Com receio de ter sua imagem estampada na mídia e redes sociais, a empresária Gláucia Simões Lamego, proprietária da empresa “O BECO produções&rd...

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Paulo Portaljipa EM 17/07/2015 ÀS 03:23:35

Com receio de ter sua imagem estampada na mídia e redes sociais, a empresária Gláucia Simões Lamego, proprietária da empresa “O BECO produções”, não compareceu ao plenário onde seria ouvida pela CPI dos shows para prestar esclarecimentos sobre os shows que vendeu para o município.




A empresa Beco Produções foi contratada para contratar a banda Cidade Negra e custos da banda até Porto Velho por ocasião do fechamento da Semana Municipal do Meio Ambiente, ao preço de R$ 250 mil. Ela chegou a pedir que fosse ouvida em sigilo dentro de uma sala, mas seu pedido foi rejeitado pela comissão.




Mesmo tendo aparecido na Câmara Municipal, ela foi dada como ausente pela CPI que irá estudar medidas cabíveis que assegurem sua oitiva para os membros da comissão na próxima semana. Os membros da comissão disseram que seu depoimento é fundamental para as investigações da CPI dos shows.




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CPI dos Shows:


Auditor Municipal diz que CGM pediu à FUNCULTURAL o não pagamento da 2ª parcela do show Alceu Valença


O auditor da Controladoria Geral do Município Júlio César Brito de Lima disse aos membros da CPI dos Shows nesta quinta-feira 16.07 que pediu à Fundação Cultural o não pagamento da 2ª parcela do show de Alceu Valença. 




Ele não poupou críticas ao processo realizado pela Funcutural para a contratação do show e disse que caso haja alguma irregularidade, o secretário Marcos Nobre seria o “menos inocente nessa história”.


Segundo o auditor, ao não colocar no processo peças importantes sobre a contratação – não colocando, por exemplo, que a contratação seria por uma empresa terceirizada, e ainda o valor real dos honorários pagos ao cantor Alceu Valença. 




No processo consta que o honorário pago foi de R$ 160 mil, mas na verdade foi R$ 190 mi. “Ao fazer isso ele provocou (a Controladoria) e ao apresentar o processo a apenas quatro dias antes do show ele forçou a barra”, disparou o auditor.




E completou: “Então ele não é santo”, referindo-se ao presidente Marcos Nobre.




Exaltado, o líder do prefeito Jair Montes (PTC) apontou o dedo para a direção do auditor e visivelmente contrariado acusou o profissional da Controladoria Municipal de ter assumido o erro e o risco. 




“O senhor poderia muito bem ter dado um Parecer desfavorável”. O auditor rebateu o líder do prefeito dizendo que não tinha condição, na época, de parar o processo, já que ainda não possuía provas.




Jair Montes ainda tentou eximir o secretário da Funcultural de uma possível irregularidade e disse que o auditor Júlio César tinha grande parte nessa culpa e que o secretário Marcos Nobre foi induzido ao erro. 




O auditor novamente se defendeu dizendo que tão logo identificou a irregularidade usou do poder de autotutela e determinou a suspensão do pagamento de R$ 125 mil. Segundo o auditor, ele agiu tempestivamente e chegou a emitir um documento reconhecendo a falha cometida.




Lavanderia: RGR usa laranjas para realização de show culturais em Rondônia




O relator da CPI dos Shows Everaldo Fogaça (PTB) fez uma declaração bombástica na audiência da comissão na manhã desta quinta-feira 16.07: a RGR, que intermediou o show do cantor Alceu Valença, utiliza laranjas, em sua maioria grupos culturais, para lavar dinheiro, através de contratos obscuros.




Segundo Fogaça o nome da RGR, que pertence ao ex-chefe da Casa Civil Guilherme Erse, não aparece em nenhuma parte dos processos da CPI dos Shows, apesar de ter sido apontada pelo próprio Marcos Nobre, presidente da Funcultural, como a verdadeira realizadora dos shows.




“Já sabíamos extraoficialmente de que a RGR estava por trás desse esquema que se instalou dentro da Cultura de Porto Velho”, denunciou o vereador ao elogiar a coragem do presidente da Funcultural, Marcos Nobre, de trazer essa e várias outras informações importantes para a comissão.




Para o vereador o grande esquema hoje do município e do estado de Rondônia foi desvendado, através do aparecimento da RGR Produções que usa laranja e pessoas de outros estados para “fazer” sua empresa. A CPI já solicitou a oitiva dos representantes da RGR.




