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Mangabeira Unger propõe mudança de paradigmas para Rondônia se desenvolver mais

O ministro-chefe da Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, disse na sexta-feira (14) a empresários que Rondônia tem potencial para estar na vangu...

Agronegócios

POR Paulo Portaljipa EM 17/08/2015 ÀS 11:29:16

Mangabeira Unger propõe mudança de paradigmas para Rondônia se desenvolver mais

O ministro-chefe da Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, disse na sexta-feira (14) a empresários que Rondônia tem potencial para estar na vanguarda da nova estratégia de desenvolvimento nacional. Há, entretanto, segundo ele, requisitos, como a mudança de paradigmas em alguns setores e a industrialização progressiva,  que precisam ser observados. Mangabeira ouviu lideranças na sede da Federação do Comércio e, em seguida, explanou detalhadamente suas propostas em palestra no Teatro Guaporé.


No encontro com empresários, Mangabeira Unger, que estava acompanhado do governador Confúcio Moura, afirmou que preferia ouvir demandas e propostas, mas também apontou caminhos que podem ser adotados. O ministro acentuou a necessidade de promover a industrialização progressiva nos diversos setores, como a agricultura, para que os produtos tenham cada vez mais valor agregado. Insistiu que esses detalhes impulsionarão a economia do estado, se sobrepondo, inclusive, à agricultura artesanal que, em alguns momentos, serve apenas para a subsistência.


No teatro Guaporé, onde proferiu a palestra, Mangabeira Unger falou durante uma hora sobre o tema “Rondônia como vanguarda de nova estratégia de desenvolvimento nacional”. Diante de uma plateia formada por empresários, políticos e estudantes ele reiterou as proposta que apontam formatos inovadores para a economia e educação.


No quesito educação, sustentou que o modelo autoritário que põe o professor à frente do processo educativo e o aluno num patamar abaixo, deve ser substituído por outro em que o processo é feito num sistema de cooperação entre professor e aluno. Também criticou o resultado do Ensino Médio no País, no qual, segundo o ministro, são expostas as falhas do sistema.


POLICÊNTRICO


Outra proposta apresentada aos lideres empresariais trata do modelo policêntrico, que leva focos de industrialização a diversos setores produtivos. Uma das virtudes, segundo Mangabeira Unger, seria o melhor aproveitamento das commodities. Ele citou como exemplo países como a Alemanha e Suíça, que têm lucros substanciais como o café, mas não são produtores. “Eles nos dão uma lição fantástica”, completou.


Os empresários apresentaram demandas e destacaram segmentos em que o estado tem alta produtividade. Entretanto, atribuíram à logística o principal entrave para que estes avanços apresentem  resultados mais expressivos.


Governador Confúcio acompanhou o ministro na palestra sobre desenvolvimento

Governador Confúcio acompanhou o ministro na palestra sobre desenvolvimento



Entre outros assuntos, Mangabeira defendeu o ajuste fiscal promovido pelo governo federal. “Esta não é uma estratégia de desenvolvimento. É, no máximo, uma transição para o que vem em seguida”, argumentou, completando que a etapa seguinte é fazer com que o País não siga dependente da confiança financeira.


O palestrante evidenciou, ainda,  nova política federativa que está sendo estabelecida entre estados da Amazônia e Centro-Oeste, na qual Rondônia está incluído, que constitui um novo foco para o empreendedorismo.


Além de qualificar o movimento Brasil Central como histórico, o ministro apontou Rondônia como um estado privilegiado, uma vez que se beneficiará das políticas adotadas para o novo modelo de desenvolvimento do Centro-Oeste e para a Amazônia.


Ao concluir o que definiu como quatro agendas o futuro do estado, Mangabeira Unger disse que, como algumas unidades da Federação, Rondônia não teve uma elite republicana capaz de conduzir e construir os seus destinos. “Teve alguns indivíduos isolados e excepcionais, mas não um grupo governante e condutor que conseguisse ver longe”, citou.


O ministro propôs a construção de uma contra-elite republicana, para substituir a elite republicana que não tem. O processo se tornará mais viável e andará mais depressa se ocorrer um milagre, no qual ele acredita: que alguns indivíduos saiam de seus cômodos  e troquem a segurança pela renúncia e o risco. “Rondônia como vanguarda do Brasil: é isso que eu lhes proponho. E o milagre que descrevi, o milagre do desassombro, do desposamento e da devoção, guiados pela imaginação institucional transformadora. Agora, agora, agora”, conclamou




 

Fonte - Assessoria

Fotográfo - Divulgação

 
 
 
 
 
 
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