nos chamados de ‘mamando a caducando’. Foram imunizados 29,13 milhões de animais contra a doença.

Com a vacinação acima dos 99% desde 2005, o Estado também se mantém no topo da lista com maior índice de imunização contra a febre aftosa entre os Estados da federação.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, pontuou que o bom índice de vacinação é um resultado do esforço do governo do Estado que entende a defesa agropecuária como fundamental para sustentar a economia de Mato Grosso. Prova disso é o aumento no orçamento do Indea/MT, que passou de R$ 9 milhões no ano passado para R$ 20 milhões em 2016. “É um entendimento do governo de que não conseguimos vender uma boa carne, tanto no mercado interno quanto no externo, se o nosso produto não tiver a garantia de qualidade do ponto de vista sanitário”.

Paludo também destacou a parceria, por meio do Indea, com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as entidades representativas do setor, o Fundo de Emergencial de Saúde Animal de Mato Grosso (Fesa) e, principalmente, com os produtores rurais. “Só é possível atingir este alto número na vacinação com esta parceria.
É um trabalho intenso e consolidado ao longo de um ano inteiro”.

Para o presidente do Indea/MT, Guilherme Nolasco, este resultado mostra a conscientização dos produtores sobre a importância de vacinar e também o comprometimento da equipe do Instituto no trabalho de defesa sanitária animal. “É um trabalho extremamente técnico e os números mostram o esforço e o comprometimento da equipe do Indea e dos produtores. A robustez da defesa sanitária é compatível com o tamanho do nosso rebanho e da dimensão geográfica continental de Mato Grosso. Estamos presentes nos 141 municípios do Estado, com mais de mil servidores trabalhando”.

EM 2016 - Além do aumento no orçamento, o órgão irá receber do Mapa neste ano um aporte de R$ 6 milhões para ser utilizado no trabalho da defesa sanitária. De acordo com o superintendente do Ministério em Mato Grosso, José de Assis Guaresqui, 25% dos recursos totais disponibilizados aos Estados brasileiros foi destinado para Mato Grosso.

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), José João Bernardes, enalteceu o trabalho do Indea/MT e os esforços dos produtores rurais. “Os números evidenciam o trabalho extremamente bom do Indea. O produtor é um partícipe deste processo e tem consciência de que seu negócio só será produtivo se ele adotar os procedimentos necessários no que se refere à sanidade”.

São cerca de 104 mil propriedades cadastradas no Indea/MT. Na etapa de novembro da vacinação, equipes das 13 regionais do Instituto espalhadas por todas as regiões do Estado acompanharam a vacinação em 3.242 propriedades rurais, em localidades consideradas de vulnerabilidade, como assentamentos rurais, zonas de fronteira, no Pantanal e na Ilha do Bananal. Cerca de 1,06 milhão de animais tiveram a imunização realizada, fiscalizada ou assistida por técnicos do órgão. Na região da fronteira com a Bolívia, 44 equipes acompanharam a vacinação de aproximadamente 531 mil animais em 777 fazendas nos municípios de Cáceres, Porto Esperidião e Vila Bela.

Cerca de 2.049 propriedades rurais deixaram de cumprir com a obrigação de vacinar na etapa de novembro. Isso representa 1,97% das fazendas cadastradas no Indea/MT, totalizando apenas 0,4% do rebanho. Os pecuaristas que não vacinaram estão sendo notificados pelo Indea/MT e serão obrigados a realizar a vacinação do rebanho de forma assistida pelo órgão. Além disso, eles serão autuados e deverão pagar uma multa de 2,25 Unidade Padrão Fiscal (UPF) por cabeça não vacinada.

CAMPANHA – Todos os anos são realizadas duas campanhas de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso. A primeira acontece no mês de maio, em que devem ser vacinados os animais com idade inferior a 24 meses. Já no mês de novembro a vacinação deve ser feita em todo o rebanho bovino e bubalino.

 

Fonte - SóNotícias

Fotográfo - Divulgação

 
 
 
 
 
 
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