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Manganês de Rondônia só tem similar em mina australiana, afirma mineradora de Espigão do Oeste

Ultrapassa 50% o teor de pureza do minério de manganês das jazidas pesquisadas pela Brazil Manganese Corporation (BMC) em Espigão do Oeste, Rondônia. A reserva de origem h...

Agronegócios

POR Paulo Portaljipa EM 27/05/2016 ÀS 17:12:45

Manganês de Rondônia só tem similar em mina australiana, afirma mineradora de Espigão do Oeste

Ultrapassa 50% o teor de pureza do minério de manganês das jazidas pesquisadas pela Brazil Manganese Corporation (BMC) em Espigão do Oeste, Rondônia.



A reserva de origem hidrotermal nesse município tem apenas uma similar no mundo: a mina de Woodie Woodie, na Austrália.


A BMC investe R$ 12 milhões na modernização de sua planta, informou na quinta-feira (27) a gerente de vendas da empresa, engenheira química Yuki Yamamoto.


Equipe da BMC na Rondônia Rural Show

Equipe da BMC na Rondônia Rural Show



“No estande na 5ª Feira Rondônia Rural Show, onde expõe pedras de manganês extraídas em suas áreas, a empresa conta ponto no atual momento da crise econômica, ao afirmar que “mantém a crença e os investimentos no Brasil e em Rondônia, com olhos confiantes em um futuro de prosperidade”.


“Vamos oferecer minério de alta qualidade para atender às necessidades das indústrias de aço no Brasil e no mundo”, anunciou Yuki.


Manganês é o 12º elemento mais abundante da crosta terrestre. Seus principais minérios, a pirolusita e a rodocrosita, são encontrados em jazidas localizadas na África do Sul, Austrália, Brasil, China, Gabão, Índia e Ucrânia.


Os estados do Amapá, Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul são as principais regiões de mineração. “Poucas minas no mundo têm o teor de pureza do manganês de Rondônia”, explicou Yuki.


Duas plantas em operação nas áreas pesquisadas produziram no ano passado 20 mil toneladas de manganês. Em 2016, a empresa ampliará esse volume para 30 mil ton. Investimentos feitos com recursos próprios possibilitarão extrair 50 mil ton até 2017.


Para detectar novas reservas, a BMC faz novas pesquisas autorizadas por alvarás do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).


Dentro de três anos, a comprovação da reserva dará elementos para o estudo de uma ambiciosa exploração industrial até 2020.


Na próxima semana, o engenheiro de minas Carlos Braga, da BMC, participará em Madri (Espanha) da reunião do International Manganese Institute [Instituto Internacional do Manganês], sediado na França. “Ele mostrará a localização das jazidas rondonienses”, adiantou Yuki mostrando textos e mapas em inglês.


FOSFATAÇÃO


O processo de fosfatação com manganês é usado no tratamento contra a ferrugem e corrosão do aço. Dependendo do seu estado de oxidação, os íons de manganês apresentam cores variadas e são usados industrialmente como pigmentos.


Noventa por cento da produção desse minério destinam-se à fabricação de aço para construção civil, tubulações de petróleo, trens e metrôs. Servem também para a indústria automobilística, de fogões e de geladeiras.


“Usinas de aço tanto podem usar diretamente o manganês em forma de ligas. A maioria das plantas do País são assim”, explica a engenheira Yuki.


Entre os clientes que indiretamente usam o minério extraído em Rondônia, destacam-se os grupos Gerdau e Arcelor.


Aplicações mais comuns: para fertilizantes de plantas diversas e fabricação de ração animal. “A BMC é uma das poucas do País que atendem a esses segmentos, sempre exigentes em alto teor de manganês e, ao mesmo tempo, de baixo teor de metais pesados”, observa Yuki.


Segundo a engenheira, outro mercado são as fábricas de baterias carregáveis e não carregáveis, telefones celulares, notebooks, tablets, drones e carros elétricos.


Para a consolidação de sua planta industrial em Rondônia, a BMC dependerá de logística e, no que diz respeito a exportações, a futura ferrovia ligando o Brasil ao Peru, por Rondônia, será fundamental.


ANTIGAS JAZIDAS


Na região de Espigão do Oeste, a BMC comprou ativos de duas empresas familiares: Eletroligas e Rio Madeira.


Dez anos atrás, o grupo canadense trabalha numa área de 104 mil hectares numa joint venture (associação) com a Ferrometals e Cancana.


“Da planta piloto para o aproveitamento industrial, temos novo caminho a seguir. A BMC instala novos equipamentos, entre os quais, jigador, peneiras, e peças para o reaproveitamento de água”, informou Yuki.


Responsável pela equipe de relacionamento comunitário da BMC, Glória Stange da Costa Alves, disse que um dos principais objetivos da empresa na região é “zerar” a utilização de recursos naturais.


Segundo Glória, a BMC ajudará Rondônia a cumprir metas do Programa de Desenvolvimento e Consolidação do Setor Mineral (PDES) do Governo de Rondônia, para o período 2015-2030,


Além do cedro e do pinus, serão prioritárias espécies regionais no reflorestamento, a recuperação de mananciais e a conservação da mata ciliar.


O programa de responsabilidade socioambiental  da BMC prevê também a eliminação do desperdício e o relacionamento transparente com acionistas, funcionários, comunidades e órgãos ambientais.


 

Fonte - Assessoria

Fotográfo - Divulgação

 
 
 
 
 
 
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