Presidente da Funcultural disse que não teve contato algum com empresário Alexandre Almeida




Pouco a pouco, o quebra-cabeça envolvendo a contratação dos shows de Alceu Valença e Cidade Negra vão ganhando contornos claros e várias situações nebulosas e personagens começam a aparecer. A CPI começa a perceber o envolvimento de outras pessoas no suposto esquema.




O presidente da Fundação Cultural, Marcos Nobre, disse em seu depoimento da CPI dos shows, que a assinatura do contrato do show de Alceu Valença foi feita através de e-mail com o empresário Alexandre Castro Almeida, mas que ele próprio não conhece o tal empresário, nem nunca o viu pessoalmente.




Questionado sobre a assinatura do contrato, o auditor Júlio César Lima, que mandou sustar o pagamento da 2ª parcela do show de Alceu Valença, disse que não é normal esse tipo de procedimento, pois a empresa A. C. Almeida Entretenimento–ME deveria ter um representante em Porto Velho.




Isso coloca em xeque a existência do próprio empresário Alexandre Castro Almeida, já que por aqui ninguém o conhece, ou nunca foi visto, e o que se sabe apenas é que ele assinou o contrato com uma assinatura digital, enviada através de e-mail. Pode ser que Alexandre Almeida seja um nome fabricado e seja mais um embuste criado por empresas para ganhar licitação.




Segundo o vereador Edemilson Lemos, processo já nasceu errado desde o começo




O vereador Edemilson Lemos (PSDB) fez algumas declarações sobre o contrato de R$ 295 mil do show do cantor Alceu Valença. Segundo ele, o processo foi induzido desde o começo, induzindo ao erro a própria Controladoria, que interviu na questão somente depois que o show fora realizado em Porto Velho.




“Ele (o processo) foi todo montado desde o começo como se fosse um quebra-cabeça: essa peça eu vou montar aqui, essa aaquie, essa e essa… todas as suas fases em um pequeno intervalo e até mesmo de quem viria para o show”, disse Edemilson que é ex-secretário municipal de Regularização Fundiária e advogado.




E disse mais: o induzimento fica claro porque o secretário Marcos Nobre sabia do poder que tinha de pagar com cheque porque ele é um ente da administração e não deve satisfação à Controladoria ou á Procuradoria. “Queria ter visto a cara do Dr. Mauro quando ele (o presidente)  dissesse que havia contratado um show de Alceu Valença por R$ 295 mil. Será que o Dr. Mauro não entende que R$ 295 mil é um absurdo?”, questionou.




 “Essa é minha reflexão”. Todo o processo foi de induzimento ao erro, ao vício e ao o que é errado. Podem investigar a fundo que vocês vão encontrar mais coisas”, disse falando  à Comissão.  Ao finalizar, Edemilson disse que mesmo sem ter acabado, a CPI já possui uma constatação importante: a que houve responsabilidade civil objetiva consumada por parte do prefeito.




E até brincou: “Geralmente, é pelo porte jurídico da causa que se escolhe o advogado. Para que a Prefeitura tenha contratado o Nelson Canedo para sua defesa, é preciso que a encrenca ser das grandes”.




Secretário Edjales Benício diz que, se for constatada irregularidade, não vai pagar show do Cidade Negra




O secretário Edjales Benício, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, disse que se for apontada qualquer irregularidade na contratação do show da banda Cidade Negra, ele disse que não irá pagar e que a empresa realizadora do evento se quiser receber terá que procurar a Justiça.




A declaração do secretário foi hoje pela manhã á CPI dos Shows, na Câmara Municipal. Segundo ele, a contratação do Cidade Negra, deve-se ao fato de que a banda em questão ser uma das únicas do País que milita em causas ambientais, mas não soube explicar gastos.




Segundo o vereador Eduardo Rodrigues (PV), tanto Edjales, da Semes, quanto Marcos Nobre, da Funcultural, deveriam ser imediatamente demitidos pelo prefeito Dr. Mauro e apontou várias irregularidades que teriam ocorrido na contratação.




Para Eduardo, já havia um acerto prévio para a realização do show. Vocês contrataram uma empresa de Rio Branco, e usaram empresas da cidade de Porto Velho para fazer o serviço e não pagaram a despesa. “Vocês agiram com irresponsabilidade. 




Não estou aqui discutindo valores. Se eu contrato uma empresa por R$ 250 mil eu tenho que ter segurança de que fiz a coisa certa e que vou pagá-la”, criticou. 

 

Fonte - Assessoria

Fotográfo - Divulgação

 
 
 
 
 
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